Arquivo de Abril, 2005

Central Lisbon before the earthquake


Posted by Hello Clique (mesmo) na imagem para ampliar

A centro, a Praça do Palácio Real e a Catedral.
Na esquerda, o Palácio Real e Torre do Relógio.
Ao fundo à direita, o Castelo e o Convento da Graça.

Belíssimo, este painel de azulejo do início do século XVIII, sobre a Baixa antes do Terramoto.
Adorava entrar numa máquina do tempo com a minha Nikon e captar a atmosfera da Lisboa de outras eras.

Anúncios

Mensagem – Parte I


Posted by Hello Clique na imagem para ampliar (a bem da Nação)

A Ambição já dobrou Tormentas!

Façam deles o Cabo da nossa Esperança!

RUMO À FINAL!

Noite de Abril


Posted by Hello

Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.

Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.

Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera

Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I

Father, forgive them, for they know not what they do!

Este senhor e este senhor colocaram nos seus blogs ligações para aqui.

Eu sei que não foi por mal!

Como já tive oportunidade de comentar no Blasfémias, uma lista de links deve reflectir escolhas pessoais.
Fazer copy-paste de uma lista.. just for fun?!

R.. Evoluções

Em Novembro de 2001, Eduardo, aluno salesiano de catorze anos de idade, realizava o sonho de muitos portugueses: uma aventura em África.
Seria uma viagem sem regresso.

Angola, a quem João Paulo II havia dito em 1992 “Nunca mais serás chamada a Desamparada”, continuava em guerra.
As Forças Armadas Angolanas estavam a poucos meses de liquidar Savimbi.

A Grande Reportagem desta semana publica um trabalho de Felícia Cabrita, com os detalhes da operação conduzida pelo coronel “Regresso”, então oficial da Unita e agora integrado nas FAA, incumbido da missão de espalhar o terror em Luanda.

Eduardo, o pai e mais duas dúzias de pessoas foram mortos – alguns à catanada, esse sofisticado exercício da arte da guerra, muito comum na África que deixámos como herança às futuras gerações.
Estávamos então muito entretidos com a nossa Revolução para termos sequer a mínima noção do que deixávamos para trás!

“São coisas da guerra”, diz o coronel responsável pela matança.

Coisas da guerra?!

Só muitos meses mais tarde, após inúmeras mentiras e corpos trocados, a mãe de Eduardo pôde finalmente retomar as conversas com o filho, depois de muitas orações na campa errada.

O coronel Regresso não pode responder por estes crimes, graças à amnistia para os crimes de guerra acordada entre o governo angolano e a Unita.

Na nossa democracia responderia, certamente.

Mas as democracias africanas que decorrem da nossa trilham caminhos diferentes…



“Vengeance is a lazy form of grief”

No filme A Intérprete, a sul-africana Silvia Broome( Nicole Kidman), cuja família foi morta acidentalmente, é intérprete na ONU.
A dada altura, tem um curioso diálogo com o agente do FBI encarregue de investigar uma conversa que ela diz ter ouvido sobre os planos para assassinar um ditator de um país africano, em plena Assembleia das Nações Unidas.

Quando alguém mata um familiar teu e é capturado, é atado e atirado ao rio; a família decide se o deixa afogar-se ou salvá-lo. Se o deixar afogar, a vingança consuma-se mas o luto permanece; se o salvar, a família liberta-se do desgosto.

Eu não levaria os Regressos, os Eduardos dos Santos e os Ninos Vieiras para o Campo Pequeno.
Mas levá-los-ia a um passeio pelo Rio Tejo!

Eu sei que sou um grande ranhoso, mas…

Arte Rupestre do Vale do Côa



Penascosa, Rocha 1

Anúncios
%d bloggers like this: