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En passant…

… ou como a progressão imprime movimento à côr.

a menina dança?

Não sei se por ser a obra mais emblemática de los Picassos des Antibes, mas é a minha favorita.

O mar, com os tons do Mediterrâneo; O bailado da mulher, homenageada; O centauro e os faunos, todos familiares; tudo desperta felicidade, alegria.

No Museu Picasso, em Barcelona.

Colecção Rau – Siberechts

A luz fria e cintilante das paisagens e cenas de género de Jan-Siberechts ( 1627-1703), deu lugar neste Gabinete de amador a uma luminosidade mais quente, acompanhada do característico volume redondo que normalmente conferia aos corpos.

O casal coleccionador, rodeado de obras de pintura e escultura, dispostas sem ordem nem sentido, inversamente ao mosaico do chão.

A Marinha, de cunho holandês, atribuida ao também pintor de Antuérpia, Peeters; A Ordenha, característica das paisagens de Siberechts, o retrato que o jovem segura lembra o retratista Thomas Key e a grande natureza-morta de frutos, caça, macaco e gato lembra Jan Fyt – quadros dentro do quadro – representam a evocação dos seus contemporâneos.

Os tons das esculturas antigas, das paredes e dos rostos, revelam a preocupação do autor com a luz nas cenas de interior;
Mas o que me fascina neste quadro é o espelho na parede, que reflete a mão da senhora e o pequeno fio dourado, reflexo de luz na beira da mesa.

Para observar este nível de detalhe que uma obra prima merece, ou exige, é impossível ver esta Exposição en passant, ainda que signifique ter de voltar uma e outra vez.
Ainda não passei da primeira de oito salas!

Quartos Imaginários

Ponto de partida para a Exposição Quartos Imaginários de Nikias Skapinakis, na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, já aqui mencionada.

Composição sobre o desenho “Tin Tin et Gazelle”, de 1964.

Na parede do lado esquerdo, as portadas da janela são réplicas das pinturas de “Mário de Sá Carneiro raptando Vieira da Silva”, de 1972 e de “Homenagem a Fernando Pessoa Oculista”, de 1957.

Na parede do lado direito, encontram-se representados António Maria Lisboa, Cezariny e André Breton.

Por cima, o marinheiro com o cravo, a partir de “Delacroix no 25 de Abril em Atenas”.

Fim-de-semana cultural

El Museo Nacional del Prado y el Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía conmemorarán el 25 aniversario de la llegada del Guernica a España presentando la exposición Picasso.
Tradición y Vanguardia en un año en que también se conmemoran los 125 años del nacimiento del artista.

Para evitar as intermináveis filas de acesso à Exposição, a compra antecipada de entradas na página do El Corte Ingléz será uma boa opção.
Até 3 de Setembro.

deusas menores

Graça Morais “ilustrada” por Sophia de Mello Breyner Andresen.
No Centro Nacional de Cultura, até 30 de Junho.

Soneto de Eurydice

Eurydice perdida que no cheiro
E nas vozes do mar procura Orpheu:
Ausência que povoa terra e céu
E cobre de silêncio o mundo inteiro.

Assim bebi manhãs de nevoeiro
E deixei de estar viva e de ser eu
Em procura de um rosto que era o meu
O meu rosto secreto e verdadeiro.

Porém nem nas marés, nem na miragem
Eu te encontrei. Erguia-se somente
O rosto liso e puro da paisagem.

E devagar tornei-me transparente
Como morte nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente.

A minha Kahlo preferida

O acidente que marcou a sua vida.
A evocação do autocarro em que viajava.

(A)fetos. A lenta agonia na cama de hospital.
A impossibilidade de gerar vida.

As marcas de uma faca na moldura salpicada de cor de sangue;
O crime passional trazido para fora da tela.

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