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Desconstruindo a Santa Inquisição

1. Sede do CDS-PP vandalizada
Os responsáveis pelos actos de vandalismo rasgaram os quadros, destruíram as maquetas e as esculturas e ainda pintaram as paredes exteriores com grafitis insultuosos.
Não têm suspeitos pese embora “as tintas usadas para pintar as paredes sejam de cor vermelha”. Os grafitis deixados nas paredes continham vários insultos políticos a dirigentes do partido com palavrões.

Não fique zangado, Luis, pois eles sabem o que fazem.


2. Deus nos livre dos católicos
Sabia que a deputada Ana Manso, do PSD, é “católica” e por isso a favor do aborto? Eu também não.

Não há nada como “falar claro”. Senão, leia-se o fascínio da estigmatização segundo Pedro Picoito. E havia necessidade de meter o Bosch ao barulho?

in utero


Através da combinação de scans de ultra-som tridimensionais, computação gráfica e micro-câmaras , a Pionner Productions realizou uma série de vídeos que permitem acompanhar o processo de desenvolvimento dos fetos de animais… e não só!

Podemos ver um minúsculo e perfeito elefante de 16 semanas – cujo período de gestação é de dois anos, um golfinho a aprender a nadar na barriga da mãe e como um feto de cachorro com apenas 63 dias possui já olfacto e audição apurados .
Passa no National Geographic Channel em Dezembro.

A Intervenção Surrealista

Espero que os meus auditores compreendam que não sou um erudito nem um filósofo, mas, sim, um longo diálogo. Outro factor também antipelagroso é o centro sobre o qual se move o perpétuo turbilhão da poesia. Não devem esperar, tão-pouco, de mim, frutos colhidos num vasto campo de investigação científica. Por felicidade minha, o tema da Poesia ganha em valor, e em interesse, conforme a experiência dos indivíduos que seriamente crêem nas suas capacidades. – Mário Cesariny, 9-Agosto-1923 / 26-Novembro-2006

 

Design Inteligente…

ou
O último a sair apaga a Luz!
Se não souber onde fica o interruptor,
contacte o serviço de apoio ao cliente.

na idade dos porquês

Porque razão no Bairro Alto não se conseguiu criar um cluster de designers como foi pensado?

Sítios como o Pap’açorda ou a desaparecida Ler Devagar serão locais clandestinos, onde as pessoas tentam ir sem que ninguém veja?

Porque é que se emite licença a bares que, de tão exíguos, obrigam as pessoas a virem aos magotes beber para a rua, abrindo assim espaço ao tráfico de droga que até um ceguinho vê?

Porque é que as pessoas para quem o Bairro Alto é um nojo continuam a ir lá jantar ou beber um copo?

Porque é que o conjunto de regras que obriga os espaços de diversão a cumprir horários é letra morta?

Porque é que as pessoas que vão ao Bairro Alto não reparam na reabilitação dos prédios e na sua repovoação por gente nova, que ali decide constituir família, na esperança que a prazo o bairro seja um local sossegado para viver?

Altos & Baixos

Amigo de infância do Hernâni, acompanhei os seus primeiros passos na noite do Bairro Alto, primeiro com o Eduardo no Café Concerto e mais tarde com outro sócio no Targus.
Os anos 80 foram um gozo! A mescla de culturas que cohabitavam era fascinante: os indígenas riam-se dos punks e dos góticos que apareciam, num misto de escárnio e curiosidade. As meninas queixavam-se que tanto público era mau para o negócio…
E havia fado.
Lembro-me de (quase) acordar com as desgarradas dos maduros que desciam a rua às 4 da manhã.

Hoje não se consegue dormir, tal é o ruido ensurdecedor por cima dos telhados.
O que verdadeiramente entristece, no entanto, não é a profunda transformação do Bairro; É a indiferença das pessoas que gostavam do seu bairro e a quem hoje já nem incomoda, quando saem de casa de manhã, que a porta de entrada do seu prédio cheire a urina.
O Livro de Estilo? Fica para os especialistas.

Sol da Meia-Noite


Leio no Sol que a partir de Outubro, vai ser possível aceder à Internet, gratuitamente e sem fios, em vários jardins e espaços verdes da capital. O momento escolhido não parece muito feliz, pois os dias cinzentos e chuvosos que se avizinham não são muito convidativos à navegação ao ar livre.

Em busca da vitória

Fear not, my friend


Fear not, dear friend, but freely live your days
Though lesser lives should suffer. Such am I,
A lesser life, that what is his of sky
Gladly would give for you, and what of praise.
Step, without trouble, down the sunlit ways.
We that have touched your raiment, are made whole
From all the selfish cankers of man’s soul,
And we would see you happy, dear, or die.
Therefore be brave, and therefore, dear, be free;
Try all things resolutely, till the best,
Out of all lesser betters, you shall find;
And we, who have learned greatness from you, we,
Your lovers, with a still, contented mind,
See you well anchored in some port of rest.

desconheço o autor

Um homem livre
Não temas, amigo. Talvez nunca tenhas tido a dimensão de como iluminaste os nossos dias; Não é um elogio, pois não se elogia um homem simples. Admira-se.
O sofrimento que nos privou da tua companhia, das tuas brincadeiras infantis, do cuidado paternal com que olhavas as nossas crianças à beira-mar… não te privou da tua liberdade.
Por isso estou certo que o teu espírito regressou à terra natal, para que aí continues, sempre, livre.
Hoje, quando estiver na praia, vou olhar para a linha que divide o mar do céu e sei que, do teu porto-de-abrigo, vais estar a acenar para nós.

O meu amigo Armando é o preto da foto tirada em Agosto de 2004, na nossa praia de sempre.
O último verão em que tivemos a sua companhia. Que descanse em paz.

desaparecimento trágico de um grande cubano

Ainda não consegui que alguém me explicasse porque foram retirados do mercado nacional os cigarros Cohiba.

O meu stock está a chegar ao fim!
Uma vez que não tenciono deixar de fumar, ando a experimentar as cigarrilhas Jose L Piedra, com um razoável binómio preço-qualidade.

Estou disposto a cantar os parabéns a Fidel Castro, se alguma alma caridosa sugerir uma solução para resolver este drama humano.
Em desepero de causa, equacionaria até a possibilidade de desejar as melhoras ao Comandante.

Ao ponto que pode chegar a dignidade de uma pessoa…!