Castidade

Tarde de chuva / É a península inteira a chorar / Entro numa igreja fria como um círio cintilante /
Sentada, imóvel / Fumando em frente ao altar / Silhueta, o esboço, a esfinge de um anjo fumegante /
Há em mim um profano desejo a crescer / Sinto a língua morta, o latim vai mudar /
Os santos no altar devem tentar compreender / O que ela faz aqui fumando… / Estará a meditar? /
Atirem-me água benta / Por ela assalto a caixa de esmolas / Com ela eu desço ao inferno de Dante / Atirem-me água benta / Por parecer latina, calculo que o nome dela é Maria / É casta, eu sei /
Se é virgem ou não, depende da vossa fantasia.
Rui Reininho, 1988

    • A Fada
    • 21 de Outubro, 2005

    A tentação passa-nos tanta vez á frente, que acabamos por não lhe resistir.

  1. sequestrei esta foto do teu blog…
    gostei muito do teu cantinho!
    qdo desejar apareça no “Bela Ju” e
    deixe seu comentário, para q eu saiba
    q esteve por lá…
    abraços,
    Julia

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