Archive for the ‘ Música ’ Category

30 anos de Oxygene… finalmente respira-se!

A menos de 100 horas de finalmente ver Jarre em Portugal, começa a instalar-se o nervoso miudinho! 🙂
Não é um espectáculo qualquer, nem uma questão de estabelecer paralelos com outros eventos, é de outra dimensão!

Ver e ouvir ao vivo uma obra que se ouve há 30 anos, tocada com os mesmos sintetizadores analógicos que usou na altura, é como ouvir um Stradivarius tocado por um virtuoso. Pode ser que um dia consiga ouvir o Stradivarius… 😉

Já passou assim tanto tempo? Lembro-me perfeitamente do dia em que fui à RCA na Rua do Carmo comprar o álbum e correr para casa, como acontecia sempre com as novidades que me interessavam. Ainda hoje recordo o cheiro das capas e do vinil…

Sempre me impressionou a meticulosa organização dos espectáculos de Jean Michel Jarre; Brutal, imaginar um milhão de pessoas na China, em Houston, em Paris…

Tive oportunidade de o ver no concerto de Sevilha, em 1993, com o palco montado no rio. Claro que não se comparou a nenhum dos anteriores em assistência, mas a grandiosidade das produções encanta, mesmo a um não apreciador de música electrónica.

A par de Oxygene (é óbvio que irei a correr comprar a gravação comemorativa dos 30 anos, na mesma rua mas um pouco mais acima, no sítio do costume), que considero uma obra-prima, adoro tanto o Equinoxe como os famosos Concertos na China, o bizarro Zoolook como Metamorphoses. Todos os que aqui estão reproduzidos!

Como descobriu a música electrónica?

Fiz primeiro o ensino clássico, depois passei por grupos de rock. E, através de um colega de liceu entrei num grupo mais experimental ligado à televisão francesa e que era dirigido pelo Pierre Schaeffer, que foi o inventor da música concreta. Foi ele quem me ensinou que a música não era apenas feita de notas e acordes, mas também de sons. E que a diferença entre o ruído e o som musical nasce da intervenção do músico.

Essa era, contudo, uma música essencialmente experimental. A sua, depois, seguiu outro rumo…

Dez anos antes de Oxygene trabalhava nesses domínios. Fiz vários discos falhados, música de filmes, produzi artistas… Foram trabalhos práticos, mas sabia que uma outra coisa me chamava.

Como explica a mudança?

Fiz Oxygene perante uma espécie de indiferença geral. Em casa, numa cozinha transformada em estúdio caseiro, minimalista, com equipamento antigo… E já dizia para mim que, um dia, o tinha de voltar a gravar com equipamento a sério.

Daí esta nova gravação?

Precisamente. Quando a alta definição apareceu, e sob o pretexto do 30.º aniversário, senti que tinha chegado o momento.

Em meados dos anos 70, a música electrónica não experimental que se ouvia era, sobretudo, a alemã. Sentia que aquele não era o seu caminho?

A pop é uma música de partilha. Mas, na época, a música electrónica era sobretudo laboratorial. Ouvia o que acontecia, mas sugeria- -me paradoxos. O primeiro que ouvi foi Walter Carlos, que sugeriu a muitas pessoas uma ambiguidade sobre os sintetizadores. Ou seja, viam-nos como instrumentos que procuravam imitar os sons de outros. E assim se passava ao lado das verdadeiras potencialidades do instrumento… A seguir chegam os alemães, que faziam uma espécie de apologia da máquina. Usavam a música electrónica de uma forma expressionista, mecânica. Sobretudo os Kraftwerk (o que não impede que adore o que fizeram). Mas era uma música fria, robótica, desumanizada.

Procurava, antes, uma ideia de humanidade na electrónica?

Para mim aqueles eram os instrumentos mais sensuais que conhecia. Podia com eles fazer som como quem faz culinária. E procurava fazer uma música que não vivesse da repetição de acontecimentos, que não fosse automática. Em Oxygene não há sons que se repitam, não há sequenciadores.

Como numa peça sinfónica?

