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I Ciclo de Concertos de Música Sacra das Igrejas da Baixa-Chiado

O Coro Ricercare traz a Lisboa um recital de música sacra contemporânea, com obras do português Gonçalo Lourenço.
Do Concerto – o terceiro do Ciclo “ Santos Populares”, destaque para a “Missa de S. Nicolau”, criada em 2005 pelo jovem compositor e cuja estreia mundial foi assegurada pelo Coro Ricercare.

Igreja da Madalena – 18 de Junho, 16h00 – entrada livre
PROGRAMA – Obras de Gonçalo LourençoMissa Lamentum Lacteus: Missa de São Nicolau
Kyrie
Gloria
Salmo (Speravi in Domino)
Alleluia
Offertorio (Veritas mea)
Sanctus
Pai nosso
Agnus Dei

Ave verum
Ave Maria
Ó meu menino

Os Passos da Romaria
Nossa Senhora do Souto (Donas – Beira Alta)
O Senhor da Serra é Meu (Ribatejo)
Senhora Santa Luzia (Beira Alta)
Senhora da Póvoa (Atalaia do Campo – Beira Alta)

O próximo Concerto terá lugar a 25 de Junho na Basílica dos Mártires,
pela Polyphonia Schola Cantorum
e Orquestra Concentus Musicus de Lisboa.
Serão interpretadas Peças Sacras de Mozart, por:
Ana Sêrro, Soprano – Ana barata, Contralto
Samuel Vieira, Tenor – David Ruella, Baixo

Postais de Lisboa

Voltamos ao Chiado, local de paragem obrigatória para tomar uma bica, seja na mítica Brasileira, ou na Bénard com muito mais cachet e melhor serviço, diga-se de passagem!
Uma das recordações desta zona do coração e alma da cidade, são os bons aromas; daí valer a pena falar de um pequeno estabelecimento, que é a Casa de Cafés A Carioca.



Situada entre o Chiado e o Bairro Alto – já na Rua da Misericórdia, frente à igreja dos Italianos, desde há quase 70 anos que tem sabido escolher as melhores origens do chá e do café, refinando a arte de torrar o grão e de misturar os lotes.
Quem passa à porta, dificilmente resiste à tentação de entrar, atraído pelo forte aroma do café, que apela aos sentidos.. não é, filhinha?

Na altura em que foi fundada, em 1936, estava vocacionada a servir chás, cafés e mercearias finas, para alimentar os bons vícios de uma elite aristocrática e burguesa, entretida a acompanhar à distância a guerra civil espanhola.
Era a época da Lisboa romântica e elegante, esta em que A Carioca rivalizava com A Brasileira, onde afluiam políticos, artistas, intelectuais..
Os teatros de S. Carlos, da Trindade e o Grémio Literário alimentavam então as tertúlias, sempre com as livrarias por perto; entre um café ou chá se alimentava o espírito com que se ia comentando a situação política ou as aventuras dos fidalgos.



Hoje de manhã, a caminho da Fnac do Chiado, não resisti a entrar e pedi ao sr Gonçalves que me deixasse tirar uma foto à atracção principal da loja – o velho moinho de café, da marca Hobart, em vermelho garrido, com chaminé de alumínio, junto ao qual os lotes de café são guardados em sacos de sarapilheira.
O processo de moagem faz-se através de dois grandes discos de pedra no seu interior”, explicou-me.
O balcão de madeira, perpendicular à porta de entrada, tem atrás de si um armário com dez caixas em madeira para chá, ornamentadas com figuras chinesas em alto relevo.
Por cima, está uma balança típica, os boiões de rebuçados.. e as minha gomas preferidas!

Na montra, bules e chaleiras alternam com cafeteiras de loiça inglesa, máquinas de balão, etc.
A Carioca comercializa os melhores Robustas de Angola, em especial o Amboím, todos os Robustas da Costa do Marfim e do Uganda; As famosas arábicas de Timor, os melhores lotes da América do Sul – Brasil, Colômbia e Costa Rica.
Todos os produtos são embalados em papel com a marca da casa, registada em 1945.

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