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Issue 1 – Jazz Store Fest

A Trem Azul, património da Sétima Colina, organiza o seu primeiro festival de jazz, dedicado à música de improviso. Não aconselhável a quem ainda não se habituou a gostar de jazz.

O Programa completo, aqui.

Dia 5 –


L.I.P ( Lisbon Improvisation Players)
Rodrigo Amado – saxofone alto e barítono
Pedro Gonçalves – contrabaixo
Acácio Salero – bateria


Dia 11
Double Bind Quartet
Vitor Rua – baixo, guitarra

Carlos Zingaro– violino
Luís Sampayo – bateria
Vera Mantero – performance, voz

Dia 12

Alipio C Neto Diggin’ Quartet

Alipio C. Neto – saxofones, melódica e percussões
Gonçalo Lopes – clarinete baixo
Ben Stapp – tuba
Rui Gonçalves – bateria, guitarra


Dia 13
V.G.O ( Variable Geometry Orchestra)
Ernesto Rodrigues – violino, viola , direcção
Pedro Costa – violino
Guilherme Rodrigues – violoncelo
Hernâni Faustino – contrabaixo
Sei Miguel – trompete de bolso
Eduardo Chagas – trombone
Bruno Parrinha – clarinete, clarinete alto
Nuno Torres – saxofone alto
Rui Horta Santos – saxofone tenor
Luís Lopes – guitarra eléctrica
Jorge Trindade – cassetes
Adriana Sá – harpa brasileira, electrónicas
Carlos Santos e Rafael Toral – electrónicas
Miguel Martins – melódica, xylofone, percussão
César Burago – percussão
José Oliveira – bateria, guitarra acústica

Ena, tantos gajos bons!


Alone Together: The Best of the Mercury Years

Clifford Brown – trompete
Max Roach – bateria
Sarah Vaughan, Helen Merill, Abbey Lincoln – vozes
Harold Land, Sonny Rollins, Paul Quinichette, Hank Mobley, George Coleman, Stanley Turrentine – sax tenor
Jimmy Jones, Bill Wallace,
Richie Powell – piano
Danny Bank – sax barítono
Kenny Dorham, Booker Little, Tommy Turrentine – trompete
Julian Priester – trombone
Ray Draper – tuba
Herbie Mann – flauta
Barry Galbraith – guitarra
George Morrow, Joe Benjamin, Milt Hinton, Nelson Boyd, Art Davis, Bob Boswell – baixo
Roy Haynes e Osie Johnson – bateria
The Boston Percussion Ensemble

Gravado entre 1954 and 1960, o primeiro cd contém um mix de originais de Clifford Brown, com standards eternos como “September Song”; o segundo disco resume um showcase de Max Roach.

Dos samples, que se podem ouvir aqui, destaques para “What’s New”, “What Am I Here For?”, “Jordu”, “Star Dust” e o vibrante “Blues Walk”.

O Agente Triplo

Depois de Patricia Barber, nova romaria ao CCB, desta vez para ver Brad Mehldau Trio.

Praticamente duas horas e meia de jazz, num concerto desde já candidato a um dos melhores do ano;
Culpa de Mehldau, ao tocar para uma plateia algo estranha, que o obrigou a voltar três vezes ao palco!

Anunciado como estando esgotado, o concerto, patrocinado por um fabricante de automóveis, deu nisto: convidados a deixarem os lugares vazios, outros a chegar já com os músicos a tocar, um forçado intervalo para bebericagem, ou ainda, a cada um dos encores, a sala ir ficando com imensas brancas…

Mehldau é um grande compositor e intérprete. Acompanhado de Larry Grenadier, brilhante no contrabaixo e Jeff Ballard, cuja bateria por vezes me pareceu excessivamente carnavalesca, o Trio não merecia este comportamento por parte do público.

Mais sobre Mehldau, neste artigo da Down Beat Magazine e na entrevista concedida à All About Jazz.

