Minimum Maximum

Embora tendo já conhecimento da novidade, foi com algum desapontamento que verifiquei que, deste duplo cd ao vivo, nenhuma das faixas foi retirada do concerto do Coliseu de Lisboa no ano passado.
Anyway, não deixa de ser um acontecimento – até pelos aplausos, que fazem recordar o excitante concerto ao vivo – este Minimum Maximum dos pais da Pop Electrónica, que resume cerca de trinta anos da música dos Kraftwerk.
Por cerca de 21 euros, no sítio do costume!
Fica o alinhamento, bem como os locais dos registos:

Disc 1
01. The Man-Machine (Warsaw)
02. Planet Of Visions (Ljubljana)
03. Tour De France Etape 1 (Riga)
04. Chrono (Riga)
05. Tour De France Etape 2 (Riga)
06. Vitamin (Moscow)
07. Tour De France (Paris)
08. Autobahn (Berlin)
09. The Model (London)
10. Neon Lights (London)

Disc 2
01. Radioactivity (Warsaw)
02. Trans Europe Express (Budapest)
03. Metal On Metal (Budapest)
04. Numbers (San Francisco)
05. Computer World (Moscow)
06. Home Computer (Warsaw)
07. Pocket Calculator (Moscow)
08. Dentaku (Tokyo)
09. The Robots (Moscow)
10. Elektro Kardiogramm (Tallinn)
11. Aero Dynamik (Riga)
12. Music Non Stop (Moscow)

Glorious Day


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Gonna make my move
Gonna make it stay
Gonna make it last
Nevermind the past
Living for today..

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

Chapitre XV

La sixième planète était une planète dix fois plus vaste. Elle était habitée par un vieux Monsieur qui écrivait d’énormes livres.

– Tiens! Voilà un explorateur! S’écria-t-il, quand il aperçut le petit prince.
Le petit prince s’assit sur la table et souffla un peu. Il avait déjà tant voyagé!
– D’où viens-tu? Lui dit le vieux Monsieur.
– Quel est ce gros livre? Dit le petit prince. Que faites-vous ici?
– Je suis géographe – Dit le vieux Monsieur.
– Qu’est-ce un géographe?
– C’est un savant qui connaît où se trouvent les mers, les fleuves, les villes, les montagnes et les déserts.
– Ca c’est intéressant – dit le petit prince. Ca c’est enfin un véritable métier! Et il jeta un coupd’oeil autour de lui sur la planète du géographe. Il n’avait jamais vu encore une planète aussi majestueuse.

– Elle est bien belle, votre planète. Est-ce qu’il y a des océans?
– Je ne puis pas le savoir – dit le géographe.
– Ah! (Le petit prince était déçu.) Et des montagnes?
– Je ne puis pas le savoir – dit le géographe.
– Et des villes et des fleuves et des déserts?
– Je ne puis pas le savoir non plus – dit le géographe.
– Mais vous êtes géographe!
– C’est exact – dit le géographe, mais je ne suis pas explorateur. Je manque absolument d’explorateurs. Ce n’est pas le géographe qui va faire le compte des villes, des fleuves, des montagnes, des mers et des océans. La géographie est trop important pour flâner. Il ne quitte passon bureau. Mais il reçoit les explorateurs. Il les interroge, et il prend note leurs souvenirs. Et si les souvenirs de l’un d’entre eux lui paraissent intéressants, le géographe fait une enquète sur la moralité de l’explorateur.
– Pourquoi ça?
– Parce qu’un explorateur qui mentait entraînerait des catastrophes dans les livres de géographie. Et aussi un explorateur qui boirait trop.
– Pourquoi ça? fit le petit prince.
– Parce que les ivrognes voient double. Alors le géographe noterait deux montagnes, là où il n’yen a qu’un seule.
– Je connais quelqu’un, dit le petit prince, qui serait mauvais explorateur.
– C’est possible. Donc, quand la moralité de l’explorateur paraît bonne, on fait une enquète sur sa découverte.
– On va voir?
– Non. C’est trop compliqué. Mais on exige qu’il en rapporte de grosses pierres.
Le géographe soudain s’émut.
– Mais toi, tu viens de loin! Tu es explorateur! Tu vas me décrire ta planète!

Et le géographe, ayant ouvert son régistre, tailla son crayon. On note d’abord au crayon les récits des explorateurs. On attend, pour noter à l’encre, que l’explorateur ait fourni des preuves.

