Archive for the ‘ Lisboa ’ Category

o meu peixinho é linnndo!

No Arquivo Municipal de Lisboa podemos ver até 17 de Maio a Exposição de Fotografias “Varinas de Lisboa”, de Joshua Benoliel.

Cresci junto ao Mercado da Ribeira e da Lota, por detrás da Estação do Cais do Sodré; Por isso convivia de perto com os pregões das varinas, que fazem parte da história da cidade.

Na foto, tirada no Largo de São Paulo, vê-se ao fundo o Arco sobre o qual passa a Rua do Alecrim; no prédio a seguir ao que tem o toldo, funcionou a Escola Primária nº 2 onde recebi parte da instrução, até nos mudarmos para a Rua das Gaivotas.

Greve das varinas, Início do Século XX [c.1913]

stairway to heaven

Fiz estas fotos há cerca de três anos; Publico-as num momento em que a Câmara de Lisboa e a GNR celebram um protocolo de colaboração para a ligação pedonal entre o pátio B, o Largo do Carmo e os terraços do Quartel do Carmo, que acolherá o futuro Museu da GNR, com ligação às ruínas do Carmo.
A requalificação fica a cargo de Siza Vieira.

O Quartel está aberto ao público até ao próximo dia 4 de Maio

Bairro Alto… The Day After..

Dediquei a tarde de sábado a percorrer as ruas do bairro que conheço de cor, no intuito de identificar património degradado e/ou ao abandono. A tarefa revelou-se de uma completa inutilidade, tamanha foi a imundície que encontrei. Cheira mal, as ruas estão um nojo, tudo aquilo me incomodou muito.
Sobre o assunto património, estes amigos de Lisboa estão a tentar ajudar…

Vou ao BA de vez em quando para um copo e penso sempre que será impossível para aquelas pessoas habituarem-se ao barulho, ao cheiro a urina quando saem de casa na manhã seguinte.
Em abono da verdade, nunca conheci o bairro limpo. Mas as ruas lá iam sendo lavadas e os prédios já velhos eram habitados por gente que gostava do seu bairro.

Hoje ninguém gosta, por mais que encolham os ombros, conformados. Basta levantar os olhos e olhar para as varandas e ver as poucas pessoas que estão às janelas, que já foram cuidadas, para ver que olham desconfiadas quem passa.

Quem gosta do bairro hoje são os proprietários dos bares e restaurantes (não há ninguém que os impeça de deitar lixo na rua, já que eles não têm essa decência?) e lojas da moda que viram bar no mês seguinte, se a coisa correr mal. Ah, e os dealers.
Os novos habitantes, gente que pode fazer alguma coisa se quiser, estão-se nas tintas, as Juntas de Freguesia perderam por completo o controle da situação e os políticos levam lá os media para serem vistos a dar umas mangueiradas nas paredes e aliviar as consciências.
Não é falta de empenhamento, não sabem mais.

Obviamente, só a limpeza não resolve os muitos e graves problemas do Bairro Alto, mas não me lixem! Se ao Presidente lhe desse um vipe igual ao do Terreiro do Paço e se empenhasse – só um bocadinho -, a praga das tags resolvia-se em três tempos.
Por este andar, três mandatos são suficientes para matar o bairro.

Le Roi Est Mort. Vive Le Roi!

 

 

 

 

 

 

Jardins Românticos de Lisboa – PGR

O edifício que hoje é conhecido pela designação de Palácio Palmela fica situado numa propriedade, fronteira à antiga Fábrica das Sedas, que foi termo dos terrenos outrora pertencentes ao Noviciado da Cotovia.