Jazz de Itália em Lisboa

Trio de Aldo Romano
Danilo Rea, Piano
Remi Vignolo, Contrabaixo
Aldo Romano, Bateria

Hoje às 21h30, no Grande Auditório da Culturgest, em colaboração com o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa.

O Programa do Concerto, aqui.

a Arte do Trio


Mehldau possui a luminosidade de Lennie Tristano, a emoção do mestre Keith Jarrett e a sensibilidade de Bill Evans.

Versatilidade, consistência e génio, são traços característicos deste apaixonante pianista de jazz.

No CCB a 10 de Fevereiro e a 12 no Porto.
A não perder.

A parceria:
Brad Mehldau, piano
Larry Grenadier, contrabaixo
Jeff Ballard, bateria

Na página oficial, podem ouvir-se itunes da discografia completa.

Excerto da informação na página do CCB:
Com formação clássica, mas desde cedo apaixonado pelo jazz, Brad Mehldau é considerado actualmente um dos mais geniais pianistas de jazz do mundo.
Influências tão variadas como Beethoven, Bill Evans, Schumann e Keith Jarrett fizeram com que Mehldau não criasse barreiras musicais.
Exemplos disso são as participações em várias bandas sonoras e a revisão pessoal de temas dos Radiohead, Beatles, Paul Simon e Nick Drake.
O trio formou-se em meados dos anos 90, editando o disco de estreia: «Introducing Brad Mehldau», em 1995.
É em formato trio que Mehldau explora a sua paixão pelo jazz, na vertente mais pura, do que são prova os álbuns intitulados «Art of the Trio», já com diversos volumes.

Participou nas bandas sonoras dos filmes «Meia-noite do Jardim do Bem e do Mal», de Clint Eastwood, «De Olhos Bem Fechados», de Stanley Kubrick e «Million Dollar Hotel – O Hotel» de Wim Wenders.
A sua admiração por áreas mais populares da música levou-o a reinterpretar temas dos britânicos Radiohead – “Paranoid Android” e “Exit Music (For a Film)” – e Beatles – “Blackbird”.

prenda minha

Recebi uma prenda inesperada este Natal:
O livro Duarte Mendonça: 30 anos de Jazz em Portugal.

Por ter sido editado recentemente, não conhecia;
A maior e agradável surpresa, no entanto, é verificar que não fazia ideia que tantos jazzmen tivessem passado por Portugal nas últimas três décadas.

O livro, da autoria de João Moreira dos Santos, constitui uma justa homenagem ao produtor Duarte Mendonça.

Recheado de muitas fotografias inéditas, este álbum de memórias é uma belíssima viagem pela história dos festivais de jazz em Portugal.

Obrigado ao JMS , pela paixão que lhe dedicou.
Um abraço à Maria João e ao Paulo Alexandre, que mo ofereceram.

Overdose de vida


Depois de uma grande molha a caminho do Coliseu de Lisboa, quando entrei na sala já as Amina estavam em palco.

Estas quatro meninas – de ar ingénuo – merecem pelo menos uma audição atenta!

Depois dos cds de promoção terem desaparecido algures em França, uma delas disse simpaticamente que podemos pesquisar na web a sua música e descarregar.. ( que ternurenta!)

A sonoridade do quarteto islandês, que também participou no esplendoroso concerto dos Sigur Rós, sugere inevitavelmente Björk. A descobrir.

Três anos depois, mais uma dose de ColdPlay, onde a primeira surpresa foi o aparecimento de Chris Martin em palco, para anunciar com imenso prazer os Goldfrapp para a primeira parte.

É um grande prazer ouvir X&Y num ambiente como o que se viveu no Pavilhão Atlântico.

Desde o lançamento de Parachutes 2000, a banda tem evoluído muito bem.

Hoje, músicas como Square One, Yellow, God Put a Smile Upon Your Face, The Scientist e Fix You, são do melhor pop-rock comercial que se ouve.

Alinhamento Goldfrapp – Train, No. One, U Never Know, Black Cherry, Ride a White Horse, Strict Machine e Ooh La La.