– Alors? interroge a le géographe.
– Oh! chez moi, dit le petit prince, ce n’est pas très intéressant, c’est tout petit. J’ai trois volcans. Deux volcans en activité, et un volcan éteint. Mais on ne sait jamais.
– On ne sait jamais, dit le géographe.
– J’ai aussi une fleur.
– Nous ne notons pas les fleurs, dit le géographe.
– Pourquoi ça! C’est pas joli!
– Parce que les fleurs sont éphémères.
– Qu’est ce que signifie: “éphémère”?
– Les géographies, dit le géographe, sont les livres les plus précieux de tous les livres. Elles ne se démodent jamais. Il est rare qu’une montagne change de place. Il est très rare qu’un océan se vide de son eau. Nous écrivons des choses éternelles.
– Mais les volcans éteints peuvent se réveiller, interrompit le petit prince. Qu’est -ce que signifie “éphémère”?
– Que les volcans soient éteints ou soient éveillés, ça revient au même pour nous autres, dit le géographe. Ce qui compte pour nous, c’est la montagne. Elle ne change pas.
– Mais qu’est-ce que signifie “éphémère”? Répéta le petit prince qui, de sa vie, n’avait renoncé à une question, une fois qu’il l’avait posée.
– Ça signifie “qui est menacé de disparition prochaine”.
– Ma fleur est menacée de disparition prochaine?
– Bien sûr!

– Ma fleur est éphémère – se dit le petit prince, et elle n’a que quatre épines pour se défendre contrele monde! Et je l’ai laissée toute seule chez moi!

Ce fut là son premier mouvement de regret. Mais il reprit courage:
– Que me conseillez-vous d’aller visiter? Demanda-t-il.
– La planète Terre, lui répondit le géographe. Elle a une bonne réputation…

Et le petit prince s’en fut, songeant à sa fleur.

Há mais de meia hora…

Há mais de meia hora
Que estou sentado à secretária
Com o único intuito
De olhar para ela.
(Estes versos estão fora do meu ritmo.
Eu também estou fora do meu ritmo.)
Tinteiro grande à frente.
Canetas com aparos novos à frente.
Mais para cá papel muito limpo.
Ao lado esquerdo um volume da “Enciclopédia Britânica”.
Ao lado direito –
Ah, ao lado direito
A faca de papel com que ontem
Não tive paciência para abrir completamente
O livro que me interessava e não lerei.

Quem pudesse sintonizar tudo isto!

Álvaro de Campos

A água do bébé

O local do banho.
Prepare, antecipadamente, um sabão neutro (os sais de banho só devem ser utilizados numa fase mais avançada), uma toalhinha ou toalhão de um turco, agradável ao toque..
É essencial escolher roupinhas macias, preferencialmente de seda.

A banheira (hidromassagem não é recomendada para o efeito), deve estar limpa e a água sensivelmente à temperatura do corpo..
Pegue no bébé (preferencialmente ao colinho) e deite-o suavemente na banheira, sem mergulhar a cabeça. Molhe primeiro a carinha (sem o sabão) e em seguida o resto do corpinho.
O braço esquerdo deve servir de apoio para a cabecinha, de modo a deixar a sua mão direita livre para lavar o bébé.
Ao passo que o bébé se sente mais à vontade, deixe-o libertar-se na água, ficando assim a mão esquerda livre para rodar o corpinho..

Ao retirá-lo da água, envolva-o no toalhão.
Deve ter um especial cuidado em secar bem as dobrinhas e o umbigo.
Em lugar do tradicional talco, utilize um óleo amaciador, à venda nas boas perfumarias. Não receie aconselhar-se com uma especialista em cosmética.
Vista o bébé com as roupinhas macias e arejadas..

E prepare-se para uma noite de contemplação!
Há coisa mais ternurenta que ver um bébé a dormir?!

The good guys are back in town

Vindo pelo Marquês, o caminho é sempre a descer.. em direcção ao rio.
Chegando aos Restauradores, há ali uma coisa do lado esquerdo que dá pelo nome de Hard Rock Cafe..
Enfia-se pela rua abaixo, vira-se à direita.. e chega-se ao Coliseu.
A cena passa-se a partir das 21:30.

