Arquivo de Abril, 2006

Meditação K


O Receio do Sofrimento

Todos os sofrimentos que nos cercam, é-nos necessário sofrê-los igualmente.
Todos nós, não temos um corpo, mas um crescimento, e esse conduz-nos através de todas as dores, seja sob que forma for.
Do mesmo modo que a criança, através de todos os estádios da vida, se desenvolve até à velhice e até à morte (e cada estádio parece no fundo inacessível ao precedente, quer seja desejado ou receado), do mesmo modo nos desenvolvemos (não menos solidários da humanidade do que de nós próprios) através de todos os sofrimentos deste mundo.
Para a justiça não há, nesta ordem de coisas, lugar algum, não mais do que para o receio dos sofrimentos ou para a interpretação do sofrimento como um mérito.

Desenho(1907-1098) e pensamento de Franz Kafka

Quando o mar bate na rocha…


«O Presidente do Chade, Idriss Deby Itno, anunciou ontem o corte das relações diplomáticas com o Sudão, que acusa de apoiar os rebeldes…

O Chefe do Estado ameaçou ainda expulsar os cerca de 200 mil refugiados sudaneses que estão em campos no Leste do Chade, caso a comunidade internacional não encontre até fim de Junho uma solução para o conflito no Darfur.»

O Efeito Especial da Luz Natural

Catedral de St Vitus, Praga – Abril de 2006
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Hércules e Ônfale, de François Lemoyne

Entre o mito e a saga heróica, Hércules, o deus protector dos homens e guardião das cidades, de regresso a Tebas após ter realizado os Doze Trabalhos, teve um acesso de loucura e matou Iphitus.
Procurou então o perdão do deus grego Hermes, que o condenou a três anos de servidão à rainha Ônfale, de quem se tornou amante.


A humilhação de Hércules ao serviço de Ônfale, simboliza nesta obra de Lemoyne (1688-1737) o domínio da mulher – grandemente ilustrado no final do Período Barroco – , é visível pela troca de adornos: o semideus, coberto por um drapeau de motivos dourados, executa uma tarefa feminina, segurando um fuso e uma roca, enquanto a rainha se cobre com uma pele de leão.

O pôr-do-sol em fundo deixa antever a noite de amor que se aproxima.


Enrolada na pele de leão de Hércules, Ônfale tem o peito descoberto, deixando visível a tonalidade clara da sua pele, em contraste com o tom bronzeado do amante.


Com o cabelo solto sobre o peito, Ônfale inclina-se num suave abraço a Hércules, cujo rosto, na penumbra, deixa mais visíveis os seus atributos físicos.

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as mulheres e a cidade

Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei, é uma rapariga
Descalça e leve.
Um vento súbito e claro
Nos cabelos,
Algumas rugas finas
A espreitar-lhe os olhos,
A solidão aberta
Nos lábios e nos dedos,
Descendo degraus
E degraus
E degraus até ao rio

Eugénio de Andrade

Artes Decorativas no Século XIX

Os quatro frescos que decoram o Panteão do Museu Národní, em Praga, representam episódios célebres da história cultural checa.

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Nós, Os Que (mais uma vez) Vamos Morrer (na praia) Te Saudamos



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