Archive for the ‘ Lisboa ’ Category

Calçada Portuguesa

Rua Garrett

Calçada Portuguesa

Símbolo da Epal na Entrada da Mãe D`Água das Amoreiras

Chafariz do Rato

Incluído na Rede de Fontanários Lisboetas do século XVIII, o Chafariz do Rato, de autoria atribuída a Carlos Mardel – o mesmo do Aqueduto das Águas Livres e do Projecto Inicial da Mãe d´Água das Amoreiras -, foi construído em pedra lioz.

Com a balaustrada ladeada pelos muros que sustentam o jardim da antiga Quinta dos Duques de Palmela, agora Procuradoria Geral da República, o Chafariz do Rato une as ruas do Salitre e da Escola Politécnica.

O edifício da PGR, construído dois séculos depois, é visível na foto do Arquivo Municipal da CML


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São Mamede Renovada

O nº 22 da Rua do Arco de São Mamede é um belo exemplo de recuperação de edifícios. Um exemplo que necessita urgentemente de ser seguido, particularmente nesta zona.

Em breve publicarei as fotos do estado lastimável em que se encontra uma casa – que o Cidadania Lx ontem lembrou – na mesma rua, logo a seguir ao chafariz aqui referido.

fachada
varanda
janela

Lisboa de luto

Armando Luís Coelho da Silva (1942-2006)

Barbaramente agredido no passado dia 20 por um funcionário de origem senegalesa, o Presidente da Junta de Freguesia da Pena não resistiu a duas intervenções cirúrgicas e faleceu ontem.

Uma outra funcionária está ainda em coma profundo.

O Presidente da Câmara de Lisboa decretou dois dias de luto municipal.

A única medida aceitável será o Consulado do Senegal colocar o homem num avião e enviá-lo de volta para o país de origem, onde deve cumprir pena.
Está fora de questão que sejam os contribuintes portugueses a dar cama, mesa e roupa lavada a este sujeito nos próximos quinhentos anos.

Luz Boa, na cidade e na arte

Ao longo dos meses de Junho e Julho, os lisboetas e os visitantes vão poder redescobrir espaços públicos, com incidência na zona velha da cidade, pelas intervenções de equipas pluridisciplinares de arquitectos, designers e outros criadores de arte pública em espaços urbanos, integradas na segunda Bienal da Arte da Luz em Lisboa

Estes ateliers, além de servirem para a reflexão sobre a importância da luz no tecido urbano – por exemplo, como fonte de vida do património histórico – funcionam como elemento de valorização cultural dos espaços públicos, pela experimentação de novas tecnologias, social e economicamente sustentáveis.

fotos de João Barata

Claro que existem outras formas de intervenção.


O projecto A função económica da arte pública visa a valorização da propriedade privada pretende abordar a função da arte no espaço público no âmbito das cidades pós-industriais.
A gestão cultural é um valioso instrumento, no pressuposto de que serve os interesses socioeconómicos dos vários intervenientes , seja uma freguesia, um bairro ou um privado.

Ver também o Projecto les yeaux de la nuit, realizado no final do ano passado em Genève, Suíça.

as mulheres e a cidade

Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei, é uma rapariga
Descalça e leve.
Um vento súbito e claro
Nos cabelos,
Algumas rugas finas
A espreitar-lhe os olhos,
A solidão aberta
Nos lábios e nos dedos,
Descendo degraus
E degraus
E degraus até ao rio

Eugénio de Andrade

Aqueduto da Águas Livres – na pista do Barroco

 

Marca imponente da entrada de Lisboa
A arcaria do Aqueduto das Águas Livres revela a obra notável de engenharia hidráulica que resistiu ao Terramoto de 1755 e demonstra o papel indispensável que o Aqueduto teve para a cidade.

Descobrir os seus trajectos e a história da sua construção, que demorou quase um século e se estende por cerca de 60 km , é a proposta do Museu da Água.

Das suas nascentes, na região de Carenque-Caneças, até à
Mãe de Água das Amoreiras são, respectivamente, o ponto de partida e de chegada do passeio A Rainha Refresca-se – na pista do Barroco.


A Rainha Refresca-se
Este percurso recria o espírito barroco e proporciona a visita a locais de grande beleza ao longo das nascentes, de Caneças ao Vale de Alcântara, refazendo o percurso pelo Aqueduto das Águas Livres que a família real, a corte e o povo faziam ao deslocar-se de Mafra a Queluz.
Estamos às portas do século das luzes, a época que privilegia a razão por excelência e coloca no auge o espírito barroco onde se assiste à procura do êxtase da grandiosidade, como se se quisesse criar impressão a todo o custo.
Dá-se início a uma consciência de que a grandiosidade das obras públicas são o melhor símbolo de prestígio para o poder vigente.
As galerias do Aqueduto assemelham-se mais às alas de um convento do que a simples condutas de água.
Os respiradouros, situados ao longo das extensas galerias, oferecem um espectáculo natural de luz minimalista.
São estes jogos de luz, ar, sombra, respiração e a nobreza da pedra que tocam a imaginação e levam-nos até à “Rainha Refresca-se”.

Caminhos da Água
Com a colaboração da Quinta da Regaleira e do Palácio de Queluz os visitantes são convidados a experimentar o elemento Água nas suas três dimensões.
Entre os segredos e rituais dos Pedreiros Livres, insondáveis mistérios da Ordem dos Templários ou na promessa antiga de um Quinto Império que falta cumprir em Portugal, revela-se a verdadeira dimensão da Água enquanto símbolo esotérico na Quinta da Regaleira.
Em nenhuma época como no período áureo de D. Pedro e D. Maria, ficou tão bem demonstrada a intima ligação dos interiores do Palácio de Queluz com os seus jardins. Estes, cuidadosamente organizados, serviam os novos objectivos, ganhando um carácter eminentemente lúdico, prevendo harmoniosas e diversificadas possibilidades de fruição dos seus espaços. Em todo o jardim, dominado por lagos e cascatas, os jogos de água marcavam presença no quotidiano de exterior, ganhando novas formas e cores de acordo com a iluminação e os objectivos. Aqui o visitante encontra o elemento água enquanto “divertissment”.
Por fim o visitante tem a possibilidade de, nas nascentes do Aqueduto das Águas Livres, experimentar a água como um valor moral. O visitante é convidado a, por alguns instantes, entrar no Espírito Barroco, onde se assiste à procura do êxtase, da grandiosidade teatral, pomposa, numa ostentação de manifesto poder.<

Da Patriarcal ao Chafariz do Vinho
O Museu da Água em colaboração com o Chafariz do Vinho retomou um percurso que leva os visitantes pelas galerias subterrâneas da cidade, desde a Patriarcal (Príncipe Real) ao Chafariz do Vinho (Praça da Alegria). Este último foi recuperado e adaptado às suas novas funções de enoteca.

vista do Bairro da Serafina

Percurso Pedestre – Do Aqueduto ao Palácio Marquês da Fronteira
Com início no Aqueduto das Águas Livres, à Calçada da Quintinha, o percurso pedestre até ao Palácio Marquês da Fronteira, a S. Domingos de Benfica pretende criar uma simbiose entre o Património Ecológico e o Património Histórico- Cultural.
Atravessando o majestoso Aqueduto das Águas Livres sobre o Vale de Alcântara, os visitantes poderão contemplar uma agradável panorâmica de Lisboa entrando de seguida no Parque Florestal de Monsanto que, quer pelo seu relevo, quer pela sua área florestal, apresenta-se como um dos últimos refúgios de Lisboa.
Antes de finalizar o percurso, os visitantes são ainda convidados a apreciar a Igreja de S. Domingos de Benfica e o Palácio dos Marqueses de Fronteira.

Os Caminhos da Luz
Quando a Arte se inscreve na sua condição de matéria, tem a capacidade de reflectir momentos, acontecimentos e conjunturas que ocorrem num determinado tempo e num determinado espaço.
Neste âmbito, a construção do Aqueduto das Águas Livres é um marco na história e na arte do século XVIII e do espírito Barroco que o envolveu, talvez a maior oferenda da arte deste século, conseguindo aliar à matéria, o Espírito e a Inteligência Portuguesa da época que aí se manifestam de forma tão especial, através do que há de mais imaterial: A LUZ

Textos retirados daqui.
Post publicado também no Sétima Colina.

Portas

Rua da Escola Politécnica, 157

Capitólio – mais uma causa perdida?

Gabriela Seara defende a preservação do ‘Capitólio’ no futuro Parque Mayer, uma medida que não está prevista no projecto do arquitecto Frank Gehry.

Basta dar uma volta pelo moribundo Parque Mayer, para concluir que é preciso ser muito optimista para, depois de uma breve observação do Cine-teatro Capitólio – que consta da lista da World Monuments Watch – 100 Most Endangered Sites,2006 – não concordar com o parecer de 2003 do IST, que diz que só será possível manter a fachada.
Hoje, nem isso parece grandemente viável, dado o estado de degradação a que chegou.

Porque é que tem de se chegar a este ponto para se decidir pela preservação?

Posted by Picasa clique nas imagens para ampliar