Pat Metheny Group – The Way Up

Até aqui, nada de novo..
É até capaz de ser muito previsível, o concerto desta noite. Pela competência, entenda-se.. pois a magia dos concertos ao vivo reside no improviso; e este gajo é mesmo bom nisso!
Afinal de contas, é a quarta ou quinta vez que vejo este virtuoso guitarrista, que admiro há mais de vinte anos!
Mas é sempre um prazer renovado ver Pat Metheny na guitarra e Lyle Mays no piano.

Então vamos a isso..

enterrar os mortos e cuidar dos vivos


O povo, convencido que enfrentava o Dia do Juízo – instruído por alguns sacerdotes que defendiam que esta tragédia fôra um castigo de Deus – cultivava a piedade, caminhava pelas ruas empunhando cruxifixos e cuidava os moribundos que se amontoavam um pouco por toda a parte… e que pediam misericórdia.


Os trabalhos relativos à identificação dos proprietários das agora ruínas foi muito complicado, pois poucas pessoas detinham registos de propriedade.
O Marquês de Pombal, Ministro do Rei D. José, depois da firmeza demonstrada ao não hesitar enforcar os responsáveis pelas múltiplas pilhagens que se sucederam naquele caos, tratou de se rodear de homens como Manuel da Maia e Carlos Mardel – responsável, entre outras grandes obras, pelo esboço do Terreiro do Paço.


Iniciava-se a construção da Baixa Moderna, de ruas largas e dotadas de redes de esgotos.

Vício: leitura cinematográfica

O segredo da fórmula está na generosidade interessada de Frank Miller, ao emprestar a Robert Rodriguez as pranchas como guião para a melhor adaptação de uma obra de bd ao cinema, Sin City – A Cidade do Pecado!

Et pour cause, é desnecessária – indesejável até, a comparação com obras como Superman, Batman, Spiderman, Hulk..

Quem é que quer saber se as personagens têm ou não densidade?!


Alguém está interessado em deslindar – na cena inicial – porque a bela mulher é tão depressa seduzida, quão rápida e brutalmente é assassinada a sangue-frio?!




Sim, João! O amor tem um preço!

A decadência é uma inevitabilidade

Nunca se pensa que mais cedo ou mais tarde terá de acontecer!
Verdadeiramente, alimentamos a ilusão de que esse dia nunca chegará!
Mas o processo é irreversível.
E, finalmente, chega o dia em que trágica e inevitavelmente.. somos ultrapassados pelo acontecimentos!

Para mim, chegou ontem.

Ao fim de uns imberbes treze anos de vida.. O pai mai lindo passou à história:

Desculpa lá, mas o Brad Pitt é melhor que tu!

– Não é isso que está em questão! – penso eu em desespero de causa!

Mas nem vale a pena argumentar que o fulano segura na perna da senhora como de um presunto se tratasse.. ou que (em Snatch) representa o retrocesso do Darwinismo!
Ou mesmo que o ar abichanado (em Troy) não dá curriculum a ninguém!

Não há volta a dar.

Once in a lifetime..


The Dust and Ion Tails of Comet Hale-Bopp

Ao longo da nossa curta passagem, por vezes surge a rara experiência de ser trespassado por moléculas de gás ionizadas – e que comportam um brilho tão intenso, que a sua luz permanece para toda a eternidade.
Viajar na poeira cósmica trazida pelos ventos solares deve ser uma viagem e tanto..!
Não deve é dar muita saúde!

The Senior Citizen
– Do you see the comet?
– Oh, my. Yes.
Pause. Now I can die.

The Little Girl
– Do you see the comet?
– Wow. Wow. WOW!
She beams.
– You see it!?
– No.

The Family Man
– It’s been 5 minutes already, can’t you find the damn thing?
– Please be patient. I should have it shortly.
– Listen, just get any old thing and we’ll tell the kids its the comet.

The Opportunist
– That fuzzy splotch? I was hoping to see something more dramatic.
– Sorry, there is no tail visible. If you want to stay later, I’ll show some objects that you may find more visually interesting.
– Nah. I have to go.

The Little Boy
– Wow. This looks like a big gun.
– It’s a telescope. In some ways it’s more powerful than a gun. Do you see the comet?
– Yeah. Can we shoot it down?

The Business Man
– How much is that telescope worth?
– I don’t know. At least ten grand.
– Yeah? How much is the comet worth?
– It’s priceless.
– No. Really. How much?

Pause.
– How much do you have?