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E o herói do dia é…

Rui Silva, Medalha de Bronze na Final dos 1500 metros!





Depois de 1000 metros a resguardar-se, à entrada para a última volta descolou praticamente do último lugar, foi ganhando posições, e à entrada para a última curva, deixou o ucraniano Heshko e o Sr Kiptanui do Quénia para trás, rumo ao brilhante terceiro lugar!

Era impossível chegar aos fabulosos Lagat do Quénia e El Guerrouj de Marrocos!

Grandiosa corrida, Rui! Parabéns!

sem comentários

Comentários de Francis Obikwelu:

On winning the silver medal:

“It’s one of the biggest moments of my life. You work hard for four years and it comes and it’s something I’ve waited all my life for.”

On running for Portugal after switching from Nigeria:

“Let`s not talk about that, let`s talk about my country, Portugal, I`m portuguese. I`m very happy and very contented to win this for Portugal.”



On the final:

“The final? Boom… that was it.”

Este miúdo merece ser feliz!

Representar Portugal na final dos 100 metros nos Jogos Olímpicos, já por si um feito inigualável.. e conseguir uma Medalha de Prata entre três americanos, é sem dúvida um motivo de grande prazer e realização individual para Francis Obikwelu!

E de grande orgulho para todos os portugueses, ter um rapaz tão excepcional connosco!

Força para os 200 metros, Francis!

The sky is the limit!

De recordar, ainda, o Meeting de Paris, disputado há menos de um mês!!

O palco do Kite Surf.. ali ao lado!

Ao fim da tarde, como habitualmente..

Os riders aproximam-se da minha praia em freestyle !


A Revolução Romântica: A Beleza separada da Verdade

Assim como o Renascimento negou o bonum na obra de arte, o Romantismo negou o verum. Porque se o Belo é o bem claramente conhecido, não havendo bem, nada há para ser conhecido.

O Renascimento separou a arte da moral, respeitando as leis da estética e exaltando a relação entre beleza e a razão. Ora, se o decálogo não devia ser respeitado na obra de arte, por que se deveriam respeitar as leis estéticas, muito menos importantes do que os dez mandamentos?

“Anjo da dor, que não se pode consolar,
ele tinha no céu duas asas estendidas.
De seu corpo escorria o eflúvio das luxurias,
e raros desejos insatisfeitos sempre”.

In “Alain Mercier, Les Sources Ésotériques et Occultes de la Poésie Symboliste”

Theophilus vende a alma ao Diabo

: refrescamento do template..

a pensar no outono!

Duas horas de mão-de-obra sem conseguir exactamente o que queria!

Vou dormir..

que hoje é dia de praia!

Luminescente Eterno

O padre começara a recitar a oração Zen do erguer dos corpos; juntei-me a ele. Estava muito escuro no interior do templo. Mas os pendões suspensos das colunas, as grandes flores de bronze que decoravam o santuário, o queimador de incenso e os vasos refulgiam, tocados pela claridade vacilante da lâmpada sagrada. Por vezes entrava um sopro de ar marinho que enchia as minhas largas mangas sacerdotais. Enquanto recitava os sutras, as nuvens de Verão, ferindo-me no canto do olho com uma luz dura, impunham-me a sensação constante da sua presença.

Yukio Mishima (1925-1970)

O Templo Dourado

:: Where do I belong?

Would you know my name

If I saw you in heaven?

Would it be the same

If I saw you in heaven?

I must be strong

And carry on,

‘Cause I know I don’t belong

Here in heaven.

Would you hold my hand

If I saw you in heaven?

Would you help me stand

If I saw you in heaven?

I’ll find my way

Through night and day,

‘Cause I know I just can’t stay

Here in heaven.

(….)

You know the rest…

Tears In Heaven

by Eric Clapton and Will Jennings

O Mar

Um único ser, mas não existe sangue.

Uma carícia apenas, morte ou rosa.

Vem o mar e reúne as nossas vidas,

sozinho ataca e reparte-se e canta

em noite e dia e criatura e homem.

A essência: fogo e frio: movimento.

in Antologia de Pablo Neruda

tradução de José Bento

Tradição ou Revolução?



Do azul-branco ao verde-rubro

O tema é curioso, porque dá para dissertar sobre as origens do verde-rubro

, sobre a primeira Constituição da República, que marca o regresso aos princípios liberais de 1820-1822… e sobre Luis Figo!

A propósito, estou a pensar recolher a bandeira, que as côres desbotaram um bocado nos últimos dias!