In the Fall



Michael Mann – Collateral

Tom Cruise, Jamie Foxx

Um ex-motorista de táxi vê-se refém de um membro de um gang, e vai tentar salvar-se a si .. e ao seu raptor!





Tony Scott – Man on Fire

Denzel Washington, Dakota Fanning, Christopher Walken, Mickey Rourke

Acção: Um ex-marine pretende vingar-se dos raptores da família que era suposto proteger.





Shainee Gabel – A Love Song for Bobby Long

John Travolta, Scarlett Johansson

Um ex-professor, alcoólico, vê-se envolvido com a filha de uma antiga relação!



Mike Leigh – Vera Drake

Imelda Staunton, Phil Davis, Daniel Mays, Alex Kelly, Adrian Scarborough

Inglaterra, anos 50: Vera Drake , empregada de limpeza em casas burguesas, faz abortos, não às Senhoras, mas às raparigas que precisam..

O filme do ano em Portugal? Não sei, mas sinto que é um dos grandes filmes do ano!

E vem de um grande realizador de cinema!

A uma rapariga

A Nice

Abre os olhos e encara a vida! A sina

Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!

Por sobre lamaçais alteia pontes

Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada de vida que fascina

Caminha sempre em frente, além dos montes!

Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!

Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,

Escava com as mãos a própria cova

E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,

Da graça do teu corpo, esguia e nova,

Surgir à luz a haste de uma flor!…

Poema de Florbela Espanca

Gravura de Artur Bual, para Florbela Espanca – 1996

A esperança num futuro intemporal

Antes que tú me moriré: escondido
en las entrañas ya
el hierro llevo con que abrió tu mano
la ancha herida mortal.
Antes que tú me moriré: y mi espíritu,
en su empeño tenaz,
sentándose a las puertas de la muerte,
allí te esperará.
[…]
Allí donde el sepulcro que se cierra
abre una eternidad…
¡ Todo lo que los dos hemos callado
lo tenemos que hablar !

Antes de ti eu morrerei: oculto
no peito levo já
o ferro com que tuas mãos abriram
larga ferida mortal.
Antes de ti eu morrerei; meu espírito,
num anseio tenaz,
ante as portas da morte irá sentar-se,
a esperar-te lá.
[…]
Ali onde o sepulcro que se fecha
abre uma eternidade…
Tudo quanto nós dois sempre calámos
teremos de falar!

Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870) – Rimas – XXXVII | Tradução de José Bento

In Memorian

Dos meninos de Beslan



Sem receio de lugares comuns, creio sinceramente que os portugueses têm vontade de, tal como fizeram hoje centenas de milhar de italianos, enquanto ouviam Brahms e Schuman, acender uma vela em memória da vítimas da barbárie!

Já o demonstrámos noutras ocasiões, com os lenços brancos por Timor!

Devemos apelar ao valores do Humanismo Universalista, impregnar o nosso povo e colocar uma vela nas nossas janelas.

Não é preciso conhecer a paternidade para sentir a devastação sentida pelas centenas de famílias que perderam alguém próximo.

Os mentores da barbárie devem perceber de forma inequívoca o modo como o mundo responde ao seu desprezo pela vida humana, ao seu desprendimento pela vida!

É nosso direito! É nosso dever!

Basta!!!

O que correu mal?! Muitas crianças morreram!

Para além do desespero…

Apenas a criança

Os olhos fixos numa paisagem de nada

A sua boca não ri

– uma boca de criança foi feita para rir

Os seus olhos não choram

– não há lágrimas para além do desespero

Os seus pés não correm atrás de borboletas

e as suas mãos não abrem covas na areia

– não há borboletas nem areia numa paisagem de nada


Fanzines



Publicado em 1929 na revista ‘Civilização’, Portugal



Publicado em 1935 na revista “L’Illustration”, França



Publicado em 1935 na revista ‘Crónica’, Espanha

Olhares sobre..

“Baco não se importaria de vir connosco e muito menos se lhe segredássemos que a dois passos, deixados para trás Quinta do Anjo e Cabanas, começa a região de Azeitão, onde o vinho, como diz o Povo que só diz verdades, não é vinho é vinhão. É em Azeitão a nascente, que dá de beber a todos os povos do mundo, do excelente Moscatel de Setúbal. E como um bom vinho pede um bom petisco, inventou a gente da terra um queijo de ovelha divino e uns bolinhos de manteiga que obrigam o turista a parar, a provar, a gostar”

Sebastião da Gama in ” O Segredo é amar”

Um ano de posts!

365 posts equivalem a um ano!

Por isso, este blogue completa hoje um ano.. digo eu!

Oops! enganei-me na data!

QUERO VOLTAR PARA AGOSTO!

Como é que se anda com isto para trás?!

O ângulo que faltava, para ter a visão completa!



Guineveere

Sorrow beheld her face

False love supplying grace

Knowing Arthur’s fights

And his trusted knights

Meant more than his queen.

De princípio, declino a comparação com Gladiador ou Braveheart!

Se The King Arthur tivesse sido realizado 30 anos antes, e, em lugar da banda sonora de Hans Zimmer (com a devida vénia), tivesse sido utilizado The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table de Rick Wakeman, então a imagem que tenho alimentado durante todos estes anos de Merlin the Magician, Sir Galahad, Sir Lancelot, Lady Guineveere e King Arthur, seria ainda mais realista!

Foi precisamente pela desmistificação destas personagens, que o para mim desconhecido Antoine Fuqua (não me lembrava que tinha realizado Training Day) conseguiu expôr a visão que procurava no disco!

O meu aplauso para a humanização de Arthur, o anti-herói!

Haja esperança.. e boa vontade!

As crianças continuam a morrer de fome e doença todos os dias nos acampamentos a sul de Darfur-Sudão. Os Janjaweed (milícias rebeldes) continuam a matar os que saem à procura de comida!

No entanto, começam a ver-se alguns resultados, que derivam da chegada de auxílio humanitário – alimentação e cuidados médicos.