Arquivo de 28 de Novembro, 2004

boas acções!

Ao domingo, como habitualmente, é dia de pagar o dízimo..

A esta boa acção, hoje consegui juntar uma segunda, quando vi um cavalheiro com uma pilha de livros que mal conseguia segurar; abordei-o e disse: “O amigo vai deslocar hoje essa montanha?”, ao que ele, meio surpreso, retorquiu: ” há algum impedimento?”.

Sorri, e disse-lhe para não me interpretar mal, mas que faria melhor negócio se voltasse depois de amanhã dia 30, que é o dia do aderente, onde podia comprar todos aqueles livros com 10% de desconto…

Sorriu e disse: “sabe que já me tinha livrado de outros tantos? Vou imediatamente rever a minha lista de compras de natal e seguir a sua sugestão, obrigado!”.

Porque aquela voz me era familiar da rádio, e sei que ele escreve num blog, era engraçado que ele lesse este post… quem sabe!

De seguida, dei com o livro do Barnabé!

Folheei-o e lembrei-me imediatamente de O Meu Pipi.. oferecido por uma amiga – 8ª edição!!!

Não recomendo nenhum dos dois..

Um milhão de vezes o 1º Ano de Inimigo Público..

A metade do preço, e muito mais divertido que os anteriores!

Agora, vou corrigir um erro de avaliação.. já volto!

era para ser um comentário..

mas, uma vez que não consegui comentar esta posta da Grande Loja.. presumo que por dificuldades técnicas.. cá vai:

Nós precisamos é de Iluminar o natal às pessoas, sim senhor!

Até porque quem pagou a arvorezinha foi um banco e um canal de televisão privados..

Ainda que seja a edilidade a pagar a factura à EDP(!), é com o dinheiro dos munícipes.. lisboetas!

Do que nós não precisamos é da demagogia de afirmar que todo aquele desperdício daria para iluminar o natal às pessoas de vila nova da cafeteira..

Do que nós precisamos é que os caciques locais se mexam!



Boas Festas!

Winston Churchill – II

Graças à notoriedade adquirida enquanto correspondente de guerra do Morning Post na Guerra dos Bóeres – África do Sul, Winston Churchill tornou-se deputado pelo Partido Conservador, em 1900.

Após mudar para o Partido Liberal, quatro anos mais tarde, chegou a Secretário de Estado e mais tarde a Ministro. Em 1911, tornou-se Primeiro Lorde do Almirantado.

Sobre o receio das provocadoras intenções dos Alemães em atacarem a Armada Britânica, escreveu um dia, num misto de ingenuidade e esperança nos homens:

“Parecem tão cautelosas e correctas, aquelas palavras mortíferas. Vozes suaves, a murmurar frases urbanas, graves e ponderadas, com precisão, em grandes salões pacíficos.

Mas essa mesma Alemanha já abriu fogo com os seus canhões e já derrubou países com menos pré-aviso.

Por isso, agora, os telégrafos do Almirantado sussurram através do éter aos mastros altos dos navios, e os comandantes percorrem para trás e para diante o convés dos seus navios, absortos nos seus pensamentos.

Não é nada. É menos que nada. É demasiado absurdo, demasiado fantástico pensar-se tal no século XX.

Ou será fogo e morte a irromperem na escuridão e a saltarem-nos ao pescoço, serão torpedos a rasgar o ventre de navios meio-adormecidos, uma alvorada para uma supremacia naval que já não existe e para uma ilha, até agora bem guardada, finalmente indefesa?

Não, não é nada. Ninguém faria tais coisas. A civilização já superou tais perigos. A interdependência das nações ao nível das relações e trocas comerciais, o sentido do direito público, a Convenção de Haia. Os princípios Liberais, o Partido Trabalhista, a alta finança, a caridade cristã, o bom senso tornaram impossíveis tais pesadelos.

Têm mesmo a certeza? Seria uma pena enganarmo-nos. Um erro desses só poderia ser cometido uma vez – de uma vez por todas.”



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