fruto permitido

Em 1912, Guillaume Apollinaire apelidou de Orfismo o movimento criado pelos Delaunay, como ícone da transição do Cubismo para o Abstraccionismo.

Em 1964, Sonia Delaunay foi a primeira mulher a expôr a sua obra em vida no Museu do Louvre. Morreu a 5 de Dezembro de 1979.

Sonia Terk-Delaunay est née en 1885 en Ukraine. Epouse du peintre Robert Delaunay, elle a mené avec son mari des recherches picturales s’attachant à explorer la lumière, le mouvement des couleurs, leur “contraste simultané“. Dans leurs œuvres, les formes géométriques, colorées et vives, s’agencent en compositions rythmiques annonçant l’abstraction dont ils ont été parmi les pionniers. Pour elle, ces recherches, essentiellement instinctives, s’expriment dans la peinture pure mais aussi dans le domaine des arts appliqués, la décoration, la mode, domaines qu’elle estime répondre à la même quête artistique. Elle crée des tissus et des vêtements simultanés, elle réalise des collages, des reliures, des illustrations de livres de poèmes.

poema Caractères – 1956 de Tristan Tzara,
com desenhos de
Sonia Delaunay



yl y a une blanche servitude qui s`étend sur la fuite des temps

yl y a tout au long de son impulsion la dette de sang qui s`imprègne
yl y a un nuage un seul mais il pèse plus lourd que la terre sur l`inconscience des ans
yl y a dans l`aigreur des cris stridents de lait l`aiguille d`une voix qui monte tropicale
yl y a l`infatigable couture des arbres sur le parcours envenimé
yl y a une horreur indicible sur le front de ceux qui ricanent
yl y a pour le tremblement de montagne le cerf rebondi la tête hurlante l`oiseau à fusil
yl y a la feuillede mort dans l`iris de la pluie le regard de nervure et le foin pardonné
yl y a mille têtes en un chiffre et le remords à cloche-pieds
yl y a celui qui s`embrouille dans la poupre de ses propos de fil
yl y a la laine empoissonnant la cruche vide des crânes
yl y a ceux qui dans l`eau laissent tremper leurs subtiles savonneries de mémoire
yl y a l`étonnement stupide de tous ceux qui regardent qui ne font que regarder pendant le défilé de la vie des autres

L’exposition est centrée sur la période de “l’Atelier simultané”, de 1923 à 1934, qu’elle a fondé pour créer et éditer des tissus simultanés, produire des vêtements et accessoires… Sonia Delaunay se consacre alors essentiellement à l’art vestimentaire, avec un grand succès. Si la plupart des motifs sont géométriques, elle sait en égayer la régularité de l’agencement par la sensibilité poétique de leurs formes éclatantes, lumineuses et toutes vibrantes du “chant sensuel de la couleur”.


Até 25 de Fevereiro de 2007 na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

Elogio a VPV

Biografia política de um herói português em África, tão temerário quanto irresponsável.
Da vida de Paiva Couceiro, destaques para a aventura africana enquanto líder militar durante a ocupação colonial, a defesa desastrada da Causa monárquica no 5 de Outubro de 1910 – que, de acordo com o retrato traçado por VPV, saiu pouco prestigiada -, e os episódios em que protagonizou uma outra direita que se opunha a Salazar.

Para Couceiro não havia Portugal sem Império, mais precisamente sem a colonização intensiva do Império, ou mais precisamente ainda sem a colonização intensiva de Angola. Porquê Angola? Porque, como já se disse, no plano de Couceiro, Portugal devia tornar Angola no Brasil da costa ocidental da África. Ao resto das colónias dava pouca importância e despachava numa linha. Mas não lhe parecia exagerado pensar que com bases no Atlântico ( Açores, Madeira, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde) e a imensa riqueza e a escassa população de Angola, não se pudesse fazer do Atlântico um «lago português». Esta política, ou visão, de Couceiro, punha em causa a política interna de Salazar, que não conhecia África e que, sendo um realista, se preocupava principalmente com a ordem e a estabilidade na metrópole. E punha também em causa a própria existência do regime, porque implicava (e Couceiro não o escondia) um sério esforço de armamento e uma presença militar em regiões de importância estratégica crucial e, além disso, o risco inaceitável de uma aliança com Inglaterra (uma potência democrática e, portanto, teoricamente hostil) em caso de guerra. Couceiro sabia que Portugal precisava do consentimento e do patrocínio da Inglaterra para pesar no Leste e no Sul do Atlântico e não lhe repugnava pagar o preço. Salazar não queria envolver o país num eventual (e mais do que provável) conflito europeu, em nome de uma aventura fantasiosa e mirífica.

