Postais de Lisboa – Natal de 2005
Câmara Municipal, com o Terreiro do Paço em fundo
Árvore de Natal, no Terreiro do Paço
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Câmara Municipal, com o Terreiro do Paço em fundo
Árvore de Natal, no Terreiro do Paço
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Voltamos ao Chiado, local de paragem obrigatória para tomar uma bica, seja na mítica Brasileira, ou na Bénard – com muito mais cachet e melhor serviço, diga-se de passagem!
Uma das recordações desta zona do coração e alma da cidade, são os bons aromas; daí valer a pena falar de um pequeno estabelecimento, que é a Casa de Cafés A Carioca.
Situada entre o Chiado e o Bairro Alto – já na Rua da Misericórdia, frente à igreja dos Italianos, desde há quase 70 anos que tem sabido escolher as melhores origens do chá e do café, refinando a arte de torrar o grão e de misturar os lotes.
Quem passa à porta, dificilmente resiste à tentação de entrar, atraído pelo forte aroma do café, que apela aos sentidos.. não é, filhinha?
Na altura em que foi fundada, em 1936, estava vocacionada a servir chás, cafés e mercearias finas, para alimentar os bons vícios de uma elite aristocrática e burguesa, entretida a acompanhar à distância a guerra civil espanhola.
Era a época da Lisboa romântica e elegante, esta em que A Carioca rivalizava com A Brasileira, onde afluiam políticos, artistas, intelectuais..
Os teatros de S. Carlos, da Trindade e o Grémio Literário alimentavam então as tertúlias, sempre com as livrarias por perto; entre um café ou chá se alimentava o espírito com que se ia comentando a situação política ou as aventuras dos fidalgos.
Hoje de manhã, a caminho da Fnac do Chiado, não resisti a entrar e pedi ao sr Gonçalves que me deixasse tirar uma foto à atracção principal da loja – o velho moinho de café, da marca Hobart, em vermelho garrido, com chaminé de alumínio, junto ao qual os lotes de café são guardados em sacos de sarapilheira.
“O processo de moagem faz-se através de dois grandes discos de pedra no seu interior”, explicou-me.
O balcão de madeira, perpendicular à porta de entrada, tem atrás de si um armário com dez caixas em madeira para chá, ornamentadas com figuras chinesas em alto relevo.
Por cima, está uma balança típica, os boiões de rebuçados.. e as minha gomas preferidas!
Na montra, bules e chaleiras alternam com cafeteiras de loiça inglesa, máquinas de balão, etc.
A Carioca comercializa os melhores Robustas de Angola, em especial o Amboím, todos os Robustas da Costa do Marfim e do Uganda; As famosas arábicas de Timor, os melhores lotes da América do Sul – Brasil, Colômbia e Costa Rica.
Todos os produtos são embalados em papel com a marca da casa, registada em 1945.
Há um bar em Lisboa que faz a diferença: O British Bar!


Situado no Cais do Sodré, frente ao Tejo, tem como companheiros o antigo English Bar e o American Bar.
No século XIX, os britânicos e os portugueses que se dedicavam ao comércio marítimo, começaram a estabelecer-se nesta zona ribeirinha da cidade de Lisboa.
O Visconde Reinaldo e Basílio – personagens queirozianas, tomavam xerez na Taverna Inglesa – nome original deste bar com história, onde mais recentemente se sentava José Cardoso Pires nas suas deambulações pela cidade e onde deu uma entrevista pouco antes de morrer – se bem me recordo, a Bárbara Guimarães.


À entrada, temos duas portas estilo saloon e na montra do meio, um logotipo vermelho tem escrito British Bar.
O relógio inglês de finais do século XIX revestido de uma belíssima talha em madeira situado na parede do fundo da sala, tem dificuldade em rivalizar com a peça que está por detrás do balcão; Este famoso relógio é o que dá as horas ao contrário, pois os ponteiros funcionam no sentido da rotação da Terra.
A riquíssima madeira trabalhada da biblioteca do British Bar, onde podemos apreciar as lombadas com doseadores – obras que inspiraram alguns escritores ao longos dos anos..
A fotografia que celebra o final da Segunda Guerra Mundial, a decoração Art Nouveau que vem dos anos vinte, o balcão com o varão metálico em volta, fazem parte do espólio do único sítio em Lisboa que serve Ginger Beer à pressão, produzida a partir de uma infusão fermentada de gengibre..
São motivos mais do que suficientes para justificar uma primeira visita… pois as seguintes dispensam desculpas!!
Com a vizinhança dos bares de má fama das ruas de trás, durante muito tempo o British só deixava entrar homens, numa espécie de fronteira entre dois mundos que se completavam, pois os marinheiros começavam por beber nestes bares e só depois de atascados iam às meninas!
Por ser um bar cosmopolita, O British Bar nunca pegou muito em bebidas típicas como o eduardinho e a ginginha!
O engraxador residente, dos poucos que restam em bares e cafés da cidade, é um senhor de cabelos brancos que se confunde com a idade da napa vermelha das cadeiras.
Tem os seus os clientes habituais – normalmente empresários da zona, mas trata sempre com extremo cuidado um par de sapatos.. quando vê que merece!
É neste ambiente a dois tempos que o British Bar é para mim um local especial: de manhã, para tomar a bica e alindar os sapatos, e ao fim da tarde para uma ginger beer!
O British é um bar com swing!

Um dôce a quem conseguir fazer um boneco deste ângulo!
Na Velha Europa.. e nesta altura do ano, só mesmo Lisboa consegue ter esta luminosidade! Que dia fenomenal!


Dois.. deste ângulo!
Ena! A reposição do desenho da calçada original da Praça D. Pedro IV, mandada pôr no consulado de João Soares, ficou mesmo catita!

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Uma caixa inteira.. de marca à escolha!
O Teatro Nacional D. Maria II tem um ar mais nobre visto daqui de cima.. do que daqui!


Chega! Tantos dôces devem fazer mal!
Para quem não conheça, o telhado de grandes dimensões é daqui!
Parece que as toupeiras voltaram a sair do buraco.. ou do túnel, se preferirem!

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