Com a forma de um triângulo, definido a partir do chafariz do Rato, pela Rua do Salitre e pela antiga Rua Direita da Fábrica das Sedas, hoje Rua da Escola Politécnica, a propriedade é cercada por uma muralha, de altura considerável, que tem por função suster os terrenos, dada a diferença de cotas entre o jardim e aquelas duas artérias.
Esta muralha, que é inteiramente revestida de pedra lioz e coroada por uma balaustrada interrompida a espaços por plintos, que sustentam urnas em cerâmica, integra-se harmoniosamente com o chafariz, construído dois séculos antes na mesma pedra.
Um simples muro separa o jardim, a nascente, dos quintais que lhe são contíguos contrastando, em simplicidade, com o resto da cerca.
Neste perímetro, além do Palácio, existem várias construções. Acima da barreira, no ângulo poente, em frente à Fábrica das Sedas, eleva-se um pequeno pavilhão, de gosto inglês na concepção, mas que, segundo a tradição portuguesa, serve de mirante.

fonte: PGR


Localizado a norte do jardim, o atelier da duquesa D. Maria Luísa, de aspecto rústico de sabor nórdico, devido ao seu revestimento exterior, simulando vigamentos de madeira. Hoje alberga o departamento de informática.
A seguir às casas de arrumos, existe uma estufa centenária cujos vidros são praticamente todos originais.

Pelo jardim estão espalhados alguns canteiros em pedra, como este, revestidos com azulejos originais.


Um dos dois candeeiros de pé alto, originais; Este tem ainda marcas de balas aquando a revolução de 1910. Existem mais vestígios de balas mas estes são os mais visíveis.


No jardim passeiam-se melros, entre outras aves, de que se salientam alguns patos que frequentam o lago durante a madrugada (?) até às 8h da manhã (?). Ninguém sabe de onde vêm.


Durante a Lisboa 94, o jardim tinha iluminação nocturna. Depois disso, deixou de haver verba!


Nesta zona do jardim existem duas castanheiras da Índia que dão ao mesmo tempo castanhas maduras e verdes, devido à exposição solar. Estas castanhas não são boas para comer, apenas para afastar a bicharada nas gavetas e armários da roupa.
Existe também ao pé da estufa uma árvore de incenso. Por baixo do jardim existem galerias que se estendem até ao Príncipe Real, mas que não estão acessíveis. Gostava de saber quem tem a chave!


Na relva, assimétrica, existem falhas devido em parte à fraca exposição solar; Estão plantadas duas varideades, uma das quais é a chamada relva chinesa, por ser de tufos….


Um estagiário da Faculdade de Agronomia apresentou um projecto que consistia na colocação dum chip nas árvores, a fim de medir o seu estado de saúde.
A PGR não aderiu por falta de verbas, apenas tendo convidado o jovem para falar sobre os jardins, nas comemorações agendadas para o próximo ano.

Publicado aqui em 2006

desculpa que te diga… mas és um ilusionista!…

Cruzes da Sé
Lisboa, Portugal
13 de Janeirode 2008
– Vossência.. vai-me perdoar a inconveniência…
Mas podia fazer-me o obséquio…
Dá-me um bocadinho do seu lume?…
….
Compreendi-te!…

Graffiti

Postais de Lisboa – Rossio

Menino António cumpre o ritual de dar milho aos pombos.
Em criança, a gente presta-se a cada coisa…!

Autor desconhecido, 1962

Comunicado à população

Depois de resolvidos alguns problemas logísticos, a Comissão Instaladora está a ultimar os preparativos para se fixar na colina.
Prometemos ser breves.


Entretanto, façam o favor de tomar o ascensor até ao Carmo, digam que vão da minha parte e eles oferecem umas castanhas quentinhas.

Mudar de ares

O Sétima Colina mudou-se para aqui, onde está uma brevíssima explicação das razões.
Agradeço a gentileza e o incómodo de actualizar o link.

Até já!

alargar horizontes

Durante um ano, foram publicados cerca de setenta postas no antigo Sétima Colina. É pouco.
E poucas se idendificam com o espírito que esteve subjacente à criação do blog, daí o relativo desinteresse que se instalou naquele espaço.
Porque continuo com vontade de alimentar o conhecimento sobre a cidade onde nasci, vou tentar fazer melhor neste espaço que no anterior.
Ainda assim, serão aqui republicados os posts que melhor se enquadram no que pretendo seja um espaço de partilha sobre esta Lisboa que eu amo.