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momentos de felicidade

Vencer o primeiro clássico do Centenário.

Ter o estádio inteiro em festa, onde – num derby equilibrado – a felicidade esteve do lado da equipa mais alegre, mais concretizadora das oportunidades criadas; ainda assim, podia ter sido mais feliz!
Depois, ter um Tello capaz de grandes apontamentos como o cruzamento para um grande golo do levezinho.

Ver que o jovem está tão crescido como jogador!

Enfim.. ser sócio do Sporting Clube de Portugal

Arte Rupestre do Vale do Côa – Penascosa

Nesta zona de vale mais aberto do rio Côa, forma-se uma praia relativamente extensa, cujas areias poderão estar a tapar mais rochas gravadas para além das que já são conhecidas.
Pela topografia do local, propícia ao estabelecimento de acampamentos, deve ter sido em tal contexto de habitat que tiveram lugar estas actividades artísticas.
Porém, as escavações realizadas revelaram a ausência de níveis arqueológicos que comprovassem tais ocupações, os quais devem ter sido erodidos no início do Holocénico, o período geológico em que vivemos actualmente.
Os depósitos fluviais actualmente observáveis no fundo do vale são relativamente recentes, tendo a sua parte superior sido acumulada apenas no decurso do último milénio.

Penascosa

Boa parte dos suportes das gravuras parece estar num estado adiantado de fragmentação.
Uma vez que há diversos exemplos de gravuras desenhadas de modo a aproveitar os espaços definidos pelos blocos fragmentados, pode deduzir-se que seria já esse o aspecto das rochas no Paleolítico, quando foram gravadas.
Tal como na Canada do Inferno, todas as figuras conhecidas foram feitas sobre as superfícies verticais criadas pela clivagem dos xistos. Para além dos painéis mais conhecidos, com gravuras executadas por picotagem e por abrasão, foram recentemente descobertas algumas rochas profusamente gravadas com motivos filiformes.

Rocha 3

Embora a representação de cavalos e cabras no mesmo painel pareça ser a forma mais frequente de associação entre diferentes espécies animais, a associação cavalo-auroque – típica da arte paleolítica – está igualmente bem documentada.

Detalhe representando movimento (Ver figura no decalque de côr verde)

Fonte dos textos: Parque Arqueológico do Vale do Côa

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Antecâmara – IV

Está em elaboração o Estatuto do gestor público.
Do Conselho de Ministros de ontem, sairam medidas como:
Descrição obrigatória das remunerções dos gestores nos relatórios de gestão;
Limites para os complementos de reforma e restrições ao uso dos benefícios antes dos 65 anos;
Prémios de desempenho dependentes do cumprimento dos objectivos.

A moralização, no entanto, não afasta os gestores públicos dos Mercados, ou seja, para ter os mais competentes, é necessário apresentar-lhes pacotes salariais atraentes.
Os milagres custam dinheiro!

ÁREA III – SERVIÇOS PÚBLICOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DESPESA PÚBLICA

1. Qual o nível objectivo de Despesa Pública face ao PIB para daqui a 4 anos? Quais as medidas para alcançar esse objectivo?

Relevância da Questão
Sem uma despesa pública controlada e competitiva face a outros países não será possível ter um sistema fiscal competitivo que estimule o investimento e o trabalho.
Uma Despesa Pública elevada pode revelar uma asfixia da sociedade civil e da iniciativa privada. Actualmente a Despesa Pública representa cerca de 48% do PIB, o que coloca Portugal na média Europeia mas com uma tendência crescente face a uma tendência decrescente dessa média.
Os dois principais factores de pressão na Despesa Pública são o custo com pessoal dos funcionários públicos e as contribuições para a Segurança Social.

2. Quanto e como se vai reduzir o peso das despesas com funcionários públicos no PIB? Que política de pessoal para a administração Pública? Que incentivos à produtividade? Que incentivos à mobilidade e requalificação?

