Arquivo de 4 de Março, 2005

Vá lá um tipo ser santo numa freguesia destas!

Em Lisboa, um sacerdote do Seminário da Luz publicou um anúncio, participando a a sua recusa em dar a comunhão aos fiéis que usam contraceptivos, recorrem à reprodução assistida ou aceitam a actual lei sobre o aborto.

O sacerdote justifica a publicação do anúncio com a «impossibilidade de contactar pessoalmente as pessoas envolvidas». Por isso, optou por dar conhecimento público de que «está impedido de dar a sagrada comunhão eucarística a todos aqueles católicos que manifestamente têm perseverado em advogar, contribuir para, ou promover a morte de seres humanos inocentes».

No futuro, o padre do Seminário da Luz deverá passar a celebrar a eucaristia acompanhado de um magistrado e um médico, ambos credenciados pelo Patriarcado.

Em Vila Nova de Cafeteira vivia um homem que era temido pelos restantes habitantes, principalmente quando bebia; ficava agressivo, embirrava com toda a gente e sempre que passava frente à Igreja, insultava São Sebastião.
O padre, preocupado com o seu rebanho, tentava aconselhá-lo, dizendo-lhe ainda que São Sebastião poderia um dia castigá-lo. O homem não queria saber da conversa do padre.
Um dia, foi encontrado morto em frente à igreja.
Quem teria a audácia, a coragem e a frieza de assassinar um homem tão temido, logo naquele local? Os habitantes concluíram que só São Sebastião poderia ter cometido tal acto.
Em assembleia popular, o Santo foi acusado, julgado e condenado a cinco anos de prisão.
Durante o período de cumprimento da pena, São Sebastião só saía para as procissões, escoltado pelas autoridades. Ao fim de cinco anos voltou para a igreja.

Hoje, São Sebastião é assistente social; anda de porta em porta a distribuir contraceptivos, bem como material informativo, fornecido pela Secção de Planeamento Familiar do Centro de Saúde de Vila Nova de Cafeteira.

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