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Do Prazer dos Homens Casados

Mulheres minhas, infiéis, adoro amá-las:

Vêem meu olho em sua pelve embutido

E têm de encobrir o ventre já enchido

(Como dá gozo assim observá-las).

Na boca ainda o sabor do outro homem

Ela é forçada a dar-me tesão viva

Com essa boca a rir para mim lasciva

Outro caralho ainda no frio abdómen!

Enquanto a contemplo, quieto e alheio

Do prato do seu gozo comendo os restos

Esgana no peito o sexo, com seus gestos.

Ao escrever os versos, ainda eu estava cheio!

(O gozo ia eu pagar de forma extrema

Se as amantes lessem este poema.)

Poema de Bertolt Brecht, gravura de Pablo Picasso

O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás…

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”, 8-3-1914

O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás…

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”, 8-3-1914

Esforço Dedicação Devoção e Glória

Caros Sportinguistas

Vamos todos a Guimarães no próximo Domingo apoiar a nossa equipa (lol)

Temos de consolidar o terceiro lugar (lol)

É melhor parar de escrever que já me dói a barriga de tanto rir!

… (lol)

sem comentários

testemunho para memória futura

Tantos anos sem

Poderes sentir

O prazer da glória

Sempre a jogar bem

Fosse na derrota

Ou na vitória

Como mais ninguém

Queremos que fiques

Na nossa memória

Ver-te de verde

Não sei o que sinto

O Grande Artista

JOÃO PINTO

Eh Alê Alê

Alê Alê Alê Alê

É o Sporting

Eh Alê Alê

Alê Alê Alê Alê

É o Sporting

Eh Alê Alê

Alê Alê Alê Alê

É o Sporting

Ver-te de verde

Não sei o que sinto

O Grande Artista

JOÃO PINTO

prenda para o dia da mãe

de Joana Vasconcelos

Nécessaire, 2003
Ferro forjado e ficus
140 x 81 x 185 cm

Exposição na Galeria 111, no Porto – até 29 de Maio

o meu nome é

e o teu?

Atrás da cortina



Está uma senhora jornalista que se chama Felícia Cabrita, que até veio do Expresso, que até acabou de aterrar na Grande Reportagem, que até deve conhecer o significado de ética, mas que tem atitudes que o Jorge Van Krieken do Repórter X relata na primeira pessoa!

Sugiro a leitura, bem como a audição da mensagem que a senhora lhe deixou no telemóvel.

AMAR!

Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui… além…

Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…

Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder… pra me encontrar…

Florbela Espanca