Afinal enganei-me. O Mazgani tocou a solo!
Mas direitinho ao coração. No meu, tocou e ficou. Uma pessoa simpática, com alma e uma voz poderosa. A Inês, a quem ele ofereceu um disco com assinatura, certamente irá falar sobre o assunto.
O que não correu bem foi a total falta de vergonha na cara dos responsáveis pelo espaço. A coisa devia ter início às 22:30 e o rapaz que tocou antes do Mazgani começou a tocar com mais de uma hora de atraso. Resultado: o Mazgani começou a tocar já depois da meia-noite.
Vão morrer lounge…
Depois de apresentarem o projecto song for the new heart no Porto e em Braga, Shahryar Mazgani (voz e guitarra), o guitarrista Sérgio Mendes e o baterista Rui Luis (ambos dos Hands on Aproach) e ainda Victor Coimbra no baixo, vão estar em concerto hoje à noite no Lounge, ao Cais-do-Sodré.
Depois de os ter descoberto graças a um amigo que com eles tem trabalhado, um “ó paizinho, `bora lá”, convenceu-me. Ouçam, porque isto é bom…
Mais informação de Mazgani (que falta para termos o disco cá fora?!) e dos Hands on Aproach disponível no MySpace.
Enjoy IT!
Da escassa informação disponível em português, esta obra destaca-se naturalmente pela profundidade e riqueza das biografias de nomes maiores da história do jazz. Vem mesmo a calhar, esta enciclopédia, nomeadamente para dinamizar o Aqui Jazz o Fado, projecto embrionário que pretende ir às origens e casamentos de duas formas de expressão musical tão diversas… Como gostava de ter visto o Carlos Paredes ao lado do Charlie Haden no Coliseu!
As evoluções da música popular nos séculos XX e XXI foram muitas e variadas, passando-se da utilização de instrumentos rudimentares e de estruturas melódicas simples a trabalhos mais complexos e ao recurso cada vez maior a tecnologias avançadas. No entanto, é muitas vezes possível traçar as origens da música popular ocidental a partir dos seus muitos artistas e das influências das duas correntes de música afro-americana que se desenvolveram no final do século XIX: o jazz, que saía quente do caldo urbano multicultural de Nova Orleães, e o blues, vindo das paisagens rurais desoladas do Texas e do delta do Mississipi. Estas misturas de elementos da música afro-americana com o mundo cultural e social da América pós-guerra Civil foram evoluindo gradualmente a partir das suas raizes semelhantes, vindo a constituir dois géneros musicais bastante distintos e criando bases sólidas para o surgimento de outros estilos novos.
Esta Enciclopédia proporciona um olhar profundo sobre essa música poderosa e influente, com informação detalhada sobre os artistas inovadores que ajudaram a dar forma ao jazz e ao blues à medida que os estilos foram evoluindo. Organizados por décadas, todos os capítulos abrem com um texto introdutório com a informação básica essencial. As secções «Temas & Estilos» situam a música no seu contexto cultural, histórico e social e descrevem a evolução do jazz e do blues nesse período. Seguem-se as secções biográficas sobre os «Artistas de Referência» de cada década, contendo detalhes sobre faixas emblemáticas e gravações clássicas de cada um deles. Depois, em «Artistas de A-Z», apresentam-se as histórias da vida de muitos outros músicos, vocalistas, compositores, arranjadores, chefes de orquestra e produtores importantes. A secção de referências, bastante abrangente, inclui informação sobre os instrumentos do jazz e do blues, uma extensa lista de artistas, um glossário e bibliografia complementar sugerida.
Sobre a obra, recomenda-se também este artigo de Rui Branco.
O grande violinista Yehudi Menuhin disse uma vez que Ravi Shankar o fez descobrir sons que só conhecia em sonhos. Só os grandes homens conseguem ser assim humildes.
Quarta-feira passada, o B Flat Jazz Club fez 11 anos. De parabéns, o António Ferro, que tive o prazer de conhecer. Quando ele disse que tinha uma raridade da Amália – um disco gravado na Broadway(!), liguei de imediato ao Jorge, que desmoralizou o António, coitado; Aquilo foi gravado em Lisboa, com músicos da GNR… e direcção de um americano. Pois!
Para abrilhantar a festa, tocaram os Fado em Si bemol, um nome que encaixa perfeitamente no espírito do blog. O quinteto, que apresentou quase duas dúzias de standards e tem em preparação um disco de originais, é composto por:
Miguel Silva, guitarra portuguesa – Paulo Gonçalves, viola – Pedro Silva, contrabaixo – Paulo Coelho, percussão – Pedro Matos, voz.
A produção do grupo é de Adalberto Ribeiro, a quem prometi ajudar a trazê-los a uma visita à Capital do Império. A ber bamos…
Temos o privilégio de estar entre nós a inconfundível, a inigualável … a grande senhora do fado… como é que a senhora se chama?, – Odete – Uma grande salva de palmas, por favor!
Não aconteceu, ontem à noite, mas podia ter acontecido.
É assim, às segundas (agora também às terças) e quartas na Tasca do Chico.
