Winston Churchill – III

A desastrosa campanha britânica aos Dardanelos – Turquia, da qual Churchill tinha sido o seu principal promotor e em grande parte responsabilidado, teve como consequência o seu pedido de demissão, em plena Primeira Guerra Mundial.

A formação de um Governo de coligação originou o abandono de Churchill do Almirantado, condição imposta pelos Conservadores, como vingança por ele ter deixado o Partido em 1904.

Sobre esse período difícil, a sua mulher diria:

“Pensei que ele ia morrer de desgosto”.

Na sequência do vazio de funções a que foi votado, Churchill descobriu vocação na pintura:

“Foi então que a musa da pintura veio em meu auxílio… Quando eu chegar ao Paraíso, tenciono passar uma parte considerável do primeiro milhão de anos a pintar, até conseguir dominar essa arte.”



Churchill voltou para o exército e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers», na frente ocidental.

Regressou ao Parlamento em 1916 e exerceu funções governamentais até final da Guerra, como Ministro das munições.

Winston Churchill abandonou então o Partido Liberal.

Foi nomeado Chanceler do Tesouro num Governo Conservador, após o que esteve durante um período de 10 anos sem exercer qualquer cargo público.

Foi nesta altura que escreveu a sua obra-prima sobre o seu antepassado Malborough; His Life and Times, numa espécie de exercício de preparação para nova guerra, em que ia alertando para o perigo que Hitler representava..

Escreveu a propósito:

“A partir desse momento, forças poderosas ficaram à deriva. Abrira-se o vazio, e foi para esse vazio – após uma pausa – que caminhou a passos largos um louco com um génio feroz, o repositório e a expressão dos ódios mais virulentos que alguma vez corroeram o coração humano – o cabo Hitler.”



Em 1939 foi novamente nomeado Primeiro Lorde do Almirantado, e em 10 de Maio de 1940, devido à demissão de Neville Chamberlain, foi nomeado primeiro-ministro.

A Alemanha iniciava a invasão da Europa Ocidental – Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França.

Churchill formou um governo de unidade nacional, com a participação do Partido Trabalhista e do Partido Liberal.

A 13 de Maio, demonstrou a sua capacidade de liderança, ao proferir um dos seus mais célebres discursos: “Sangue, Sofrimento, Suor e Lágrimas”.


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