Luminescente Eterno

O padre começara a recitar a oração Zen do erguer dos corpos; juntei-me a ele. Estava muito escuro no interior do templo. Mas os pendões suspensos das colunas, as grandes flores de bronze que decoravam o santuário, o queimador de incenso e os vasos refulgiam, tocados pela claridade vacilante da lâmpada sagrada. Por vezes entrava um sopro de ar marinho que enchia as minhas largas mangas sacerdotais. Enquanto recitava os sutras, as nuvens de Verão, ferindo-me no canto do olho com uma luz dura, impunham-me a sensação constante da sua presença.

Yukio Mishima (1925-1970)

O Templo Dourado

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: