Ballet Gulbenkian


Cartoonista – Rui Pimentel

O destaque da crónica de Eduardo Prado Coelho de hoje no Público diz assim:
Que bom era que os portugueses boicotassem o Jazz da Gulbenkian.

Sanguíneo, pensei: este gajo é adiantado mental ou quê?
Afinal, parece que a afirmação não é dele, mas de um seu amigo?!
Pretende EPC com este relato ilustrar a mágoa que a extinção do Ballet Gulbenkian provocou nas pessoas.
Acredito que sim, mas unicamente por simpatia.

Gosto muito de ballet; apesar de ter visto alguns espectáculos de dança contemporânea, sempre me interessei mais pela Companhia Nacional de Bailado e pela escola russa.
Nunca senti – nem no círculo de amigos, nem sequer na imprensa – grande exaltação ou divulgação desta respeitável Companhia, que, justiça seja feita, além de pioneira, foi ao longo de muitos anos praticamente o único veículo de promoção do ballet contemporâneo em Portugal. Adquiriu meritoriamente o prestígio internacional e o estatuto de património cultural português.

Não conheço os contornos da decisão da Administração, mas acusar Rui Vilar – que pariu a Culturgest – de economicista, além de excessivo, é injusto.

Que diabo: alguma vez tivemos uma Orquestra Sinfónica digna desse nome? Alguma Ópera?
O que a Fundação faz pela cultura no nosso país devia fazer os sucessivos governos corarem de vergonha.

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