Arquivo de Outubro, 2005

Safe Sax


Para quem gosta de good sax, Joe Lovano dispensa apresentações.

Joyous Encounter (Blue Note Records, 2005), merece uma referência especial, pois é um disco cheio de style.

Depois de ouvir os samples deste competentíssimo quarteto composto por

Joe Lovano – sax tenor, Hank Jones – piano (uma lenda viva!), George Mraz baixo e Paul Motian – bateria

recomendo – para ser perfeito – a audição de I´m All For You – Ballad Songbook (Blue Note, 2004).

O deus cortesão, de Velázquez

A influência de Caravaggio e Rubens na obra de Diego Velázquez (1599-1660), pela utilização do chiaroscuro e das côres primárias, está mais uma vez presente neste Baco-Os Bêbados (1628-29) – um dos expoentes da caricatura social no Barroco.

Descendente de nobres portugueses, Velázquez grangeou fama na Corte Espanhola através dos bodegones – cenas de interior com elementos de naturezas-mortas.
O seu estilo muito próprio e inimitável, de natureza contemplativa e profundamente humanista, não fêz, porém, escola.

Baco (Os bêbados)

Esta obra assume um especial significado na pintura espanhola, pois a embriaguês era considerada um vício desprezível, sendo borracho o maior dos insultos.
Convidar e embebedar pessoas de classe baixa dos teatros de comédia para divertimento das senhoras, era pois uma forma de entretenimento na Corte Real.
Foi neste enquadramento que Velázquez pintou Baco para Filipe IV, que o colocou no seu quarto de verão.

Este divertido Deus do Vinho, rodeado por oito bêbados com quem convive, confere-lhes uma sensação de majestade, ao coroá-los com uma hera; por isso riem para quem se ri deles: o rei.

A caricatura da censura dos nobres face aos prazer dos camponeses pelo vinho, é simultaneamente máscara e disfarce – através da visão de um deus cortesão que se diverte, de igual modo.

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Onde é que se apanha o metro para o colégio militar? – É na linha azul..

Adeptos de uma agremiação desportiva da quinta da luz abandonam o campo de futebol do adversário, após uma sofrível exibição das duas equipas, em que os forasteiros venceram – com duas amáveis fífias da defesa da casa – por duas bolas a zero!

As máscaras e os rostos


A minha impressão sobre o encontro blogues no feminino, resulta da simples observação de um conjunto de individualidades que gosta de conversar; não necessariamente sobre tudo e sobre nada, porque do inconfessável não se fala.
Foi um serão agradável. É bom observar a singularidade de bloggers que não sentem necessidade de causar boa impressão – são assim.
Et pour cause dos comentários e posts que antecederam o evento, tinha alguma expectativa que da assistência viessem cambiantes; Não aconteceu.
Talvez porque as marcas Charlotte e Miss Pearls são vincadas dentro do género feminino, essa influência possa ter condicionado outras abordagens.
Mas pode ser só impressão minha.

Outras impressões

No feminino: O mundo da Ch@p@SemifrioCrónicas das horas perdidas

No masculino: Os media, o jornalismo e nósO AcidentalBlasfémiasIndústrias Culturais

Antecâmara – V

ÁREA IV – FISCALIDADE

1. Que medidas podem tornar o sistema fiscal português mais competitivo?

Relevância da Questão
Um sistema fiscal competitivo propicia o desenvolvimento económico e a atracção de investimento directo estrangeiro (com impacto indirecto na economia, no emprego e no PIB). A competitividade do sistema fiscal assume particular importância num mundo globalizado, com elevada mobilidade de capitais. No contexto do alargamento da UE a 25 países, é fundamental que o sistema fiscal português seja competitivo, quando comparado com o de economias directamente concorrentes com Portugal pela captação de investimento.
O sistema actual é pouco estável, logo, pouco atractivo para os investidores. Se o cenário se alterar, nomeadamente desburocratizando, aparece dinheiro rapidamente, nomeadamente capital de risco. O Mercado deve ter mais empresas; a nossa economia continua muito assente em trabalhadores e consumidores.

2. Como combater eficazmente a fraude e evasão fiscais?

Relevância da questão
O combate à fraude e evasão fiscais permite alargar o universo de contribuintes e a base tributária, possibilitando, por exemplo, que se obtenha a mesma receita fiscal com menores taxas nominais de imposto, através da diluição da carga fiscal por mais contribuintes. Deve ser objectivo de um sistema fiscal que os sujeitos passivos sintam a tributação como justa e equitativa. Constitucionalmente, a evasão fiscal constitui uma clara violação do princípio da igualdade.
Como dizia Bagão Félix, não se pode combater a bomba atómica à pedrada! O fim do ciclo vicioso que é a requalificação de dividendos tem de se tornar realidade!

3. Em que moldes deverá alterar-se o levantamento do sigilo bancário?

Relevância da Questão
O sigilo bancário constitui um obstáculo ao combate à fraude e evasão fiscais. Um melhor acesso à informação protegida pelo sigilo bancário poderia melhorar a eficácia da fiscalização tributária e introduziria no sistema fiscal um elemento dissuasor de comportamentos fraudulentos.
Os direitos individuais devem ter protecção jurídica face aos direitos do Estado.