Mais tarde reflecti sobre essa afinidade com a música clássica. A composição de Oxygene é simples, mas longe de ingénua. Era diferente do que se fazia na música electrónica da época. E essa talvez seja uma das razões objectivas que justificam o seu sucesso. Há ali qualquer coisa na qual as pessoas se encontraram de uma forma sensual e não apenas intelectual.

Muitos associaram esta música a ambientes de ficção científica.

De facto, mas não eu. Gosto de ficção científica. Mas a minha música não a ligo ao espaço sideral. Antes ao espaço vital, ao que nos envolve. É uma música mais da biosfera que da estratosfera. Daí o facto de, ao longo dos anos, ter feito tantos trabalhos ligados a questões ambientais, com uma mensagem ecologista sem querer dar lições como outros têm feito. O artista deve passar mensagens do ponto de vista emocional e não dogmático.

Esperava o sucesso que o álbum obteve então?

De modo algum! Aquela música foi recusada por quase todas as editoras. Estávamos em tempo do punk e do disco… Não sabiam que música era aquela, sem cantor, sem single. Era um ovni para a produção da época. A minha própria mãe perguntava-me porque dei o nome de um gás a um disco… Depois do sucesso, o que era negativo virou positivo. O facto de ser francês funcionou como exotismo.

Como nasceu a sua relação com a música ao vivo em eventos ao ar livre. Outro “exotismo”?

Esta é uma música que nem é do espaço estratosférico nem da cave (como o rock). É da biosfera, do espaço público. Além disso, vivo obcecado pelo conceito do one off, do momento que não se repete.

Porque não deu ainda concertos em Portugal?

Já esteve para acontecer três vezes. Uma no Terreiro do Paço, outra na Expo, esta em Lisboa. E houve planos para o Porto. Mas nenhum se concretizou ainda. E tenho de tocar em Lisboa um dia. A luz da cidade lembra-me a de Lyon, onde nasci.

Large Number no Music Box

Ontem à noite, a convite do Pedro Azevedo, fomos ao MusicBox assistir ao lançamento mundial do trabalho Modern Horror desses grandes malucos que são os Large Number.

Éramos poucos, mas bons! Numa das músicas, a vocalista Ann Shenton começou a cantar come closer, come closer e o pessoal começou a aproximar-se do palco, para pouco depois perceber que aquele chamamento era só o título da música 😛

Dois sintetizadores analógicos e duas guitarras são suficientes para criar este divertido electro-clash.

De frente, o músico do lado direito parece o Ian Dury, de perfil parece vagamente o David Bowie. Consegue ser mais feio que o Zé Pedro dos Xutos

Se os meus amigos sabem que fiz este post…

Um amigo emprestou-me o Greatest Hits dos Boney M, que me fez recuar à segunda metade dos anos setenta.

Não, não estou fora de prazo.
Aos sábados à tarde, levava a mana ao Beat e a outras duas discotecas, uma no Campo Pequeno – creio que se chamava Brown`s… e outra nas Picoas, numa cave.

Como a mãe não deixava a menina ir sozinha à discoteca e eu era um puto giro e gostava de dançar, tinha sempre o cuidado de saber quem eram as amigas com quem a mana saía. Juntava-se por isso a fome à vontade de comer.
Era a altura dos Village People, a fase disco dos Bee Gees, Donna Summer e Gloria Gaynor!
Por amor da santa…

Além do delicioso Gotta Go Home, sabe bem recordar Brown Girl In The Ring, Rasputin, Daddy Cool, Hooray! Hooray! It’s A Holi-Holiday, Rivers Of Babylon… todas com um ritmo tão contagiante, todas tão divertidas!

Os Radiohead dão-nos a volta à cabeça

Os Radiohead oferecem a possibilidade de remisturar o tema «Nude», single retirado do novíssimo In Rainbows.

Em Radiohead Remix Site é possível fazer upload do baixo, guitarra, bateria… misturar tudo na batedeira e colocar à votação durante o mês de Abril.

fontes: IOL e Blitz

a côr dos anjos: azul eléctrico

A norueguesa – mais uma! – Anja Garbarek vai construindo o seu colar de sons.