Relevância da questão
Para um rácio de despesa total 1.3 p.p. abaixo da média europeia, as despesas com pessoal representam uma proporção 40% superior à média europeia. Esta desproporção é um sinal de ineficiência da administração e uma explicação do elevado nível da despesa.
Gestores públicos vão ganhar menos

3. Que objectivo para o défice público estrutural e para a dívida pública? Com que acções se propõe alcançar esse objectivo: impostos, despesa, ou outra?

Relevância da Questão
A acumulação de dívida pública (cujo rácio está actualmente acima dos 60%, valor de referência do PEC) é um encargo transmitido às gerações futuras (constituindo direitos de saque sobre os seus impostos).
O envelhecimento da população vai aumentar as necessidades futuras de despesa (pensões e saúde, nomeadamente) pelo que a dívida transmitida à geração futura vai tornar mais difícil mobilizar recursos para aquelas necessidades, obrigando a aumentar impostos para níveis incomportáveis ou a cortar nos benefícios sociais.

4. Que objectivo para a carga fiscal sobre a economia? Que impostos se pretende modificar e com que impacto? IRS, IRC, IVA, outros?

Relevância da questão
Os recursos desviados da economia privada diminuem a capacidade de investimento deste sector, afectando a eficiência da economia.
Nos últimos 10 anos, enquanto a carga fiscal (sobre o PIB) média europeia se manteve estável, em Portugal aumentou 2.5 pp.

5. Como assegurar a transparência e credibilidade das contas públicas? Como assegurar a transparência de todas as responsabilidades do Estado financeiras do Estado (incluindo as que estão fora do perímetro de consolidação das Administrações Públicas?)

Relevância da questão
O conhecimento da dimensão dos problemas é um dado fundamental para a sua possível solução.
As empresas públicas geralmente deficitárias (transportes nomeadamente) são um instrumento de acção social do Estado e como tal as suas responsabilidades financeiras são dívida do Estado que não costuma aparecer nas estatísticas oficiais por supostamente reportarem ao “universo empresarial”.
O aumento não acompanhado destas responsabilidades é uma forma de aumento encapotado de dívida pública, com as mesmas consequências da dívida “oficial”.

Ligações perigosas


The Rape of Ganymede, de Damiano Mazza – 1570-90

Ganymede, um belo pastor, foi arrebatado das colinas por Zeus – sob a forma de águia – e levado para o Monte Olimpo.

Da interpretação dos sonhos

Pelo menos dois ilustres lampiões, este senhor e este senhor devem estar a sofrer oscilações no tálamo cortical.
Em vigília, desejariam que o guarda-redes do Sporting Clube de Portugal e da Selecção de todos nós, estivesse ao serviço do glorioso..
Durante o sono profundo, convencem-se que o treinador do Sporting é esperto e que vai convocar o Ricardo para o derbymedo, muito medopensam eles de que!
Eu sei que a realidade é dura, por isso belisquem-se – não estão a sonhar – terão de enfrentar a contingência de o Ricardo ser titular, não porque o treinador seja esperto, claro, mas pela simples razão de que é o melhor guarda-redes a jogar em Portugal!
O que deverão considerar como uma lisonja.

Saudações Leoninas

Vale encantado II

Após meia-hora de carro por uma estrada sinuosa, ladeada de amendoeiras, chegar a este lugar sem saída e ter este rio e estas montanhas só para mim, constituem o maior prazer solitário destes tórridos dias de verão.
Do verão inteiro, melhor dizendo.
A água fresca e calma do Douro, o silêncio absoluto, adiam a vontade de fazer o caminho de regresso..


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Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

Vale encantado

Aqui, nas encostas de Vila Nova de Foz-Côa até ao Pocinho, nas margens do Douro, não há vestígios de incêndios.
Não tenho tido oportunidade de ver muitas paisagens assim este verão – nem no Minho!