Título:Um Herói Português – Henrique Paiva Couceiro (1861-1944)
Autor: Vasco Pulido Valente
Editora: Alêtheia Editores
Ano de Edição: 2006

Myths & Legends of King Lion

Duas décadas depois de (14-12-1986) Manuel Fernandes ter escrito mais de metade do argumento do filme Setaum, o clube do coração recebe o clube dos 5.999.999* ( sem link disponível, por razões do coração).

*Ao atingir a idade da razão, a Inês deixou de ser sócia.

Marquei quatro golos, uma sensação inesquecível, mas estou convencido que se o jogo durasse mais algum tempo…

Desconstruindo a Santa Inquisição

1. Sede do CDS-PP vandalizada
Os responsáveis pelos actos de vandalismo rasgaram os quadros, destruíram as maquetas e as esculturas e ainda pintaram as paredes exteriores com grafitis insultuosos.
Não têm suspeitos pese embora “as tintas usadas para pintar as paredes sejam de cor vermelha”. Os grafitis deixados nas paredes continham vários insultos políticos a dirigentes do partido com palavrões.

Não fique zangado, Luis, pois eles sabem o que fazem.


2. Deus nos livre dos católicos
Sabia que a deputada Ana Manso, do PSD, é “católica” e por isso a favor do aborto? Eu também não.

Não há nada como “falar claro”. Senão, leia-se o fascínio da estigmatização segundo Pedro Picoito. E havia necessidade de meter o Bosch ao barulho?

Sem culpa formada, ou As mãos de Pilatos


Na coluna de ontem do DN, Pedro Rolo Duarte fala de martírio!

Com alguma graça, a referência que não há trânsito a favor, no IC19.
Porém, não refere que o martírio significa um glorioso sinal de desenvolvimento, pelo menos na perspectiva dos responsáveis do poder autárquico e central, que nas últimas décadas deram aos Pimentas & Rendeiros e quejandos a possibilidade de construir monumentais aberrações urbanísticas como Reboleira, Amadora, Massamá, Cacém e Mercês.
Que definitivamente contribuiram para o suplício dos mártires do IC19!
Bem podem alargá-lo para 4 faixas em cada sentido que, se não revolucionarem as acessibilidades, as pessoas vão continuar a sair de casa e entrar na fila!
Continua portanto sem solução, o martírio!

Lisboa assistiu impotente à debandada da malta nova que, ao casar, se viu empurrada para a periferia! E todos os dias os vê atravessar o martírio das obras do túnel do Marquês….

E aqui chegado, PRL afirma: Ora, essa condição natural portuguesa é a mesma que por mim passa diariamente quando atravesso o martírio criado pela “invenção” do túnel do Marquês (a abertura do túnel acabará com o martírio do trânsito no eixo Amoreiras/Marquês?)

Que rotunda observação , meu caro!
O martírio da entrada em Lisboa não foi criado pela invenção do túnel. O túnel foi inventado para acabar com o martírio.
Não fôra o Torquemada-Sá Fernandes, pelo menos nesta altura já o sofrimento não seria tão grande…

“The Soul of Fado”


Tributo de Guus Slauerhoff ao universo do Fado, entendido no quadro da sua plena universalidade.
O fascínio pelo fado levou-o a visitar Lisboa por várias vezes, nos anos de 2004 e 2005.
Alfama, bairro repleto de segredos históricos, e o Museu do Fado que aí se encontra, ganharam para ele um interesse primordial.
Durante as suas estadas em Lisboa, desenhou fadistas nas casas de fado e vagueou quotidianamente por Alfama, cuja ambiência conseguiu assim encontrar mais de perto.

A arte plástica de Guus Slauerhoff quer representar aquela vivência e experiência do fado, tocando-as, explorando-as, tornando-as palpáveis e visíveis como uma nova dimensão do fado.

