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190 dias a olhar para o bilhete…

Uns morrem… outros ficam assim!

A Pain That I’m Used To, John The Revelator, A Question Of Time, Policy Of Truth…………………………………. Precious,
Walking In My Shoes
, Suffer Well,
Macro / Damaged People,
Home, I Want It All, The Sinner In Me, I Feel You, Behind The Wheel,
World In My Eyes
,
Personal Jesus

Enjoy The Silence…………………….

Somebody /Shake The Disease / Question Of Lust…….
Just Can’t Get Enough, Everything Counts……… Never Let Me Down Again.. and?

Goodnight Lovers!

A liberdade da Imprensa

Verdade! Oh! vem da escuridão que há tanto
De em torno aos raios teus se embastecia,
Negro, enviusado véu rasgar do engano
E da calúnia pérfida.
Vem: mostra enfim ao mundo a face austera;
Traze ao lado a Razão, traze a Justiça;
São filhas tuas, foragidas ambas,
Contigo desterradas.
Do facho, ardente luminar que empunhas,
Desparze em raios o clarão a Elísia;
Mostra-lhe a natureza, que vendada
Sem teu lume não viam.
Homens que o forem – folgarão contigo;
E os que o não são… que tremam, que se arrojem
Ao caos da ignorância e dos fantasmas
Onde o crime despenhas.
Raios que vibras fulminantes, rápidos,
Fofos em cinza os códices dispersem
Que a ignorância lavrou, sagrou cobiça
E endeusou maldade.
Mas ah! primeiro veja-os o Universo:
Sopra-lhe o pó dos amontoados séculos,
Leiam-lhe os povos nessas notas bárbaras
O aviltamento antigo:
Corem, pejem-se enfim de seu ludíbrio,
Ao jugo acurvador o peso tomem,
E coa vara da Lei, desafogados
Meçam o seu e o alheio.
Mas não vês essa turba murmurante
De homens que aos homens declararam guerra,
Não vês como orgulhosos se encastelam
Nos profanados templos?
Não os vês com que horrendo sacrilégio
Estão detrás do véu do santuário
Um negro monte de maldade e horrores
Pérfidos a escondê-lo?
Ah! coa mão descarnada à face horrível
Rasga a máscara vil do embuste hipócrita;
Deixa ler-lhes no gesto horrendo os crimes,
As traições, o perjúrio.
Oh! não consintas, não, que as sacrossantas,
Cândidas vestes Religião lh’empreste,
Lh’empreste!… ousem roubar-lhas os perversos,
Salpicar-lhas de infâmia.
Sim, vem, ó númen, vem; cede benigna
Aos sons carpidos da liberta Elísia.
Um povo inteiro, um povo amesquinhado
Por ti clama e suspira,
A ti clama, a ti brada, em ti só ‘spera:
Tu só, filha do Eterno, em tanta névoa
Que nos embarga os passos mal seguros,
Podes abrir caminho.

Almeida Garrett – Março, 1821.

Sensibilidade e bom senso, ou falta de ambos

Quem, em nome dos valores ocidentais, afirma Yes, We Have the Right to Caricature God, because no religious dogma can impose itself on a democratic and secular society e, após tomar consciência da retaliação dos islâmicos, se decide pela replicação gratuita dos cartoons em nome de news value of the story, tem de ter a noção que, tal como a liberdade, o direito à blasfémia tem um preço.

Grazie mile!


Momento alto da noite de ontem (post anterior), Danilo Rea-piano, ter pegado no tema The Fool on The Hill dos Beatles, ter-lhe dado uma volta de grande criatividade, com um final que quase fazia explodir a plateia do Grande Auditório, e de seguida ter tocado Murmur, com uma suavidade etérea. Brilhante!

Notória, a cumplicidade entre os músicos, fundamentalmente entre Rea e Romano, exímio na bateria e extremamente afectuoso com o público, rendido ao Trio.

O jovem Remi Vignolo-contrabaixo, completa a trindade. Teve oportunidade de mostrar o virtuosismo no solo que executou. Nos restantes temas, foi ofuscado pelo brilhantismo dos outros dois músicos.

Garagem Auto-Palace

O Edifício Auto Palace (1906-1907) tornou-se famoso pela sua estrutura metálica, projectada por Gustavo Eiffel e assinado por Vieillard & Touzet, também autores da Central-Tejo.

Tendo por base critérios como a originalidade, a introdução de tecnologias inovadoras e a contribuição para o desenvolvimento económico-social do país, foi considerada uma das 100 Obras de Engenharia mais relevantes do século XX.

Rua Alexandre Herculano, 66-68
Imóvel de Interesse Público – Decreto nº 29/84 de 25-06
Zona Especial de Protecção, Portaria nº 529/96, Diário da República, 1ª série-B, nº 228, de 1 de Outubro


Exemplar raro da arquitectura industrial, merecem destaque os vitrais Arte-Nova, datados de 1907 e assinados por C. Martins.
Os motivos são relacionados com a actividade do edifício, vocacionada para automóveis.
Para assinalar os 50 anos da presença da Auto-Industrial, o edifício – que c
ompleta 100 anos em 2007 -, foi recentemente alvo de obras de recuperação.

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Livro 1 – Arte Gótica

O jornal Público disponibiliza a partir de hoje a A GRANDE HISTÓRIA DA ARTE, com revisão técnica de Paulo Pereira e Ferreira Chaves.