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Mas há sinais muito claros de seca.. como há muito tempo as pessoas não se lembram. Sem sinais de chuva há mais de um ano, não há colheita que resista!
Salva-se a apanha da amêndoa, pois as vinhas, sempre carregadas de trincadeira, estão reduzidas ao que os pássaros deixaram. A uva, muito pequena e dôce como mel, assegura graduação no vinho, mas é consensual que a produção será reduzida.


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Estes caminhos de pedra de xisto ladeado de vinhedo são um suplemento de alma.
As elevadas temperaturas, a rondar os quarenta graus, aconselham passadas pequenas, o que ajuda a saborear melhor o passeio pela encosta íngreme..


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Já estou com saudades..

Objecto Astronómico do dia

O Buraco Negro

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

Chapitre XVII

Quand on veut faire de l’esprit, il arrive que l’on mente un peu. Je n’ai pas été très honnête en vous parlant des allumeurs de réverbères. Je risque de donner une fausse idée de notre planète à ceux qui ne la connaissent pas. Les hommes occupent très peu de place sur la terre. Si les deux milliards d’habitants qui peuplent la terre se tenaient debout et un peu serrés, comme pour un meeting ils logeraient aisément sur une place publique de vingt milles de long sur vingt milles de large. On pourrait entasser l’humanité sur le moindre petit îlot du Pacifique.

Les grandes personnes, bien sûr, ne vous croiront pas. Elles s’imaginent tenir beaucoup de place. Elles se voient importantes comme les baobabs. Vous leur conseillerez donc de faire le calcul. Elles adorent les chiffres: ça leur plaira. Mais ne perdez pas votre temps à ce pensum. C’est inutile. Vous avez confiance en moi.

Le petit prince, une fois sur terre, fut bien surpris de ne voir personne. Il avait déjà peur de s’être trompé de planète, quand un anneau couleur de lune remua dans le sable.

– Bonne nuit, fit le petit prince à tout hasard.
– Bonne nuit fit le serpent.
– Sur quelle planète suis-je tombé? Demanda le petit prince.
– Sur la Terre, en Afrique, répondit le serpent.
– Ah!… Il n’y a donc personne sur la Terre?
– Ici c’est le désert. Il n’y a personne dans les déserts. La Terre est grande, dit le serpent.

Le petit prince s’assit sur une pierre et leva les yeux vers le ciel:
– Je me demande, dit-il, si les étoiles sont éclairées afin que chacun puisse un jour retrouver la sienne. Regarde ma planète. Elle est juste au-dessus de nous… Mais comme elle est loin!
– Elle est belle, dit le serpent. Que viens-tu faire ici?
– J’ai des difficultés avec une fleur, dit le petit prince.
– Ah! fit le serpent.

Et ils se turent.
– Où sont les hommes? Reprit enfin le petit prince. On est un peu seul dans le désert…
– On est seul aussi chez les hommes, dit le serpent.

Le petit prince le regarda longtemps:
– Tu es un drôle de bête, lui dit-il enfin, mince comme un doigt…
– Mais je suis plus puissant que le doigt d’un roi, dit le serpent.

Le petit prince eut un sourire:
– Tu n’est pas bien puissant… tu n’as même pas de pattes… tu ne peux même pas voyager…
– Je puis t’emporter plus loin qu’un navire, dit le serpent.

Il s’enroula autour de la cheville du petit prince, comme un bracelet d’or :
– Celui que je touche, je rends à la terre dont il est sorti, dit-il encore. Mais tu es pur et tu viens d’une étoile…

Le petit prince ne répondit rien.
– Tu me fais pitié, toi si faible, sur cette Terre de granit. Je puis t’aider un jour si tu regrettes trop ta planète. Je puis…
– Oh! J’ai très bien compris, fit le petit prince, mais pourquoi parles-tu toujours par énigmes?
– Je les résous toutes, dit le serpent.

Et ils se turent.

Postais de Praga

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Canal junto a Charles Bridge

“Táxi” turístico

Ponte sobre o Rio Zlatva, que divide a cidade

Vista a partir da encosta do Castelo