“Os meus quadros contam uma história. São uma espécie de ícones de esperança”, diz o artista no vídeo que acompanha a exposição. “Nunca houve um artista como eu que manifestasse desta forma este interesse pelo fado. Gosto de calcorrear as ruelas, de ouvir os intérpretes do fado vadio. Há sempre uma lua no céu, um cão que ladra, um galo a cantar.. Acho isto uma experiência muito valiosa. Eu sou fado, deambulo aqui como o fado, a minha vida é fado”.

Paralelamente às suas pinturas, Guus Slauerhoff criou objectos com materiais que “são uma espécie de atributos da vida”.

Exemplo disso são uns sapatos, que comprou por um euro na feira da ladra, e que o artista deu nova vida caligrafando neles uma letra de fado e baptizando-os de “sapatos de fado”. Porque, como confessa, “o fado possibilita-nos, enquanto seres humanos, contar a poesia intensamente profunda da vida”.

A Exposição The Soul of Fado (a alma do fado) inclui 18 pinturas, 14 desenhos, cinco esculturas e ainda trabalhos de colagem e de ensemblage.
De 16 de Novembro a 16 Janeiro de 2007, no Museu do Fado

fonte: JN

“The Soul of Fado”

Tributo de Guus Slauerhoff ao universo do Fado, entendido no quadro da sua plena universalidade.
O fascínio pelo fado levou-o a visitar Lisboa por várias vezes, nos anos de 2004 e 2005.
Alfama, bairro repleto de segredos históricos, e o Museu do Fado que aí se encontra, ganharam para ele um interesse primordial.
Durante as suas estadas em Lisboa, desenhou fadistas nas casas de fado e vagueou quotidianamente por Alfama, cuja ambiência conseguiu assim encontrar mais de perto.


A arte plástica de Guus Slauerhoff quer representar aquela vivência e experiência do fado, tocando-as, explorando-as, tornando-as palpáveis e visíveis como uma nova dimensão do fado.

“Os meus quadros contam uma história. São uma espécie de ícones de esperança”, diz o artista no vídeo que acompanha a exposição. “Nunca houve um artista como eu que manifestasse desta forma este interesse pelo fado. Gosto de calcorrear as ruelas, de ouvir os intérpretes do fado vadio. Há sempre uma lua no céu, um cão que ladra, um galo a cantar.. Acho isto uma experiência muito valiosa. Eu sou fado, deambulo aqui como o fado, a minha vida é fado”.

Paralelamente às suas pinturas, Guus Slauerhoff criou objectos com materiais que”são uma espécie de atributos da vida”.


Exemplo disso são uns sapatos, que comprou por um euro na feira da ladra, e que o artista deu nova vida caligrafando neles uma letra de fado e baptizando-os de “sapatos de fado”. Porque, como confessa, “o fado possibilita-nos, enquanto seres humanos, contar a poesia intensamente profunda da vida”.

A Exposição “The Soul of Fado” (a alma do fado) inclui 18 pinturas, 14 desenhos,. cinco esculturas e ainda trabalhos de colagem e de ensemblage. De 16 de Novembro a 16 Janeiro de 2007, no Museu do Fado

preso pelo amor

Se é sem dúvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias,
tão longe da verdade e da invenção;

o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que os outros dirão ou não dirão;

se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;

não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!

gravura de Ruth Rosengarten, poema de David Mourão-Ferreira

in utero


Através da combinação de scans de ultra-som tridimensionais, computação gráfica e micro-câmaras , a Pionner Productions realizou uma série de vídeos que permitem acompanhar o processo de desenvolvimento dos fetos de animais… e não só!

Podemos ver um minúsculo e perfeito elefante de 16 semanas – cujo período de gestação é de dois anos, um golfinho a aprender a nadar na barriga da mãe e como um feto de cachorro com apenas 63 dias possui já olfacto e audição apurados .
Passa no National Geographic Channel em Dezembro.

A Intervenção Surrealista

Espero que os meus auditores compreendam que não sou um erudito nem um filósofo, mas, sim, um longo diálogo. Outro factor também antipelagroso é o centro sobre o qual se move o perpétuo turbilhão da poesia. Não devem esperar, tão-pouco, de mim, frutos colhidos num vasto campo de investigação científica. Por felicidade minha, o tema da Poesia ganha em valor, e em interesse, conforme a experiência dos indivíduos que seriamente crêem nas suas capacidades. – Mário Cesariny, 9-Agosto-1923 / 26-Novembro-2006