Durante a juventude, acompanhou o saxofonista Jan Garbarek nas diversas digressões que o pai fez.

Inspirou-se em Brian Eno e Laurie Anderson para compor o emocionante Smiling and Waving.
A ouvir, os samples de The Diver, Spin The Context, You Know e And Then, aqui.

No seu mais recente trabalho Briefly Shaking, Anja acrescentou-lhe mais algumas pérolas: por exemplo, Still Guarding Space e My Fellow Riders.

Estes nórdicos dão-me a volta ao miolo!

Anja Garbarek


Anja Garbarek não é apenas a filha do famoso saxofonista norueguês Jan Garbarek. Anja é uma das vozes mais excitantes da vibrante cena musical nórdica. É uma combinação de melodias instantaneamente absorvíveis pelo ouvido, uma colecção de histórias envolvidas em contrastes dramáticos e justaposições numa reinvenção sofisticada do trip-hop. Comparada a cantoras como Björk ou Beth Gibbons (vocalista dos Portishead), Anja Garbarek passeia por vários estilos e detesta ser previsível. “Gosto de pegar nas letras mais sombrias e pô-las nas melodias mais reconfortantes, ou misturar temas doces com situações macabras. Se calhar, devia ter chamado ao meu novo álbum «A Bela e o Monstro»”, diz Anja Garbarek com um ar de brincadeira. “Briefly Shaking”, o quarto álbum da cantora e compositora, é sem dúvida o mais inovador e audacioso até à data.

Guimarães dia 19 de Abril – Centro Cultural Vila Flôr, 22 horas

Wouldn’t it be a lovely headline?

Rufus Wainwright – Oh What a World

The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had..!

All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find I kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world

Gary Jules, para a banda sonora de Donnie Darko

Over and over again.. lindo! lindo!

Flamenco 2008 – Festival de Lisboa

Lisboa recebe o Flamenco 2008 – Festival de Lisboa, um evento que procura dar ao público uma perspectiva mais abrangente e transversal desta dança e género musical, que tem as suas raízes em Espanha.
Os espectáculos realizam-se na Aula Magna:
Pepe Habichuela Miguel PovedaLa Moneta
Pepe Habichuela e Josemi Carmona sexteto (guitarra flamenca) – Aula Magna, 29 de Março
Miguel Poveda começou a cantar aos 15 anos de idade, tem participado nos principais festivais nacionais e internacionais de música e em 2007 ganhou o Prémio Nacional de Musica 2007 em Espanha. – 19 de Abril
Fuensanta “La Moneta” é uma das mais prestigiadas bailarinas de flamenco da actualidade – 17 de Maio

Para além destes concertos há ainda uma exposição, filmes, palestras e workshops.
Pela primeira vez a cidade é palco de um acontecimento onde o Flamenco, que já conquistou tantos adeptos, é a estrela principal.

Jody Wisternoff – Nostalgia

Jody Wisternoff vs. Gabriel & Dresden
Let Go Nostalgia (Armin Van Buuren Bootleg)

Ai Queremos Festa?

Soube hoje à tarde, pelo meu amigo Ricardo.

Estamos lá, disse-lhe.

Sem pensar, atirou logo com “vou levar um fato amarelo”! :))

Festa M80 no BBC

Nesta Primavera vai acontecer uma das noites mais loucas da época: a

Festa m80!

Gente bonita, divertida, com bom gosto e bom mood, vai encher de glamour um dos locais mais in das noites de Lisboa… o BBC.
A música, garantida pelo dj m80 Nelson Miguel (que estará acompanhado por um dj convidado), vai pôr todos a cantar e a dançar até às tantas.

«Todos os êxitos dos anos 70, 80 e 90»

São a certeza de uma noite única e inesquecível no BBC. E para além da música também as imagens e os videoclips dos temas mais conhecidos dos anos 70, 80 e 90, vão conferir muita animação e emoção a esta festa.
Lisboa já merecia uma noite assim! Festa m80, a 5 de Abril no BBC.

Ficamos à espera dos convites!!!