Archive for the ‘ Lisboa ’ Category
Feita para não passar despercebida, a revista/catálogo do novo Museu do Design e da Moda é visualmente atraente (a começar pela capa), mas é no interior que nos rendemos ao conceito, um excelente tónico para contrariar o cinzentismo destes dias. Vale a pena dar uma espreitadela em algumas páginas, aqui.
Se, como foi dito na apresentação do projecto para a requalificação do Terreiro do Paço, apresentado ontem à noite na casa dos arquitectos, não é um projecto, é um estudo prévio a caminho de um ante-projecto e se, como o autor – o arquitecto Bruno Soares – confessou, está em estudo um novo pavimento, mais poroso, pois as críticas aos losangos são mais que muitas, porque vão hoje António Costa e Manuel Salgado propôr, em reunião pública do executivo municipal, o parecer favorável por parte da autarquia sobre o estudo prévio? Será porque as obras já arrancaram?
A solução dos degraus a partir da plataforma central, que “morrem”, mais a rampa(!!!) no lado do Torreão, foram mal explicadas e têm o propósito óbvio de resolver um problema resultante da sua elevação, enquanto solução preconizada para o escoamento das águas a partir da estátua de D. José.
O prolongamento do “eixo monumental” Arco-da-Rua Augusta-Estátua-Cais das Colunas , em lugar de potenciar a espacialidade da Praça, limita-a. É isto que significa restabelecer a relação entre a história, a simbólica do lugar e os usos contemporâneos?
Para “definitivo”, o que foi mostrado tem demasiadas imperfeições!
Não tenho competência para discutir conceptualmente o projecto do arquitecto Bruno Soares para a requalificação doTerreiro do Paço, do qual só sei o que li no Público. Vou por isso aguardar a publicitação dos desenhos para fundamentar os meus bitaites. Todavia, não seria avisado conhecer nesta altura o que realmente será feito, por exemplo, em termos de circulação rodoviária nas zonas adjacentes, para que esta requalificação possa fazer sentido? Ou já está decidido? Porém, desde já um pormaior deve ser amplamente discutido.
Até ao final do séc. XIX, o Terreiro do Paço não estava pavimentado: era, como o nome indica, uma praça de terra. Foi essa memória que Bruno Soares quis manter no trabalho que desenvolveu para a Sociedade Frente Tejo.
Com a devida vénia, recomendo a leitura do excelente artigo de opinião do Cidadania LX publicado aqui.
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Na estreia do I, importa ler o artigo que promete boas notícias para os lisboetas?!
Com o enorme imbróglio que é o Projecto Alcântara XXI, muita água correrá debaixo da ponte, antes de Lisboa ter uma solução para a zona portuária. Tanta bondade súbita, cheira a campanha eleitoral.

"Mas a paisagem move-se por dentro e por fora. Encaminha-se do dia para a noite, vai de estação para estação, respira é vulnerável" - Herberto Hélder
Lisboa tem a pertir desta semana uma nova janela na web, o Canal LX. O director do projecto, Samuel Silva, quer abordar “os aspectos económicos, culturais, sociais e informativos sob o ponto de vista positivo“.
O canal vai alimentar-se de reportagens – Pedro Penim – Teatro Praga e Jardim Amália Rodrigues – e entrevistas, dedicando também espaço às preocupações ambientais e à cidadania activa e participada.
Estão também no MySpace e no Youtube:
Tenho sempre reservas quando somos confrontados com decisões salomónicas, como a de demolir as Esplanadas da Avenida! Desde os anos oitenta, usufrui de todas elas, mesmo que o serviço fosse sempre sofrível.
Tudo tem o seu tempo e há que renovar – de preferência com bom gosto – mas, que raio, todas ao mesmo tempo? Até parece que estão a reparar um erro…
Demolir um prédio para construir um novo no mesmo local, percebe-se! Mas qual a lógica de demolir esplanadas no pico do verão, sem primeiro ter criado, vá, uma ou duas nas redondezas?! As novas vão ser construídas nos mesmos locais?
No âmbito da petição “ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR!” e numa iniciativa conjunta do Fórum Cidadania Lx e da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, realizar-se-á no próximo dia 14 de Maio, pelas 18,30h, no SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL de LISBOA, sito na Rua dos Caetanos, 23 a 29 (ao Bairro Alto) – Lisboa, um recital com a colaboração, entre outros, de:
ANTÓNIO ROSADO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará de Debussy:
– La cathédrale engloutie , prelúdio
– Pour les arpèges composés , estudo
– Pour les cincq doigts, d’aprés Monsieur Czerny , estudo
JORGE MOYANO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará de
George Gershwin
– Raphsody in Blue (versão para piano)
GLÓRIA DE MATOS (ex-profª da Escola de Teatro do CN)
MARIA DE JESUS BARROSO (ex-aluna da Escola de Teatro do CN)
NB- Este recital é, essencialmente, dedicado aos destinatários da petição – Presidente da República, Presidente da AR, 1º-Ministro, Ministros da Educação e Cultura, Presidente da CML, Deputados e Vereadores – e Comunicação Geral.
Gostaríamos de contar com a sua presença!
Ao longo de 2005 fui publicando alguns posts no Luminescências, no âmbito da passagem simbólica dos 250 anos sobre o grande terramoto que modificou a paisagem da Lisboa setecentista.
Estão agregados nesta página.

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