Comboio e Natureza – I

O Projecto Comboio e Natureza – resultado de um protocolo de colaboração entre a CP-Comboios de Portugal e a Liga para a Protecção da Natureza – visa estimular a descoberta das áreas naturais do país como espaços de turismo, bem como a adopção de comportamentos ambientalmente sustentáveis, através de percursos terrestres em combinação com o uso da bicicleta.

Existem neste momento três rotas naturais:

Da Linha do Douro ao Parque do Douro Internacional, Entre o Mar e a Terra
De comboio a caminho do Sado
Da Linha Azul às Planícies de Castro Verde

En uno de los repliegues de ese terreno se ocultan los hondos tajos, las encrespadas gargantas, los imponentes cuchillos,
los erguidos esfayaderos, bajo los cuales, allá, en lo hondo, vive y corre el Duero.

D. Miguel de Unamuno, “Las Arribes del Duero”

No Nordeste Transmontano, os passeios pedestres e de bicicleta são o ponto de partida para descobrir a fronteira natural entre Portugal e Espanha.

Na primeira etapa, parte-se de comboio desde o Porto – pela margem do Douro, onde as quintas e os solares rodeados de vinhas, são molduras vivas na paisagem – até ao Pocinho.


A
segunda etapa, de bicicleta, tem três destinos possíveis: Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.

Os caminhos pedestres serão: entre Miranda do Douro e São João das Arribas; entre o Vale da Ribeira do Mosteiro a partir de Freixo de Espada à Cinta; o último, entre a Albufeira de Santa Maria de Aguiar e Santo André das Arribas.

O Vale do Douro, com as suas arribas rochosas, é muito rico em flora e fauna. Os quatro concelhos assinalados no mapa representam 86 mil hectares e incluem nos seus limites 44 povoações, num total aproximado de 30 mil habitantes.

A actividade agrária constitui a parte em que o homem participa – com os amendoais, os olivais, as vinhas e as searas – no desenho da paisagem.
O património cultural é ainda enriquecido com o artesanato e o dialecto mirandês.

Da comunidade de aves , têm aqui o seu habitat: a cegonha preta, o grifo, a águia-real, o milhafre-real e o abutre do Egipto; Alimentam-se nos campos de cereal, nos lameiros, nos soutos, nos carvalhais, nas vinhas e nos bosques de azinheira, em duas unidades ecológicas distintas: as arribas e as planícies.

As caminhadas – calmas, como convém – requerem apenas um par de botas e uma bicicleta apropriadas.
Acessórios como binóculos e/ou máquina fotográfica são essenciais, também.

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