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Relações Simbióticas

Chloé Zhao iniciou uma relação com os Óscares em 2020 com o justamente premiado Nomadland – Surviving America in the Twenty-First Century, que divide o crédito com a singular Frances McDormand.

O seu mais recente filme Hamnet, com dois dos melhores actores da sua geração, Jessie Buckley (Wicked Little Letters, The Lost Daughter) e Paul Mescal (All of Us Strangers, Aftersun, Normal People), tem os ingredientes para mais uma receita de sucesso.

A cereja no topo do bolo é a banda sonora de Max Richter, que pode ser escutada na última emissão de Frequências Paralelas da Antena 2, e que termina com um excerto da icónica composição On the Nature of Daylight, já utilizada em filmes como Shutter Island e Arrival.

Tal como no ditado popular, melhor que isto só na farmácia!


 

Papa Filmes

A uma pessoa beata é comum chamar de papa-hóstias; no meu caso, aplica-se mais a expressão papa filmes, no sentido cinéfilo. Como isto anda tudo ligado, a propósito das nomeações de Conclave lembrei-me, primeiro, do momento delicado do Papa Francisco e do filme de Fernando Meirelles – Dois Papas (2019), sobre uma hipótese de relação entre Bento XVI (Anthony Hopkins) e o futuro Papa Francisco (Jonathan Pryce). Depois, de um filme de Nanni Moretti, Temos Papa (2011), este com um tema mais próximo de Conclave. Anteriormente, de Marco Bellocchio tivemos Kidnapped: The Abduction of Edgardo Mortara, que por cá passou apenas com o título O Rapto, um filme de revolver as entranhas…


Voltando à noite dos óscares, Conclave, com sete nomeações, não venceu nenhuma das principais: melhor filme, actor principal (Ralph Fiennes) ou actriz secundária (Isabella Rossellini); Venceu na categoria de Argumento Adaptado mas talvez não desmerecesse na de Melhor Guarda-Roupa e de Melhor Design de Produção.
Com a ressalva de não ter ainda visto O Brutalista, a banda-sonora de Daniel Blumberg parece consistente mas a estatueta ajustava-se melhor a Volker Bertelmann, para Conclave. Mas que sei eu?


Finalmente, é com agrado que partilho com o Papa Francisco o gosto em matéria de filmes preferidos: “A festa de Babette” (1987), de Gabriel Axel.