Stephen Hawking desafia os deuses

Hubble publicou em 1929 uma descoberta surpreendente sobre a expansão do Universo: o valor do desvio para o vermelho de uma galáxia não é casual, mas sim directamente proporcional à distância a que a galáxia está de nós, ou seja, quanto mais longe se encontra, mais depressa se afasta. A crença num Universo estático foi tão forte até ao início do século XX, que até Einstein introduziu a chamada constante cosmológica na Teoria da Relatividade para o tornar possível.

“Não há lugar para Deus nas teorias da criação do universo.” A frase contundente aparece no novo livro do físico Stephen Hawking The Grand Design, em que o britânico defende que é provável que o universo tenha nascido do nada.

Apesar de um dia ter afirmado que a existência de um criador não era incompatível com a ciência, na sua nova obra – que é lançada na quinta-feira – o físico mais famoso da Grã-Bretanha conclui que o big bang é uma consequência inevitável das leis da física e nada mais.

“A criação espontânea é a única explicação para a existência do universo”, afirma Hawking no livro, explicando que o universo não precisou de um deus para ser criado, ao contrário daquilo em que acreditava Sir Isaac Newton, que defendia que o universo não poderia ter nascido apenas do caos.
Isto faz parte das coincidências da nossa condição planetária – um único Sol, a feliz combinação na distância entre o Sol e a Terra e a massa solar – menos notável e muito menos convincente do que a Terra foi cuidadosamente desenhada apenas para agradar aos humanos”, argumentou, citando a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbitava uma estrela além do Sol. “Por haver uma lei como a da gravidade, o universo pode e irá criar-se do nada”, acrescentou.
Para Stephen Hawking, a “criação espontânea é a razão por que há algo em vez do nada, porque o universo existe por nós existimos. Não é preciso invocar Deus para causar excitação e pôr o universo a funcionar”.
O livro The Grand Design foi co-escrito com o físico norte-americano Leonard Mlodinow e é aguardado com expectativa pela comunidade científica. Em 1988, ano em que saiu o seu best-seller Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking parecia aceitar o papel de Deus na criação do universo: “Se descobrirmos uma teoria completa, esse será o derradeiro triunfo da razão humana – e por isso devemos conhecer a mente de Deus”, escreveu na altura. Via.

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  1. In “The Grand Design” Stephen Hawking postulates that the M-theory may be the Holy Grail of physics…the Grand Unified Theory which Einstein had tried to formulate and later abandoned. It expands on quantum mechanics and string theories.

    In my e-book on comparative mysticism is a quote by Albert Einstein: “…most beautiful and profound emotion we can experience is the sensation of the mystical. It is the sower of all true science. To know that what is impenetrable to us really exists, manifesting itself as the highest wisdom and most radiant beauty – which our dull faculties can comprehend only in their primitive form – this knowledge, this feeling, is at the center of all religion.”

    Einstein’s Special Theory of Relativity is probably the best known scientific equation. I revised it to help better understand the relationship between divine Essence (Spirit), matter (mass/energy: visible/dark) and consciousness (fx raised to its greatest power). Unlike the speed of light, which is a constant, there are no exact measurements for consciousness. In this hypothetical formula, basic consciousness may be of insects, to the second power of animals and to the third power the rational mind of humans. The fourth power is suprarational consciousness of mystics, when they intuit the divine essence in perceived matter. This was a convenient analogy, but there cannot be a divine formula.

  2. I have use that more than once for reviews of “The Grand Desgin.” Replies have ranged from “that is wonderful” to “that is BS” (the latter usually atheists).

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