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Winston Churchill – I



Winston Churchill

Estas sábias palavras, diria premonitórias, são um exemplo claro do homem que foi Churchill:

“Gostaria de falar, hoje, do drama da Europa (…) Entre os vencedores só se ouve uma Babel de vozes. Entre os vencidos não encontramos mais do que silêncio e desespero (…) Existe um remédio que, se fosse adoptado global e espontaneamente, pela maioria dos povos dos numerosos países, poderia, como por milagre, tansformar por completo a situação e fazer toda a Europa, ou a maior parte dela, tão livre e feliz como a Suiça dos nossos dias. Qual é esse remédio soberano? Consiste em reconstituir a família europeia ou, pelo menos, enquanto não podemos reconstrui-la, dotá-la de uma estrutura que lhe permita viver e crescer em paz, em segurança e em liberdade. Devemos criar uma espécie de Estados Unidos da Europa. (…) Para realizar esta tarefa urgente, a França e a Alemanha devem reconciliar-se.”



Winston Churchill

Discurso na Universidade de Zurique

19 de Setembro de 1946




Winston Churchill nasceu a 30 de Novembro de 1874 e faleceu 24 de Janeiro de 1965.

William Leonard S. Churchill era filho de Lord Randolph Churchill, sétimo conde de Malborough, e da norte-americana Jennie Jerome.

Sobre sua mãe, escreveu:

“A minha mãe brilhava para mim como uma estrela vespertina; gostava muito dela, mas à distância”.

O seu contributo enquanto primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, foi decisivo para que, de forma quase unânime, ele tenha sido considerado o Homem do Milénio.

Até final do mês, data comemorativa do 130º aniversário do seu nascimento, serão aqui publicados alguns apontamentos sobre a vida e obra deste grande estadista.

Para que não esqueçamos



23 Nov 2004

REUTERS/Finbarr O’reilly

Menina sudanesa abraçada pela irmã em Abushouk, acampamento de refugiados perto de El Fasher – Darfur, onde tentam sobreviver mais de 45000 pessoas.

Todos os dias continuam a chegar novos deslocados, que fogem das suas aldeias.. e da morte!

Enquanto longe divagas

I

Enquanto longe divagas

E através de um mar desconhecido esqueces a palavra

– Enquanto vais à deriva das correntes

E fugitivo perseguido por inomeadas formas

A ti próprio te buscas devagar

– Enquanto percorres os labirintos da viagem

E no país de treva e gelo interrogas o mudo rosto das sombas

– Enquanto tacteias e duvidas e te espantas

E apenas como um fio te guia a tua saudade da vida

Enquanto navegas em oceanos azuis de rochas negras

E as vozes da casa te invocam e te seguem

Enquanto regressas como a ti mesmo ao mar

E sujo de algas emerges entorpecido e como drogado

– Enquanto naufragas e te afundas e te esvais

E na praia que é teu leito como criança dormes

E devagar devagar a teu corpo regressas

Como jovem toiro espantado de se reconhecer

E como jovem toiro sacodes o teu cabelo sobre os olhos

E devagar recuperas tua mão teu gesto

E teu amor das coisas sílaba por sílaba

II

O meu amor da vida está paralisado pelo teu sono

É como ave no ar veloz detida

Tudo em mim se cala para escutar o chão do teu regresso

III

Pois no ar estremece tua alegria

– Tua jovem riqueza de arbusto –

A luz espera teu perfil teu gesto

Teu ímpeto tua fuga e desafio

Tua inteligência tua argúcia teu riso

Como ondas do mar dançam em mim os pés do teu regresso

Sophia de Mello Breyner Andresen

Quantos pontos vale uma vitória? E um empate?


Números, ou Haverá Vida para além da democracia?

Vi numa madrugada desta semana uma reportagem sobre as Crianças do Iraque..

É assustador o número de crianças internadas em hospitais, vítimas de leucemia – cancro no sangue, provocado em grande medida pelo urânio presente no ar que respiram..

E que morrem todos os dias..

Haviam de ver o desespero nos apelos das mães, que pediam à jornalista francesa que fazia a reportagem, no sentido de alertar as entidades que podem ajudar com medicamentos, e assim evitar que todos os dias continuem a morrer meninos por falta de assistência médica..

As crianças do Iraque com idade inferior a dezoito anos, representam quase cinquenta por cento do total da população!

Estão na sua esmagadora maioria vulneráveis!

Cerca de vinte por cento sofre de sub-nutrição.

Uma em cada oito morre antes de completar os cinco anos de idade..

Ou seja, cerca de cinco mil crianças por mês..

Mais de meio milhão morreu durante a última década.





It is very late, but never too late to open the door of hope..

Alguém terá dito isto?

O solipsista

Para que vieste

Na minha janela

Meter o nariz?

Se foi por um verso

Não sou mais poeta

Ando tão feliz!

Se é para uma prosa

Não sou Anchieta

Nem venho de Assis.

Deixa-te de histórias

Some-te daqui!

Vinicius de Moraes

e leva contigo o céu e as estrelas.

estou farto do ruído do mundo

deixa-me só ouvir o teu canto sem letra

a música no vazio sem fundo.

scriptorium



Posted by Hello

Christ and Jesus Sirach

Contributo possível para o projecto “A Bíblia Manuscrita” !

Esta belíssima iluminura, representada no Livro de Eclesiastes, contém passagens do texto sobre a excelência do ensino e da sabedoria, como factores principais do protesto contra o determinismo.

O Livro é um exemplo bom de literatura sábia!

Vale a pena abrir a imagem e observar a minúcia e dedicação colocadas na elaboração destes textos!

Impressões do XXVI Congresso do PPD-PSD..

No Congresso, Pedro Santana Lopes pediu paciência a todos porque

os resultados, para serem sólidos, demoram tempo a aparecer.

Os rapazes entenderam a mensagem como um incentivo…

Ah!, já me esquecia… ficámos a saber de mais uma prova de transparência do Executivo…

O próximo Orçamento será apresentado em acetato!

Um dia… vou a Marte!

Angústia



Tortura de pensar! Triste lamento!

Quem nos dera calar a tua voz!

Quem nos dera cá dentro, muito a sós,

Estrangular a hidra num momento!

E não se quer pensar!… e o pensamento

Sempre a morder-nos bem, dentro de nós…

Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –

O brilho duma estrela, com o vento!…

E não se apaga, não… nada se apaga!

Vem sempre rastejando com a vaga…

Vem sempre perguntando: “O que te resta?…”

Ah! não ser mais que o vago, o infinito!

Ser pedaço de gelo, ser granito,

Ser rugido de tigre na floresta!



Florbela Espanca

Viver

O lamento em forma do poema que é a vida, percorre caminhos diversos daqueles que cruzamos, e por isso não ouvimos o seu murmúrio.. por enquanto!

Olha como é triste e mudo o mundo em que vivemos!

E andamos sós pelos caminhos.

Olhamos à volta e vemos restos.

de outros homens que num outro tempo

olharam também à volta de outros,

igualmente homens, espantados com o que à volta viam.

Poema de Carlos Lopes Pires