Alinhamento Coldplay – Square One, Politik, Yellow, Speed of Sound, God Put a Smile Upon Your Face, X&Y, How Do You See the World, White Shadows, The Scientist, Til Kingdom Come/Ring of Fire, Green Yes, Clocks, Talk, Swallowed in the Sea, In My Place e para terminar em grande, Fix You.

Só não acho muita graça ao facto de – numa banda profissional – o vocalista se enganar a meio de uma música e recomeçar do início.
Voltem, que estão perdoados!

Takk*, Sigur Rós

Hoje é um dia especial para mim.


Primeiro, porque é dia de culto.

O culto da melancólica sonoridade dos Sigur Rós, em concerto esgotado, no Coliseu de Lisboa.

Em segundo lugar, porque é absolutamente extraordinária a precisão do momento em que ocorre.

É como que, inconscientemente, aguardasse esta espécie de ritual iniciático há muito tempo – e, uma vez em estado de graça – à espera que eles descessem à terra, para meu deleite.

Em Setembro, quando o disco* foi editado e aqui fiz referência ao concerto da noite de hoje, o vocalista Jon Thor Birgisson revelava ao DN que o “interesse pela música e pela criação de sons por parte da banda inscreve-se entre certas frequências e certos campos. É entre esses campos que queremos experimentar e creio que o nosso som é bastante claro.”

Tenciono falar do concerto.. espero.. se conseguir encontrar as palavras..

*Obrigado.

a procissão das almas.. com som.. sem imagens..

Num tempo de grande profusão de música formatada, é purificador ouvir uma bizantice.
Tantos séculos! de cultura europeia não devem ser esquecidos.

De 1600 a 1830 – ano da construção do novo Estado grego -, muitos compositores vieram enriquecer de importantes obras o património musical da Igreja ortodoxa.
Viviam sobretudo nos mosteiros do Monte Athos, em Creta, onde trabalhavam como cantores nas igrejas do patriarcado de Constantinopla.
Por volta de 1730, a Igreja de Santo Constantino teve a sorte de ter como protopsalt (cantor principal) Petros Bérékétis, o maior compositor da idade de ouro da música Bizantina (século XVIII).
A existência deste compositor marcou – do ponto de vista da história musical e artística – a renascença do mundo grego, após quatro séculos de ocupação otomana, como grandiosamente sublinhou Delacroix em O Massacre de Chios.
Petros conseguiu uma brilhante fusão entre a tradição bizantina na música sacra dos séculos XIII e XIV com a então novel música de origem oriental.

 

ensemble-theodore-vassilikos-petros-bereketis


Le Grand Chant Octotonal à la Vierge Marie, obra de grande envergadura e absolutamente única em toda a literatura musical bizantina, está destinada a ser interpretada durante a missa especial da “fraction du pain”.

As oito composições representam os oito modos da música bizantina; cada modo termina numa katrima, a improvisação melódica que serve de introdução ao modo seguinte:

1 – Sainte Vierge, Mère de Dieu (1er mode)
2 – Salut à toi qui es pleine de grace (2ème mode)
3 – Marie, le Seigneur est avec Toi (3ème mode)
4 – Tu es bénie entre toutes les femmes (4ème mode)
5 – Béni soit (1er mode plagal)
6 – Le fruit de tes entrailles (2ème mode plagal)
7 – Car tu as fait naître (mode dit ‘lourd’)
8 – Le Sauveur de nos âmes (4ème mode plagal)

Ensemble Théodore Vassilikos / Pétros Bérékétis
Duração: 58:10
Ano: 1982
Editora – Ocora C 558682 / distribuição – Harmonia Mundi

Festa da música – Guimarães Jazz 2005

No Grande Auditório da Universidade – com acústica renovada, segundo um amigo – e para quem tenha oportunidade, a não perder:

Amanhã – Art Ensemble Of Chicago

O programa completo pode ser consultado aqui.

Via Improvisos Ao Sul