Arquivo de 17 de Abril, 2006

Luz Boa, na cidade e na arte

Ao longo dos meses de Junho e Julho, os lisboetas e os visitantes vão poder redescobrir espaços públicos, com incidência na zona velha da cidade, pelas intervenções de equipas pluridisciplinares de arquitectos, designers e outros criadores de arte pública em espaços urbanos, integradas na segunda Bienal da Arte da Luz em Lisboa

Estes ateliers, além de servirem para a reflexão sobre a importância da luz no tecido urbano – por exemplo, como fonte de vida do património histórico – funcionam como elemento de valorização cultural dos espaços públicos, pela experimentação de novas tecnologias, social e economicamente sustentáveis.

fotos de João Barata

Claro que existem outras formas de intervenção.


O projecto A função económica da arte pública visa a valorização da propriedade privada pretende abordar a função da arte no espaço público no âmbito das cidades pós-industriais.
A gestão cultural é um valioso instrumento, no pressuposto de que serve os interesses socioeconómicos dos vários intervenientes , seja uma freguesia, um bairro ou um privado.

Ver também o Projecto les yeaux de la nuit, realizado no final do ano passado em Genève, Suíça.

Catarse Pessoana

Exposição de Luzia Lage, na Galeria São Mamede, até 4 de Maio.

Meditação K


O Receio do Sofrimento

Todos os sofrimentos que nos cercam, é-nos necessário sofrê-los igualmente.
Todos nós, não temos um corpo, mas um crescimento, e esse conduz-nos através de todas as dores, seja sob que forma for.
Do mesmo modo que a criança, através de todos os estádios da vida, se desenvolve até à velhice e até à morte (e cada estádio parece no fundo inacessível ao precedente, quer seja desejado ou receado), do mesmo modo nos desenvolvemos (não menos solidários da humanidade do que de nós próprios) através de todos os sofrimentos deste mundo.
Para a justiça não há, nesta ordem de coisas, lugar algum, não mais do que para o receio dos sofrimentos ou para a interpretação do sofrimento como um mérito.

Desenho(1907-1098) e pensamento de Franz Kafka

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