Não tem nada que saber: é só descer a Rua Diário de Notícias até encontrar um magote de gente de copo na mão à porta da tasca, esperar por um intervalo e arranjar um lugarzinho na sala. Por mim, prefiro ir para o balcão, ao fundo, onde está o Chico a aviar copos e a endrominar as camones.
Ouvi ontem pela primeira vez ao vivo o Pedro Moutinho. Canta mesmo bem, o miúdo! Mais dois ou três anos de vadiagem e temos homem!
David Bowie, que hoje atinge a bonita idade de 60 anos, foi – na fase final enquanto Ziggy Stardust – dos primeiros responsáveis pela decoração das paredes do meu quarto de adolescente, ao lado dos Kiss, Alice Cooper, Led Zeppelin, Black Sabbath e The Who. Também havia posters relacionados com outro tipo de sensibilidades; Enquanto os de Rock saíam da Bravo alemã, os outros dependiam da playmate do mês.
O Bernardo Sassetti com Drumming coloca no ventilador o último trabalho do músico – Unreal: Sidewalk Cartoon – para ilustrar as personagens duma história passada sabe-se lá aonde… cujo desenvolvimento é representado por ritmos de percussão – alguns ininteligíveis -, interpretados por solistas convidados sabe-se lá por quê e pelo meio ainda tem um filme de animação tipo aqueles do Vasco Granja…
A sério!
Na Península de Quasi-algures, numa altura em que as modas se confundem ou deixam (por isso) de ser moda, vamos conhecer Ernesto Ductilo Benito – administrador primeiro de uma fábrica de cooperação e recuperação, na região demarcada de Cidadania-a-nova. Um dia, depois de longas horas de trabalho, o bom Ernesto encontra alguns dos seus operários de fabricação em série misteriosamente empoleirados em estranhas máquinas, muito para além das laborárias, produzindo sons musicais, de nível estético apreciável, que nunca imaginara possíveis nas suas instalações.
Deste pequeno episódio, nasce-lhe o entusiasmo, a ideia e o sonho de rearmonizar o Domínio da Música – sua principal herança de família, agora convertido num reino de anarquia, onde todos os estilos musicais se (con)fundem numa enorme sarrafusca.
Inspirado pelos estudos musicais de sua bisavó Antónia, aconselhado por um sábio bruxo, Retortilho Castraz, e apoiado por um génio inventor, Mestre Ramalho Solau, Ernesto, transforma aqueles operários idiotas (pensava ele) em luminosos elementos de sciências musicais, rumo ao conturbado Domínio da Música.
Unreal – um hino ao desenvolvimento da classe de trabalhadores, artífices e operários por conta d’outrem: música; visão; imaginação; entrega; solicitação; aventura; mistério; paixão; “Indumentária”; desventura; solicitação; desenvolvimento; entrega; música; visão; delírio; falácia; zombaria e… experiências científicas na Península de Quasi-algures.
Bernardo Sassetti, 2006
Música original e arranjos Bernardo Sassetti Intérpretes (ao vivo) Drumming, Perico Sambeat, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Rui Rosa, Bernardo Sassetti e músicos convidados Participação especial Beatriz Batarda Filme/cartoon musical realizado por Filipe Alçada e Bernardo Sassetti Animação de Filipe Alçada baseado na história original e no trabalho de fotografia e patchwork (2003/06) de Bernardo Sassetti
Tributo de Guus Slauerhoff ao universo do Fado, entendido no quadro da sua plena universalidade. O fascínio pelo fado levou-o a visitar Lisboa por várias vezes, nos anos de 2004 e 2005. Alfama, bairro repleto de segredos históricos, e o Museu do Fado que aí se encontra, ganharam para ele um interesse primordial. Durante as suas estadas em Lisboa, desenhou fadistas nas casas de fado e vagueou quotidianamente por Alfama, cuja ambiência conseguiu assim encontrar mais de perto.
A arte plástica de Guus Slauerhoff quer representar aquela vivência e experiência do fado, tocando-as, explorando-as, tornando-as palpáveis e visíveis como uma nova dimensão do fado.
“Os meus quadros contam uma história. São uma espécie de ícones de esperança”, diz o artista no vídeo que acompanha a exposição. “Nunca houve um artista como eu que manifestasse desta forma este interesse pelo fado. Gosto de calcorrear as ruelas, de ouvir os intérpretes do fado vadio. Há sempre uma lua no céu, um cão que ladra, um galo a cantar.. Acho isto uma experiência muito valiosa. Eu sou fado, deambulo aqui como o fado, a minha vida é fado”.
Paralelamente às suas pinturas, Guus Slauerhoff criou objectos com materiais que “são uma espécie de atributos da vida”.
Exemplo disso são uns sapatos, que comprou por um euro na feira da ladra, e que o artista deu nova vida caligrafando neles uma letra de fado e baptizando-os de “sapatos de fado”. Porque, como confessa, “o fado possibilita-nos, enquanto seres humanos, contar a poesia intensamente profunda da vida”.
A Exposição The Soul of Fado (a alma do fado) inclui 18 pinturas, 14 desenhos, cinco esculturas e ainda trabalhos de colagem e de ensemblage. De 16 de Novembro a 16 Janeiro de 2007, no Museu do Fado
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.