25 de Abril, sempre… desde que dê para ir à praia!

Por acaso, hoje não esteve mau. A partir das 3 chegou o vento e então ficou desagradável; Entretanto, deu para ler no Editorial do Dn:
Para honrar a memória basta acabar com a maldição do último capítulo. E isso não se consegue considerando um escândalo fascista a moda de evocar Salazar, nem vendo como essencial à democracia o tradicional desfile pela Avenida da Liberdade. Basta acabar com a desorganização na educação e fazer com que os professores concluam os programas curriculares e ensinem aos alunos a história recente do País. Essa devia ser a maior herança do 25 de Abril.

Pois. Não sei que história lhe contaram, mas pelos vistos o Libertário não percebeu que desde o início da década de setenta se sabia que a ditadura cairia de madura e que o fim do isolamento estava próximo
Se o MFA fosse composto por gente mais culta, mais viajada, em lugar de ter simplesmente fechado a porta do Regime sem abrir convenientemente a da Democracia, sem estimular a necessária abertura de horizontes que atenuasse os desvarios de que fomos vítimas, pelo menos até à entrada para a UE…
Não seria Portugal mais competitivo se entretanto não tivesse havido nacionalizações? Não seríamos melhor qualificados se as sucessivas Reformas não tivessem acabado com o ensino politécnico, ao invés de termos uma enormidade de recém-licenciados no desemprego?
Percebe o que é um facto histórico? Mas se quiser continuar agarrado aos dogmas, be my guest.

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