Hércules e Ônfale, de François Lemoyne
Entre o mito e a saga heróica, Hércules, o deus protector dos homens e guardião das cidades, de regresso a Tebas após ter realizado os Doze Trabalhos, teve um acesso de loucura e matou Iphitus.
Procurou então o perdão do deus grego Hermes, que o condenou a três anos de servidão à rainha Ônfale, de quem se tornou amante.

A humilhação de Hércules ao serviço de Ônfale, simboliza nesta obra de Lemoyne (1688-1737) o domínio da mulher – grandemente ilustrado no final do Período Barroco – , é visível pela troca de adornos: o semideus, coberto por um drapeau de motivos dourados, executa uma tarefa feminina, segurando um fuso e uma roca, enquanto a rainha se cobre com uma pele de leão.
O pôr-do-sol em fundo deixa antever a noite de amor que se aproxima.

Enrolada na pele de leão de Hércules, Ônfale tem o peito descoberto, deixando visível a tonalidade clara da sua pele, em contraste com o tom bronzeado do amante.

Com o cabelo solto sobre o peito, Ônfale inclina-se num suave abraço a Hércules, cujo rosto, na penumbra, deixa mais visíveis os seus atributos físicos.









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