da ECM

Este fim-de-semana, trouxe o Jack DeJohnette – Selected Recordings.

Mais do mesmo, ou seja, é tudo para trazer, ouvir e guardar.

É bastante difícil ter de optar; com a qualidade da série :Rarum, dá vontade de meter 3 ou 4 de cada vez debaixo do braço e vir a correr para casa.

Uma amostra representativa do universo de que falo:



Com a participação de:

Jack DeJohnette, bateria e piano / John Abercrombie, guitarra

Lester Bowie, trompete / Dave Holland, baixo / Keith Jarrett, piano

John Surman, saxofone barítono…

A minha faixa favorita é Silver Hollow, com DeJohnette, Abercrombie, Bowie e Eddie Gomez.

Outras escolhas obrigatórias, para mim:



Com a participação de:

Joe Lovano / Paul Motian / Jan Garbarek / Lee Konitz / Dave Holland / John Surman



Com a participação de:

John Abercrombie / Jack DeJohnette / Steve Coleman / Cassandra Wilson

Kevin Eubanks / Chris Potter / Anthony Braxton

Outras obras indispensáveis:

Isto é uma maravilha!

Aula de Amor

Mas, menina, vai com calma
Mais sedução nesse grasne:
Carnalmente eu amo a alma
E com alma eu amo a carne.

Faminto, me queria eu cheio
Não morra o cio com pudor
Amo virtude com traseiro
E no traseiro virtude pôr.

Muita menina sentiu perigo
Desde que o deus no cisne entrou
Foi com gosto ela ao castigo:
O canto do cisne ele não perdoou

Poema de Bertolt Brecht, gravura de Pablo Picasso

Nevermind



Passam dez anos sobre a morte de Kurt Cobain.

Nevermind. The music remains!

Poema destinado a haver domingo

Bastam-me as cinco pontas de uma estrela

E a cor dum navio em movimento

E como ave, ficar parada a vê-la

E como flor, qualquer odor no vento.

Basta-me a lua ter aqui deixado

Um luminoso fio de cabelo

Para levar o céu todo enrolado

Na discreta ambição do meu novelo.

Só há espigas a crescer comigo

Numa seara para passear a pé

Esta distância achada pelo trigo

Que me dá só o pão daquilo que é.

Deixem ao dia a cama de um domingo

Para deitar um lírio que lhe sobre.

E a tarde cor-de-rosa de um flamingo

Seja o tecto da casa que me cobre

Baste o que o tempo traz na sua anilha

Como uma rosa traz Abril no seio.

E que o mar dê o fruto duma ilha

Onde o Amor por fim tenha recreio.

Natália Correia

Poesia Completa

Publicações Dom Quixote,1999

Neste momento está a passar na 2 a série “Charlie Brown”!

Não há uma lei que proíba a dobragem disto?!

Neste momento está a passar na 2 a série “Charlie Brown”!

Não há uma lei que proíba a dobragem disto?!

O «sistema» é o povo, estúpido!

Sobre a Convenção da Nova Democracia, a notícia do Jornal Digital reflete o deserto de ideias de um movimento que nasce com os vícios dos velhos partidos da nossa jovem democracia.

Quando surge um força política que pretende ocupar o espaço de centro-direita (como o BE tem feito, e bem, no pólo oposto), deve afirmar-se descomplexadamente, dizendo claramente às pessoas que são de direita. Mas falta-lhes identidade.

Ao contrário do CDS-PP, rico em personalidades com ideias próprias sobre o papel que a direita democrática deve desempenhar no nosso sitema partidário, a liderança da Nova Democracia é acéfala.

A comparação à extrema-direita francesa feita pelo professor Marcelo faz sentido, porque não há mais à direita que eles em Portugal, e isso só por si não teria mal nenhum. O problema é que eles vêm isso como um ataque, e ainda conseguem fulanizar a questão, dizendo que é um ataque ao líder.

Manuel Monteiro tem a pretensão de assumir uma importância que de facto não tem.

A desconstrução que pretende fazer da actuação do actual governo, com o objectivo claro de atingir o PP, é confrangedora.

Manuel Monteiro definiu como meta do PND a governação do país, embora reconhecendo que «o sistema» fará tudo para que isso não aconteça.

La Ballade…

Procuro..

uma ilha chamada..