O que é que se está a passar?
Apesar da excelente promoção, os Bloscares serão para levar a sério?
What is the point?
Apesar da excelente promoção, os Bloscares serão para levar a sério?
What is the point?

Li ontem um artigo no DN, que cita Mário Soares:
«A estratégia de Bush para combater o terrorismo está errada», acusou, como o «provam os dois campos de treino de terroristas que são hoje o Afeganistão e o Iraque».
– Pois! Antes do Bush ser presidente não havia terroristas!!
E voltou a defender que «a força militar é necessária, mas não é suficiente. Não é com bombas que vamos impor a democracia».
A via que defende, já muito criticada mas que reiterou, passa por canais de diálogo com a Al-Qaeda.
E lembrou que os próprios americanos começaram por bombardear Kadhafi para depois negociar com ele. E que também Blair admite este caminho.
Mas, desta vez, Soares esclareceu o que entende por negociar: «Não é sentarem-se todos em volta de uma mesa. Começa por conhecer o adversário». Ou seja, «investigar as ligações da Al-Qaeda ao submundo do crime e encontrar pessoas que saibam o que eles querem fazer». Dessa forma «podemos saber muita coisa sobre o que temos pela frente». Quanto a negociar «não sabemos ainda com quem, como, quando». Mas «temos de fazer uma aproximação» para estarmos preparados.
E esta via é possível porque «os terroristas não são marcianos, são seres humanos como todos nós, não são desprovidos de racionalidade, estão organizados, não são miseráveis, estão armados, vivem bem, muitos foram formados em universidades norte-americanas».
Bom! Aqui é que que eu começo a desconfiar da sanidade mental do homem.!
Então, a seguir ao 11 de Setembro e ao 11 de Março, além de pôr a funcionar os mecanismos da democracia e sujeitar os responsáveis pelos atentados à justiça internacional, vamos adoptar a postura sociológica de tentar compreender as motivações deles – e talvez concluir que os líderes dessas organizações tiveram uma infância difícil?
Perguntar-lhes: Eh! pá?, mas porque é que vocês fazem essas coisas?!
Haverá alguém que possua o nível de informação que os americanos têm sobre os terroristas?
Não! E no entanto, foi o que o mundo inteiro viu!
Depois de vermos imagens como as que foram mostradas sobre Madrid, o que há a estudar sobre eles?Conhecer o adversário?
Vamos escalavrar essa corja ou antes extirpá-los?

Nos próximos cinco dias.. e quatro noites!! ;0)

Código Penal – artigos relevantes
ARTIGO 142º
Interrupção da gravidez não punível
1. Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de doença grave ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio mais adequado de acordo com as legis artis excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual (quem é que inventou este termo??!!) e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez; ou
d) Houver sérios indícios de que a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez.
2. A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.
3. O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.
4. Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.
2º Parte – Mar Português
POSSESSIO MARIS
V – EPITÁFIO DE BARTOLOMEU DIAS
Jaz aqui, na pequena praia extrema,
O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro,
O mar é o mesmo: Já ninguém o tema!
Atlas, mostra alto o mundo no seu ombro.
VI – OS COLOMBOS
Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.
Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.
VII – OCIDENTE
Com duas mãos – o Acto e o Destino –
Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu
Uma ergue o facho trémulo e divino
E a outra afasta o véu.
Fosse a hora que haver ou a que havia
A mão que ao Ocidente o véu rasgou,
Foi alma a Ciência e corpo a Ousadia
DA mão que desvendou.
Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal
A mão que ergueu o facho que luziu,
Foi Deus a alma e o corpo Portugal
Da mão que o conduziu.
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

Uma vez que parece ( não sou eu que digo) que se está a instalar uma psicose relativamente ao fenómeno terrorismo, e, mais concretamente em relação ao Euro 2004, proponho:
Operação – aquisição de bilhetes para os jogos da Selecção Nacional (meias-finais e final incluídas).
Base de licitação – 70% do valor facial.
Mínimo: dois bilhetes por jogo.
Para evitar os especuladores, aviso que o valor de oferta será sujeito a uma depreciação de 5% por mês

Início do século XXIII.
Algures num dos três níveis de acesso da Cidade de Nova Iorque, há uma mulher com cabelo azul que chora lágrimas azuis.
O nome dela é Jill Bioskop. Ela ainda não sabe, mas Horus, o deus cabeça de falcão do Antigo Egipto, viajou por metade do universo para a conhecer.
Horus foi condenado à morte pelos seus semelhantes . Tem somente sete dias para encontrar Jill no labirinto da cidade e tentar seduzi-la.
Mas, para isso, precisa assumir a forma humana. Será Alcide Nicopol, um prisioneiro político que foi criogenisado trinta anos antes porque sabia demasiado sobre o Apartheid em Nova Iorque.
Entretanto, a pirâmide dos deuses voa sobre Manhattan, aliens fazem planos secretos no topo de um arranha-céus e um assassino em série não-humano passeia nas ruas do Nível 1.
Acontecimento:
Henki Bilal imortalizado em cinema!
Projectado ontem no Festival Internacional do Cinema Fantástico de Bruxelas.
Conta com a presença da menina Linda Hardy, Miss França em 1992(!)
O mais certo é ter de aguardar pela edição em dvd, porque em cinema…!
Artigos interessantes de Ruy Teixeira:
Emerging Democrats aqui e What Is to Be Done (on Jobs)? aqui!
¡Ave rosas, estrellas solemnes!
Rosas, rosas, joyas vivas de infinito;
bocas, senos y almas vagas perfumadas;
llantos, ¡besos!, granos, polen de la luna;
dulces lotos de las almas estancadas;
¡ave rosas, estrellas solemnes!
Amigas de poetas
y de mi corazón,
¡ave rosas, estrellas
de luminosa Sión!
Panidas, sí, Panidas;
el trágico Rubén
así llamó en sus versos
al lánguido Verlaine,
que era rosa sangrienta
y amarilla a la vez.
Dejad que así os llame,
Panidas, sí, Panidas,
esencias de un Edén,
de labios danzarines,
de senos de mujer.
Vosotras junto al mármol
la sangre sois de él,
pero si fueseis olores
del vergel
en que los faunos moran,
tenéis en vuestro ser
una esencia divina:
María de Nazaret,
que esconde en vuestros pechos
blancura de su miel;
flor única y divina,
flor de Dios y Luzbel.
Flor eterna. Conjuro al suspiro.
Flor grandiosa, divina, enervante,
flor de fauno y de virgen cristiana,
flor de Venus furiosa y tonante,
flor mariana celeste y sedante,
flor que es vida y azul fontana
del amor juvenil y arrogante
que en su cáliz sus ansias aclara.
¡Qué sería la vida sin rosas!
Una senda sin ritmo ni sangre,
un abismo sin noche ni día.
Ellas prestan al alma sus alas,
que sin ellas el alma moría,
sin estrellas, sin fe, sin las claras
ilusiones que el alma quería.
Ellas son refugio de muchos corazones
ellas son estrellas que sienten el amor,
ellas son silencios que lentos escaparon
del eterno poeta nocturno y soñador,
y con aire y con cielo y con luz se formaron,
por eso todas ellas al nacer imitaron
el color y la forma de nuestro corazón.
Ellas son las mujeres entre todas las flores,
tibios sancta sanctorum de la eterna poesía,
neáporis grandiosas de todo pensamiento,
copones de perfume que azul se bebe el viento,
cromáticos enjambres, perlas del sentimiento,
adornos de las liras, poetas sin acento.
Amantes olorosas de dulces ruiseñores.
Madres de todo lo bello,
sois eternas, magníficas, tristes
como tardes calladas de octubre,
que al morir, melancólicas, vagas,
una noche de otoño las cubre,
porque al ser como sois la poesía
estáis llenas de otoño, de tardes,
de pesares, de melancolía,
de tristezas, de amores fatales,
de crepúsculo gris de agonía,
que sois tristes, al ser la poesía
que es un agua de vuestros rosales.
Santas rosas divinas y varias,
esperanzas, anhelos, pasión,
deposito en vosotras, amigas;
dadme un cáliz vacío, ya muerto,
que en su fondo, mustiado y desierto,
volcaré mi fatal corazón.
¡Ave rosas, estrellas solemnes!
Llenas rosas de gracia y amor,
todo el cielo y la tierra son vuestros
y benditos serán los maestros
que proclamen la voz de tu flor.
Y bendito será el bello fruto
de tu bello evangelio solemne,
y bendito tu aroma perenne,
y bendito tu pálido albor.
Solitarias, divinas y graves,
sollozad, pues sois flores de amor,
sollozad por los niños que os cortan,
sollozad por ser alma y ser flor,
sollozad por los malos poetas
que no os pueden cantar con dolor,
sollozad por la luna que os ama,
sollozad por tanto corazón
como en sombra os escucha callado,
y también sollozad por mi amor.
¡Ay!, incensarios carnales del alma,
chopinescas romanzas de olor,
sollozad por mis besos ocultos
que mi boca a vosotras os dio.
Sollozad por la niebla de tumba
donde sangra mi gran corazón,
y en mi hora de estrella apagada,
que mis ojos se cierren al sol,
sed mi blanco y severo sudario,
chopinescas romanzas de olor.
Ocultadme en un valle tranquilo,
y esperando mi resurrección,
id sorbiendo con vuestras raíces
la amargura de mi corazón.
Rosas, rosas divinas y bellas,
sollozad, pues sois flores de amor.
Federico García Lorca
