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Sentimento trágico da existência

Pablo PicassoHomme et femme nue

Se tu e eu, Teresa minha, nunca
nos tivéssemos visto,
tínhamos morrido sem sabê-lo:
não tínhamos vivido.

Tu sabes que morreste, vida minha,
tens, porém, o sentido
de que vives em mim, e viva esperas
que a ti regresse vivo.

Pelo amor soubemos nós da morte;
pelo amor soubemos
que se morre: sabemos que se vive
quando chega o morrermos.

Viver é somente, vida minha,
saber que se há vivido,
é morrer sabendo-o, dando graças
a Deus por ter nascido.

Miguel de Unamuno (1864-1936)
in Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea
Selecção e tradução de José Bento

Folhas arrancadas às árvores..

Do Parque Eduardo VII..

Biografia de Winston Churchill, de Martin Gilbert – Bertrand

História do Ateísmo, de Georges Minois – Teorema

Mil Anos de Felicidade, de Jean Delumeau – Terramar

Enciclopédia da Fotografia Digital, de Tim Daly – Dinalivro

Brisa fresca no ouvido

One of the unique qualities of Lou’s work is that he incorporates
a great deal of the whole jazz tradition in his playing.
He’s listened to just about everyone, and not only alto players.
With this knowledge of the entire jazz language, Lou is definitely an individual voice
.
Horace Parlan

Lou Donaldson The Natural Soul (Rudy Van Gelder Edition)

Lou Donaldson – Alto Saxophone
Tommy Turrentine – Trumpet
Grant Green – Guitar
John Patton – Organ
Ben Dixon – Drums

Tracking List
1 – Funky Mama
2 – Love Walked In
3 – Spaceman Twist
4 – Sow Belly Blues
5 – That’s All
6 – Nice ‘N Greasy
7 – People Will Say We’re In Love (não faz parte do disco original)

A compra deste fresco já valeria só pelo Funky Mama..
Para ouvir num dia/noite quente.. como hoje!

detector de mentiras

O meu Perfil Político.. whatever that means!

Overall: 55% Conservative, 45% Liberal
Social Issues: 50% Conservative, 50% Liberal
Personal Responsibility: 25% Conservative, 75% Liberal
Fiscal Issues: 75% Conservative, 25% Liberal
Ethics: 25% Conservative, 75% Liberal
Defense and Crime: 100% Conservative, 0% Liberal

Expressionismo pela refracção da luz

Metamorfoses pela Luz

Na Culturgest, em Lisboa, estão em exposição cerca de 120 trabalhos do suíço Helmar Lerski (1871 – 1956) – autor vanguardista nas décadas de 20 e 30 do século passado, integrados na bienal de fotografia Lisboa Photo 2005; Representam um interessante estudo em close-up sobre o rosto humano, através das variações de luz e sombra.
Metamorphosen des Gesichts – até 3 de Julho.

Em cada ser humano há de tudo; a questão é apenas onde a luz incide.

Durante algum tempo, Lerski trabalhou em cinema, nomeadamente nos efeitos especiais de Metropolis (1925/26), de Fritz Lang. No final da década de 20, voltou à fotografia. Participou na Exposição Film und Foto (1929), com 15 trabalhos.

A profundidade dos seus trabalhos – além de exprimirem a essência do rosto humano, residia nas diferentes faces do indivíduo.

Socorro às vítimas do Terramoto de 1755

Duas imagens do socorro às vítimas.

Na imagem da esquerda, uma mulher é salva através do recurso a uma escada; Um grupo de cidadãos presta os primeiros socorros a outras vítimas.

Na imagem da direita, uma mulher aflita (possivelmente numa imagem alegórica) é confortada por dois cavalheiros.. com a cidade devastada em fundo.

I tawt I tawt… a new Tweety – male.. or female?!

Tradicionalmente, Tweety é menino..mas pela colecção que se pode encontrar aqui.. parece que está prestes a mudar de sexo..

A história toda.. aqui!

Elegia da Loucura


Vincent Van Gogh – Corridor in the Asylum, 1889
Museu de Arte Moderna, New York

Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem horror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que…
Isto.

Um internado num manicómio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicómio sem manicómio.

Estou doido a frio,
Estou lúcido a louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura

Porque não são sonhos.
Estou assim…

Álvaro de Campos

Natureza Reflexiva



Catilina

Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.

De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu – coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.

Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.

E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pr’além do nó de angústia mais convulso.

Sophia de Mello Breyner

Nem penses..(!)

.. que ficas com a cama toda para ti!