A Colecção:
1. Arte Gótica – 20060204
2. Os Alvores do Renascimento – 20060211
3. O Renascimento e o Maneirismo – 20060218
4. Arte Média e Romantismo – 20060225
5. Arte do Próximo Oriente – 20060304
6. Arte Egípcia – 20060311
7. Arte Barroca – 20060318
8. Arte Rococó – 20060325
9. Romantismo e Realismo – 20060401
10. Arte Fenícia – 20060405
11. Arte Grega – 20060415
12. Arte Romana – 20060422
13. Impressionismo – 20060429
14. Cubismo – 20060506
15. Período entre Guerras – 20060513
16. Dicionário de Artistas I – 20060520
17. Dicionário de Artistas II – 20060527
18. Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos – 20060603

Lamentação pela morte de Cristo, 1303-1305

Giotto di Bondone (1266?-1337)
Cappella degli Scrovegni – Capela da Arena, Padua

Durante os séculos XI e XII teve lugar a origem das grandes ordens religiosas como a Cisterciense, que nos deixou a Abadia de Alcobaça.

Os artistas das grandes catedrais – cujos motivos remetiam para a antiguidade clássica – perderam algum brilho para os pintores, que se inspiravam na vida, expressa numa visão mais alegre da realidade, menos bizantina.

A elegância e a humanidade das imagens – no detalhe e na luz – eram marcas de artistas como Giotto, Duccio, Fra Angelico, Simone Martini e os irmãos Lorenzetti, nomeadamente nos frescos.

Este período, historicamente pouco definido durante a transição da Idade Média para o Renascimento, designou-se a partir do século XVI como Gótico.
Sociedades evoluidas como a França e a Itália, deram um grande contributo para a emergência da arte europeia nesta época.

Maestà, 1315 (detalhe)

Fresco de Simone Martini (1280?-1344)
Palazzo Pubblico, Siena

Nota positiva
Grande profusão de imagens; análise e aprofundamento de obras.
Nota negativa
Algumas imagens de fraca qualidade; embalagem sofrível.

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Jazz de Itália em Lisboa

Trio de Aldo Romano
Danilo Rea, Piano
Remi Vignolo, Contrabaixo
Aldo Romano, Bateria

Hoje às 21h30, no Grande Auditório da Culturgest, em colaboração com o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa.

O Programa do Concerto, aqui.

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

Chapitre XXII

– Bonjour, dit le petit prince.
– Bonjour, dit l’aiguilleur.
– Que fais-tu ici? dit le petit prince.
– Je trie les voyageurs, par paquets de mille, dit l’aiguilleur. J’expédie les trains qui les emportent, tantôt vers la droite, tantôt vers la gauche.

Et un rapide illuminé, grondant comme le tonnere, fit trembler la cabine d’aiguillage.
– Ils sont bien pressés, dit le petit prince. Que cherchent-ils?
– L’homme de la locomotive l’ignore lui-même, dit l’aiguilleur.

Et gronda, en sens inverse, un second rapide illuminé.
– Ils reviennent déjà? demanda le petit prince…
– Ce ne sont pas les mêmes, dit l’aiguilleur. C’est un échange.
– Ils n’étaient pas contents, là où ils étaient?
– On n’est jamais content là où on est, dit l’aiguilleur.

Et gronda le tonnaire d’un troisième rapide illuminé.
– Ils poursuivent les premiers voyageur demanda le petit prince.
– Ils ne poursuivent rien du tout, dit l’aiguilleur. Ils dorment là-dedans, ou bien ils baillent. Les enfants seuls écrasent leur nez contre les vitres.
– Les enfants seuls savent ce qu’ils cherchent, fit le petit prince. Ils perdent du temps pour une poupée de chiffons, et elle devient très importante, et si on la leur enlève, ils pleurent…
-Ils ont de la chance, dit l’aiguilleur.

Presidenciais… JÁ?!

Com leituras desta natureza, é caso para perguntar:

Até onde pode descer um político?

Respostas:

Votos expressos
Cavaco Silva: 2.746.689 = 50,60%
Manuel Alegre: 1.125.077 = 20,70%
Mário Soares: 778.781 = 14,30%
Jerónimo de Sousa: 466.507 = 8,60%
Francisco Louçã: 288.261 = 5,30%
Garcia Pereira: 23.622 = 0,40%

Inscritos: 8.835.037
Votantes: 5.531.265 = 62,61%
Brancos: 58.901 = 10,60%
Nulos: 43.427 = 7,90%

Como escreveu VGM no artigo de hoje do DN, alguma esquerda deita-se a contas sobre percentagens e a conjecturas sobre essas contas. À falta de coisa de mais sustância, é esse o véu esburacado que lhe faz de manto diáfano da fantasia sobre a nudez forte da verdade.

Prémio Valmor de Arquitectura – 1980


Edifício de escritórios, no cruzamento da Rua Castilho, 223-233 com a Rua D. Francisco Manuel de Melo, 2-8.

Autores do projecto – Arquitectos Manuel Salgado, Sérgio Coelho e Penha e Costa.
Valias – valorização do espaço em todas as áreas do edifício.

O prestigiado Prémio Valmor de Arquitectura – sinónimo de qualidade arquitectónica – é atribuido em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto autor do projecto que reflicta o gosto dominante num determinado ano ou época.

O Prémio Municipal de Arquitectura valoriza também obras de natureza diversa, normalmente mais modernas dos que as premiadas pelo Valmor.

Recentemente, passaram a estar incluidos trabalhos na área da Arquitectura Paisagista.