4. Deverão os benefícios fiscais ser revistos?

Relevância da questão
Os benefícios fiscais implicam uma despesa fiscal significativa, mas permitem enviar sinais à economia, estimulando ou penalizando determinadas áreas. Por outro lado, o complexo sistema de benefícios fiscais tem efeitos ao nível da competitividade das empresas e da tributação efectiva, dado que em muitos casos permite que elevadas taxas nominais se traduzam em reduzidas taxas de tributação efectiva.

5. Como dinamizar a máquina fiscal?

Relevância da questão
A administração fiscal deve assumir o papel de interlocutor e parceiro nas relações económicas, não colocando sistematicamente entraves burocráticos à acção do contribuinte.

6. Devem ser introduzidas alterações ao nível do funcionamento da justiça tributária?

Relevância da questão
A justiça tributária não deve ser um elemento de entropia no sistema fiscal, mas antes um garante de legalidade e justiça, sendo estes princípios indissociáveis da resolução célere dos processos.

7. Devem ser reformados alguns impostos, tais como o IRS, IRC ou IA?

Relevância da questão
A estrutura do sistema fiscal português deve acompanhar a realidade económica e social que lhe está subjacente, bem como a exigência de competitividade internacional, existindo necessidade de reformar impostos que se encontrem desajustados face à alteração das circunstâncias em que foram criados.

Notas em actualização

Contas de mercearia

Tendo em consideração que a velocidade da luz é de..
trezentos mil quilómetros por segundo..
é fazer as contas!

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(se não conseguir ouvir música enquanto observa a imagem, a culpa não é minha)

Alguns dados:

  • A luz da galáxia espiral NGC 1350 levou 85 milhões de anos-luz a chegar até nós. Apanhou-nos por um triz!
  • Mais coisa menos coisa, quando a luz partiu da fonte, o Terceiro Calhau estaria no Período Jurássico, os Continentes ainda não estavam definidos como os conhecemos hoje e o nosso Sistema Solar encontrava-se a 60 mil anos-luz da posição actual!
  • O Olho Cósmico, como também é conhecido pela forma da grande região central, estende-se por uma distância equivalente a 130 mil anos-luz.
  • Uma parte da luz chegou no ano 2000, através do grande telescópio do ESO, com uma exposição de 16 minutos.
  • Alguns dos pontos luminosos que atravessam a espiral representam.. outras galáxias!

tic tac.. tic tac.. tic tac..


Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu…
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez…


Fernando Pessoa

Autárquicas 05 – análise à minha maneira

Na ressaca das Autárquicas, noto a serenidade – sem os triunfalismos dominantes nos momentos de vitória – durante as entrevistas efectuadas esta manhã pela TSF a Rui Rio e Carmona Rodrigues, no regresso aos respectivos Paços do Concelho.
Dois homens de quem, legitimamente, se espera que façam ainda melhor no segundo mandato. Acredito que farão, com a legitimidade reforçada.

Sem comparação possível, a declaração – nada a quente – de Carrilho na noite das eleições! Mostrou, de facto, que foi um erro de casting, apesar da subtileza disfarçada. Fôra Almada Negreiros vivo e Carrilho levaria que contar.
Cem vezes o apregoado populismo de Santana Lopes, a tanta demagogia e falta de humildade.

Sá Fernandes é como o algodão: reafirma a postura de guerrilha que vai assumir na Câmara de Lisboa, não defraudando assim quem votou no projecto do BE. C’est dommage! Se quisesse, poderia ser útil à cidade.

A vereadora Zezinha (desculpe, é mais forte do que eu) constitui uma mais-valia para Carmona.. e para Lisboa. Parabéns.

Finalmente, as extrapolações dos resultados para o nacional:
Os jornais, os comentadores, as televisões, etc., não conseguem – apesar das convenientes declarações de Sócrates e Marques Mendes – separar Autárquicas de Legislativas.
O poder local estará sempre subalternizado ao centralismo. Assim é mais difícil.

Autárquicas 05


Posted by Picasa Comparativo Nacional 2001-2005, às 08:00


Posted by Picasa Total de Mandatos


Posted by Picasa Concelho de Lisboa: Carmona + Zezinha = maioria absoluta


Posted by PicasaConcelho do Porto: Rui Rio com maioria absoluta


Posted by Picasa Concelho de Sintra: Fernando Seara com maioria absoluta
Concelho de Cascais: António Capucho com maioria absoluta

Analogias

Esta manhã, deixei tranquilamente Lisboa, confiante em quem tem condições para continuar a Dar a Cara por Lisboa, e fui a Sintra votar.
Regressei à cidade onde vivo, convicto que vai continuar a haver Mais Sintra.

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De tarde, fui à Fnac do Chiado deixar o dízimo e trouxe a Trilogia do Parque Jurássico!

Hoje dei o tempo por bem empregue!
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