Rossio, foi devolvida aos lisboetas e a todos quantos nos visitam. O "coração" de Lisboa bate de novo.

A mais importante praça de Lisboa está de cara lavada desde Novembro. Depois de uma intervenção estrutural de grande importância, a Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio, foi devolvida aos lisboetas e a todos quantos nos visitam. O “coração” de Lisboa bate de novo. Como novo…

Lisboa está cada vez mais bonita. A mais importante praça da capital portuguesa está desde o passado mês de Novembro de cara lavada, depois de um complexo conjunto de obras que a “fecharam” ao mundo durante longos anos. Agora, com a velha estátua do monarca D. Pedro IV completamente recuperada, com os novos chafarizes, com a calçada portuguesa que lhe deu uma nova alma e com a recuperada fachada do Teatro Nacional D. Maria II, o Rossio vive de novo, confirmando a sua vocação cosmopolita de grande praça virada para o mundo.

As obras realizadas abrangeram não só a Praça D. Pedro IV como a área envolvente, nomeadamente Largos do Cadaval e Regedor, Praça D. João da Câmara, ruas Barros Queirós, Antão de Almada e da Betesga e Travessa Nova de São Domingos.

Além da limpeza da estátua de D. Pedro IV e das duas fontes, toda a área circundante aos monumentos foi revestida a calçada com padrão “Mar Largo”, local onde agora estão instalados seis bancos de pedra e cinco novos quiosques, dois de jornais e três destinados a floristas.

A partir de agora, com a praça aberta à vista de todos, é possível voltar a “viver” Lisboa na sua plenitude, aproveitando a magia das esplanadas que o Rossio oferece, cafés que têm história e “estórias” para contar.

«Mensagem» de Fernando Pessoa

Primeira parte – O Brasão
I- Os Campos

PRIMEIRO – O DOS CASTELOS
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.

SEGUNDO – O DAS QUINAS
Os Deuses vendem quando dão.
Comprar-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!
Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar.
Foi com desgraça e com vileza
Que Deus ao Cristo definiu:
Assim o opôs à Natureza
E Filho o ungiu.