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Penitência

Eu me penitencio

Grande Leão

Pela incursão

À sinagoga

Para apoiar o Glorioso

Por ti

Por mim

Pelos outros

Pelo país

E mil motivos mais

Farei uma expiação voluntária

Através da segunda circular

Passarei pelo Covil

A celebrar o segundo lugar

World Press Photo 2004

Vou começar por colocar uma foto do Alexander Hassenstein da Alemã Bongarts Sportfoto, que teve o terceiro prémio na categoria sports action.

O “artista”, Thomas Morgenstern na World Cup Skijumping, Kuusamo – Finlândia, traz-me à memória uma aventura que tive neste mesmo local há coisa de um ano, em que por mero acaso fui com um companheiro de ocasião parar a uma negra!

Pela quantidade de trambolhões que dei durante a descida – parecia que nunca mais acabava, deu para ter uma ideia do gozo que deve ser malhar a esta velocidade! A repetir…!

Poemas Inconjuntos, Alberto Caeiro

Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,

As flores florirão da mesma maneira

E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.

A realidade não precisa de mim.

«Mensagem» de Fernando Pessoa

1ª Parte – O Brasão
IV – A Coroa

NUN’ÁLVARES PEREIRA
Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando,
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.
Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o Rei Artur te deu.
‘Sperança consumada,
S. Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver!

V – O TIMBRE

A CABEÇA DO GRIFO – O INFANTE D. HENRIOUE
Em seu trono entre o brilho das esferas,
Com seu manto de noite e solidão,
Tem aos pés o mar novo e as mortas eras —
O único imperador que tem, deveras,
O globo mundo em sua mão.

UMA ASA DO GRIFO – D. JOÃO O SEGUNDO
Braços cruzados, fita além do mar.
Parece em promontório uma alta serra —
O limite da terra a dominar
O mar que possa haver além da terra.
Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e o céu.
E parece temer o mundo vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu.

A OUTRA ASA DO GRIFO – AFONSO DE ALBUQUERQUE
De pé, sobre os países conquistados
Desce os olhos cansados
De ver o mundo e a injustiça e a sorte.
Não pensa em vida ou morte,
Tão poderoso que não quer o quanto
Pode, que o querer tanto
Calcara mais do que o submisso mundo
Sob o seu passo fundo.
Três impérios do chão lhe a Sorte apanha.
Criou-os como quem desdenha.

Ainda o Compromisso Portugal

Claro que é só mais uma opinião, mas o artigo Compra-me isso: Portugal vem ao encontro daquilo que penso deveria ser a atitude perante o tema, sem qualquer espécie de pretensiosismo de verdade absoluta, antes uma reflecção honesta sobre a real situação do país enquadrada no actual contexto europeu. Temos gente capaz, pró-activa e com energia para renovar a alma portuguesa e a auto-confiança que tem andado escondida atrás da obra feita. É fulcral continuar a pensar Portugal, em português, de preferência!

Poente

Nunca sei como é que se pode achar um poente triste.

Só se é por um poente não ser uma madrugada.

Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?

Poemas Inconjuntos, Alberto Caeiro

Quando tornar a vir a Primavera

Talvez já não me encontre no mundo.

Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente

Para poder supor que ela choraria,

Vendo que perdera o seu único amigo.

Mas a Primavera nem sequer é uma cousa:

É uma maneira de dizer.

Nem mesmo a flores tornam, ou as folhas verdes.

Há outros dias suaves.

Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.


A sério…!

Medo, Muito Medo!

Na mitologia nórdica, Odin, chefe de uma tribo asiática, estabeleceu na Escandinávia o seu reino. Para administrá-lo, celebrar os rituais religiosos e predizer o futuro, Odin teria escolhido doze sábios, reunindo-os num banquete no Valhalla, morada dos deuses. Loki, o deus do fogo, apareceu sem ser convidado e armou uma grande confusão. Como invejava a beleza radiante de Balder, deus do Sol e filho de Odin, fez com que Hodur, o deus cego, o assassinasse por engano. Daí veio a crença de que 13 pessoas reunidas para um jantar só pode mesmo acabar mal.

Esta lenda é semelhante ao episódio da Ultima Ceia de Cristo.

Segundo se sabe, participaram nessa ceia sagrada os doze apóstolos e Cristo, num total de 13 pessoas. O resto da história já sabemos: o homem foi dependurado, diz-se que numa sexta-feira. E mais. Na antiga numeração hebraica, os números eram representados por letras. A letra que indicava a quantidade treze era a mesma usada para a palavra morte.

Além da justificação judaico-cristã, existem 2 outras lendas que explicam a superstição.

Uma Lenda diz que na Escandinávia existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga numa bruxa exilada no alto de uma montanha. Para se vingar, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demo – totalizando treze – para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinavia a superstição espalhou-se pela Europa.

Por mim, fico-me pelo filme (o primeiro, claro!) e prefiro acreditar que o Jason não morreu!

Isto não são evidências?!

– É preciso um Estado mais leve e que não asfixie a sociedade civil, mas que também seja mais forte e independente”
– “O novo modelo económico português tem de assentar num cidadão qualificado, num Estado forte, num enquadramento transparente e em empresas competitivas”
– ” A concorrência é indispensável ao desenvolvimento económico. Mais do que aumentar o investimento, é preciso melhorar a sua qualidade.
– “A prioridade não é proteger os centros de decisão em Portugal mas conseguir centros de interesse nacional de competência que possam criar riqueza para o país”
– “Mais do que saber o que é que o Governo pode fazer, ou se está a fazer bem ou mal, esta é a altura para os empresários e gestores provarem que são empreendedores”
– “É preciso acabar com o paradigma que Espanha é uma ameaça”
A propósito de muitos comentários publicados hoje nos diversos fóruns de opinião sobre o “Compromisso para Portugal”, quando é que deixamos de confundir oportunidades com oportunismos?
Ousar pensar.

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