gananciazinha

As casas desocupadas que não ultrapassem determinado consumo de água e electricidade durante mais de um ano vão ser consideradas devolutas e, como tal, vão passar a pagar o dobro da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o imposto que substituiu a Contribuição Autárquica

A ler também Casas desocupadas vão pagar imposto a dobrar, no Expresso On-line.

Esta medida é ineficiente, porque:

  • Das receitas resultantes do imposto – cujo aumento pode ir até 1,6% – em termos práticos, não resulta nenhum incentivo de maior à recuperação dos imóveis.
  • Os proprietários de prédios devolutos que actualmente utilizam o expediente dos consumos mínimos, preferem pagar a taxa adicional, com o consequente desperdício de água e energia.
  • É uma abordagem indiferenciada às razões pelas quais um imóvel está ou é considerado devoluto.
  • É demagógico dizer que esta medida é um contributo para a requalificação/renovação urbanas e ordenamento do território.
  • Um imposto com estas características – só por si – não incute confiança no mercado, se a nova Lei das Rendas não privilegiar, nomeadamente, a liberdade contratual e flexibilidade nos despejos.

Perscrutando no silêncio

“A representação de Deus e dos Seus profetas é uma heresia e um atentado à dignidade e à fé dos muçulmanos.
Não podemos representar a figura de Deus, porque ninguém O conhece como Ele é, e também não podemos representar as faces dos profetas porque isto conduziria à adoração dos mesmos, constituindo uma idolatria, contrária aos princípios religiosos.”

Abdul Rehman Mangá
Presidente do Centro Cultural Islâmico do Porto

Num acto de voluntária abstinência em comentar as dezenas de artigos e posts que tenho lido nas últimas semanas sobre o tema cartoons, face ao conjunto de verdades absolutas e afirmação de superioridade moral dos civilizados europeus, constato simplesmente que o Ocidente tem revelado não só um desconhecimento confrangedor do enunciado deste princípio, como um total desprezo pelos valores que lhe estão subjacentes.
A tolerância não é incompatível com a liberdade de expressão e muito menos com o bom senso.

Post anterior sobre este assunto: Sensibilidade e bom senso, ou falta de ambos

ARCO’06 – Sofia Areal

series 360º ao Sol, 2005

acrílico sobre tela
190 x 190 cm

Fotografia para uma legenda

Casa da Música, Porto-Portugal


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ARCO’06 – Pedro Calapez

Composição 16, 2005

acrílico sobre aluminio
102,5 x 218,5 x 40,5 cm
abstract landscape 27

quatro aguarelas sobre papel
32,5 x 200 cm
Composição 09, 2005

acrílico sobre alumínio
146 x 80,5 x 36 cm

Legenda para uma fotografia

Como diluir as estrias que traem tua idade
ao irromper do que não queres lembrar,
a não ser quando tudo te repudia tanto
que em ti embebes as tuas espadas,
ansiando remir o que não clama resgate?
E ris, sorris: corola vesperal a desfolhar nas faces
um esmalte falaz que teus olhos recusam.

Injuria-te a luz, embora te defendas
num recanto que as lâmpadas receiam:
aí a música amaina, extenuada,
permite que te envolva
uma outra que de ti se evola
num tempo de que foste expulsa.


Não são máscaras esse carmim viscoso,
os cabelos sufocados em adornos grotescos
e em tinta,
o debrum crepuscular das pálpebras,
a cilada sedenta de uma boca
constrangida a abdicar da força da mentira.
São em ti apelos transparentes:
por eles te denuncias e somente
suplicas ser, sem precisares depor
sobre teus desígnios, teus actos.

Que poderás dizer que todos não saibam?
O que és não o partilharás ao exprimi-lo.
Tuas palavras para os outros significam
o mesmo que silêncio. E os teus gestos
só para ti vertem um conteúdo.

Mas reges a magia de discretos sinais:
uma pulseira que distancia tua mão, um aroma
a convidar para um quarto clandestino,
um leque a ondular sobre o teu peito
o adejo de uma dança nupcial.

Detém-te nesse lugar, se ninguém te convida.
Na noite, tua cama pródiga, um esquife
que te espera sem pressa.
Goya ou uma objectiva cruel
iludem-se quando tentam perpetuar-te
ao tornar-te motivo de uma tela
tão perecível como tu.

Mas de nada te acusam:
apontam-te ao meu discurso desatento,
a alguém que deseje
conhecer o corpo turbado que dissipas.

Poema de José BentoSilabário
Fotografias de Pierre Molinier

Colecção Rau – El Greco

O Museu Nacional de Arte Antiga vai acolher a Exposição
Grandes Mestres da Pintura Europeia: De Fra Angelico a Bonnard
Colecção Rau –
18 de Maio a 17 de Setembro

As 95 obras que vão estar expostas distribuem-se da seguinte forma:

Primeiro Período: entre os séculos XV e XVIII
Número de obras: 46
Escolas representadas: italiana, flamenga, holandesa, alemã, francesa, espanhola e britânica
Autores: Fra Angelico, Bernardino Luini, António Solario, Guido Renni, Canaletto, Tiepolo, Porbus, Van Goyen, Van Ruysdael, Gerard Dou, Siberechts, Cranach, Philippe de Champaigne, Largillière, Boucher, Latour, Greuze, Fragonard, Robert, Vigée-Le Brun, El Greco, Ribera, Reynolds e Gainsborough.
Destaques: dois pequenos paineis de Fra Angelico, um retrato de Luini, um David Decapitando Golias de Renni e este excepcional
São Domingos em Oração de El Greco.

Segundo Período: Séculos XIX e XX
Número de obras: 49
Escolas representadas: impressionismo, simbolismo e nabis, fauvismo e expressionismo.
Autores: Corot, Courbet, Cézanne, Manet, Degas, Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Liebermann, Signac, Lautrec, Redon, Bonnard, Vuillard, Vlaminck, Dufy, Derain, Macke e Morandi.
Destaques: Mulher Argelina de Corot, Bacante de Courbet, Praia de Trouville de Boudin e Vista de l`Hermitage de Pissarro.

Esta Exposição, de qualidade excepcional, será certamente o acontecimento cultural mais importante do ano de 2006 em Portugal. Absolutamente imperdível.

Agradecimento a Madalena Reis do MNAA, pelos esclarecimentos prestados

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azulejo – santos devotos

 

 

 

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O Agente Triplo

Depois de Patricia Barber, nova romaria ao CCB, desta vez para ver Brad Mehldau Trio.

Praticamente duas horas e meia de jazz, num concerto desde já candidato a um dos melhores do ano;
Culpa de Mehldau, ao tocar para uma plateia algo estranha, que o obrigou a voltar três vezes ao palco!

Anunciado como estando esgotado, o concerto, patrocinado por um fabricante de automóveis, deu nisto: convidados a deixarem os lugares vazios, outros a chegar já com os músicos a tocar, um forçado intervalo para bebericagem, ou ainda, a cada um dos encores, a sala ir ficando com imensas brancas…

Mehldau é um grande compositor e intérprete. Acompanhado de Larry Grenadier, brilhante no contrabaixo e Jeff Ballard, cuja bateria por vezes me pareceu excessivamente carnavalesca, o Trio não merecia este comportamento por parte do público.

Mais sobre Mehldau, neste artigo da Down Beat Magazine e na entrevista concedida à All About Jazz.

Não é um cartoon?! Credo!

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Na 25ª Feira de Arte Contemporânea de Madrid – ARCO’06
este Cristo com Míssil de Oscar Seco, já está a dar que falar.