A Bandeira não é um produto do marketing!


[…] Ela é tão nossa já, a guiar-nos os passos…

De tal forma diz Pátria, essa bandeira bela,

Que ou esta Pátria vive erguendo-a bem nos braços

Ou esta Pátria morre amortalhada nela!

Bernardo Passos

A Bandeira Nacional não é um cachecol onde é permitido todo o tipo de inscrições!

A Bandeira Nacional é o símbolo da República!

É lamentável que, a coberto da euforia em torno da Bandeira Nacional, exista tão mesquinho aproveitamento e manipulação do seu simbolismo, que haja quem queira fazer deste país uma república das bananas!

A memória do povo é curta!

O Felipão está quase assegurado até 2006!

Onde é que estão as vozes dissonantes?!

Pois é!

Por causa disto corremos o risco de perder com a Holanda!!

Resisti à tentação enquanto pude:

1. É extraordinário como a possibilidade de o Primeiro Ministro português vir ocupar a cadeira de Presidente da Comisão Europeia nos próximos cinco anos tem sido relegada para segundo plano.

2. É pouco menos que surrealista a onda de contestação que se gerou face à hipótese de Pedro Santana Lopes vir a substituir o Primeiro Ministro – PSL já se pronunciou sobre o assunto?

Será que o homem que serve na Câmara de Lisboa, com um orçamento superior ao de vários ministérios, se sujeitaria a ser alvo de tanta contestação, antes sequer de tomar posse? Não creio. PSL é ambicioso, mas não é estúpido!

3. Ao contrário do que diz Abrupto, parece-me que os portugueses estão muito bem informados sobre tudo; muita tem gente tem opinião formada sobre o assunto – ainda não se sabe o que vai acontecer, mas já se sabe o que não vai acontecer..

M`espanto com a miríade de constitucionalistas encartados que existem neste país!

4. Seja quem fôr O Escolhido, a oposição vai ter de o engolir, uma vez que a actual oposição não tem credibilidade.. e além disso, o Presidente é uma pessoa sensata!

5. Verdadeiro milagre, a manifestação espontânea de ontem em Belém; Inicia-se uma nova forma de intervenção política – o telemóvel.

6. Os unanimismos são pouco saudáveis, mesmo na nossa democracia.

7. A frase “melhores dias virão” não se aplica… porque tem estado um tempo fantástico!

The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had..!

All around me are familiar faces

Worn out places

Worn out faces

Bright and early for the daily races

Going no where

Going no where

Their tears are filling up their glasses

No expression

No expression

Hide my head I wanna drown my sorrow

No tomorrow

No tomorrow

And I find it kind of funny

I find it kind of sad

The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had

I find it hard to tell you

I find it hard to take

When people run in circles its a very very

Mad world

Mad world

Children waiting for the day they feel good

Happy birthday

Happy birthday

And I feel the way that every child should

Sit and listen

Sit and listen

Went to school and I was very nervous

No one knew me

No one knew me

Hello teacher tell me what’s my lesson

Look right through me

Look right through me

And I find I kind of funny

I find it kind of sad

The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had

I find it hard to tell you

I find it hard to take

When people run in circles its a very very

Mad world

Mad world

Enlarging your world

Mad world

Gary Jules, para a banda sonora de Donnie Darko

Over and over again.. lindo! lindo!

Pouco importa… mas é bom!

(…) Portugal não acaba de vencer o Euro, mas que importa agora isso se a delícia se mantém no olhar de cada um de nós.

Portugal não acaba de vencer o Euro mas não importa, o momento é, agora, de suprema alegria.

Que importa que aquele fantástico golo de Rui Costa (logo de Rui Costa!) não tenha conseguido iluminar de vez o caminho vitorioso dos portugueses; (…) que tenha sido obrigado a viver aqueles segundos de desespero quando a sua bola de penalidade saiu por cima da trave de James;

que importa agora ter-nos parecido mal a substituição de Luis Figo ou a infelicidade naquele toque de cabeça de Costinha que isolou Owen para o primeiro golo inglês;

que importa agora saber se Hélder Postiga não marcava um golo à muito tempo, se ele escolheu uma noite sublime para se reencontrar com o seu destino de ponta-de-lança;

que importa agora saber como a estrelinha seguiu, leal, o notável coração da equipa nacional naquele precioso momento, a escassos minutos do final do jogo, em que Sol Campbell atirou de cabeça à trave da baliza de Ricardo.

Parecia o destino a querer escrever no céu as iluminadas palavras do sucesso português.

Portugal não acaba de vencer o Euro, mas acaba de justificar a comunhão deste ideal entre os portugueses e a sua Selecção.

O que se viveu na Luz não é já a força de um enorme coração; é a força de um coração que já não cabe no País(…)

João Bonzinho, in A Bola, hoje

Tratado de Windsor na gaveta..

É curioso como nasceu o Tratado de Windsor, ou «a mais velha Aliança do Mundo»..!

A aliança política entre as duas coroas derivou da Guerra dos Cem Anos.

O motivo próximo foi a ambição partilhada pelo Rei português D. Fernando e pelo Duque de Lancaster – ambos se diziam legítimos pretendentes ao trono de Castela, daí o tratado ser básicamente contra Castela e Aragão.

O papel das tropas inglesas foi importante para dissuadir os castelhanos, embora tenham submetido a população portuguesa às maiores selvajarias, tendo inclusivamente cercado e atacado terras amuralhadas.

Perante os protestos de D. Fernando, os populares decidiram defender-se a eles próprios, infligindo pesadas baixas aos «aliados» britânicos.

Na História mais recente, não necessitámos da ajuda dos amigos ingleses para derrotar os espanhóis, assim como hoje vamos lutar com armas e dentes contra o nosso aliado ancestral..!

Vamos reescrever a História!

Vamos a eles!

Ficções.. ou do sentido da vida!

Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,

Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.

Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada,

Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.

Assim tudo o que existe, simplesmente existe.

O resto é uma espécie de sono que temos,

Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.

Alberto Caeiro, 1-10-1917

Realidades..

Os dias estão a ficar mais pequenos..!


Contemplas lá no alto a lua errante

Do apogeu, pouco a pouco a aproximar-se

Como alguém que se tivesse perdido

Na vastidão do céu, sem rumo andando

(Il Penseroso)

o sol voltou a brilhar…

Agora, com licença…

Vou para o Marquês de Pombal dar uso ao cachecol e à bandeira..!!!!!!!