Arquivo de 19 de Agosto, 2004

Tradição ou Revolução?



Do azul-branco ao verde-rubro

O tema é curioso, porque dá para dissertar sobre as origens do verde-rubro

, sobre a primeira Constituição da República, que marca o regresso aos princípios liberais de 1820-1822… e sobre Luis Figo!

A propósito, estou a pensar recolher a bandeira, que as côres desbotaram um bocado nos últimos dias!

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Eros e Psique

…E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades que vos

foram dadas no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram

dadas no Grau de Adepto Menor, são, ainda que opostas,

a mesma verdade.

Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio

Na Ordem Templária De Portugal

Conta a lenda que dormia

Uma Princesa encantada

A quem só despertaria

Um Infante, que viria

De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,

Se espera, dormindo espera,

Sonha em morte a sua vida,

E orna-lhe a fronte esquecida,

Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,

Sem saber que intuito tem,

Rompe o caminho fadado,

Ele dela é ignorado,

Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino

Ela dormindo encantada,

Ele buscando-a sem tino

Pelo processo divino

Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro

Tudo pela estrada fora,

E falso, ele vem seguro,

E vencendo estrada e muro,

Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,

Ergue a mão, e encontra hera,

E vê que ele mesmo era

A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa

(in poesias escolhidas por Eugénio de Andrade)

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