da homossexualidade e das crianças

Miguel Sousa Tavares, num artigo do Público sobre recentes declarações de Luís Vilas Boas, em relação à possibilidade de adopção de crianças por parte de homossexuais, argumentou que é melhor as crianças serem educadas por uma mãe e por um pai..

O argumento deriva do princípio de que, se uma prática é “natural”, ou seja, se é válida para animais que não vivem em cativeiro, então é moralmente aceitável (!).

A posição contra a adopção de criancas por parte dos homossexuais advém de que, se uma prática não é natural, então não é moralmente aceitável.

Perplexidade: como definimos a “orientação moral” e a “naturalidade” na escala de valores, mais, como construímos a escala de valores?

Pela maioria que foi educada por pai e mãe?

Pelos que avaliam a estabilidade emocional dos “pais” homossexuais?

Quantos pais heterossexuais emocionalmente instáveis são avaliados para sabermos se têm condições para educar as suas crianças?

Era capaz de resultar interessante um levantamento sobre isto.

Perplexidade: uma criança pode começar a sentir-se atraída por pessoas do mesmo sexo por ter sido educada por homossexuais?

Não tenho uma posição definitiva sobre o assunto, mas, de todo o modo, há sempre a teoria das probabilidades!

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