a noite está feia!

Reuters/Ali Jarekji
Nem tudo é mau!
Da minha janela não consigo ver a lua, mas tenho uns amigos que a trazem até mim!

Reuters/Ali Jarekji
Nem tudo é mau!
Da minha janela não consigo ver a lua, mas tenho uns amigos que a trazem até mim!

Mulheres minhas, infiéis, adoro amá-las:
Vêem meu olho em sua pelve embutido
E têm de encobrir o ventre já enchido
(Como dá gozo assim observá-las).
Na boca ainda o sabor do outro homem
Ela é forçada a dar-me tesão viva
Com essa boca a rir para mim lasciva
Outro caralho ainda no frio abdómen!
Enquanto a contemplo, quieto e alheio
Do prato do seu gozo comendo os restos
Esgana no peito o sexo, com seus gestos.
Ao escrever os versos, ainda eu estava cheio!
(O gozo ia eu pagar de forma extrema
Se as amantes lessem este poema.)
Poema de Bertolt Brecht, gravura de Pablo Picasso
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…
Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”, 8-3-1914
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…
Alberto Caeiro, em “O Guardador de Rebanhos”, 8-3-1914

Caros Sportinguistas
Vamos todos a Guimarães no próximo Domingo apoiar a nossa equipa (lol)
Temos de consolidar o terceiro lugar (lol)
É melhor parar de escrever que já me dói a barriga de tanto rir!
… (lol)


Tantos anos sem
Poderes sentir
O prazer da glória
Sempre a jogar bem
Fosse na derrota
Ou na vitória
Como mais ninguém
Queremos que fiques
Na nossa memória
Ver-te de verde
Não sei o que sinto
O Grande Artista
JOÃO PINTO
Eh Alê Alê
Alê Alê Alê Alê
É o Sporting
Eh Alê Alê
Alê Alê Alê Alê
É o Sporting
Eh Alê Alê
Alê Alê Alê Alê
É o Sporting
Ver-te de verde
Não sei o que sinto
O Grande Artista
JOÃO PINTO

de Joana Vasconcelos
Nécessaire, 2003
Ferro forjado e ficus
140 x 81 x 185 cm
Exposição na Galeria 111, no Porto – até 29 de Maio






e o teu?

Está uma senhora jornalista que se chama Felícia Cabrita, que até veio do Expresso, que até acabou de aterrar na Grande Reportagem, que até deve conhecer o significado de ética, mas que tem atitudes que o Jorge Van Krieken do Repórter X relata na primeira pessoa!
Sugiro a leitura, bem como a audição da mensagem que a senhora lhe deixou no telemóvel.

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