Archive for the ‘ Uncategorized ’ Category

L’amore!.. cantado pela Diva!

La mamma morta, na voz de Maria Callas, é daquelas interpretações em que não é necessário gostar de ópera para nos emocionarmos.

Recordo a interpretação de Tom Hanks em Filadélfia, quando traduz para o seu advogado, Denzel Washington, o amor expresso naquelas palavras.

De ficar sem fôlego!

Andrea Chenier, de Umberto Giordano



Acto III



A Sala de tribunal do Tribunal Revolucionário, 24 de julho de 1794.

Mathieu tenta junto da multidão angariar doações para a causa. As pessoas não respondem até que aparece Gérard, o criado. Ele chama as pessoas para darem o que podem, até mesmo os filhos. Uma mulher cega aparece com um menino jovem. Diz-lhe que este é seu o neto e tudo o que tem no mundo. Implora para que Gérard o leve.

A multidão dispersa e chega L’Incredibile, o espião. Diz a Gérard que Chenier, o poeta, havia sido detido e que em breve também a jovem e nobre Maddalena terá o mesmo destino.

Apesar da indignação que sente pelas cínicas palavras que acaba de ouvir, Gérard obedece e denuncia Andrea para salvar Maddalena, que vem procurar o poeta, seu amado.

A amizade que o une a Andrea vale menos que o amor que nutre pela donnina innamorata.

Maddalena diz que morrerá a gritar o seu Amor nas ruas. Se o preço da vida de Chenier implica que o seu corpo seja de Gérard.. que assim seja.

Maddalena
conta como a sua família desapareceu num incêndio e como ficou só; fala sobre a morte de sua mãe e como trás a desgraça a todos os que a amam..

Porto sventura a chi bene mi vuole!

Grita que aquele Amor é vida. Um anjo chegou para a proteger, mas o beijo que recebeu era o beijo da morte.

Corpo di moribonda è il corpo mio!

Prendilo, dunque!… Io son già morta cosa!…

Maddalena oferece o seu corpo moribundo a Gérard.

La mamma morta (canta Maria Callas) – clique para ouvir



Maddalena:



La mamma morta

m’hanno alla porta

de là della stanza mia;

moriva e mi salvava!…

poscia – a notte alta – io con la Bersi errava,

quando, ad un tratto, un livido bagliore

guizza e rischiara innanzi a’ passi miei

la cupa via!

Guardo!… Bruciava il loco di mia culla!

Così fui sola!… E intorno il nulla!

Fame e miseria!…

Il bisogno e il periglio!…

Caddi malata!…

E Bersi, buona e pura,

(ed a narrarlo mancan le parole)


di sua belezza ha fatto un mercato,

un contratto per me!

Porto sventura

a chi bene mi vuole!

(Ad un tratto, nelle pupille larghe di Maddalena si effonde una luce di suprema gioja, una gran luce profonda come riflesso di splendore misterioso.)

Fu in quel dolore

che a me venne l’amore!…

(Maddalena rimane in silenzio meditabonda – un dolcissimo sorriso sulle labbra)

Voce gentile piena d’armonia

che mi sussurra: “Spera!”


e dice: Vivi ancora! Io son la vita!

Ne’ miei occhi è il tuo cielo!

Tu non sei sola! Le lacrime tue

io le raccolgo!… Io sto sul mio cammino

e ti sorreggo il fianco

affaticato e stanco!…

Sorridi e spera ancora!… Son l’amore!

Intorno è sangue e fango?… Io son divino!…

Io sono il paradiso!… Io son l’oblio!

Io sono il dio

che sovra il mondo scende da l’empireo,

muta gli umani in angioli,

fa della terra il ciel!…

Io son l’amore!

Io son l’amore!

L’amore!




(Ed essa pure, come già Gérard, rimane per un momento silenziosa, affannata da quel ricordo tumultuoso. – E poi con voce piena di immensa tristezza balbetta:)

L’angiol tremante allor le labbra smorte

della mia bocca bacia… E or vi bacia la morte!…

(un desolato singhiozzo la costringe ad interrompere, poscia affannosamente riprende:)

Corpo di moribonda è il corpo mio!

Prendilo, dunque!… Io son già morta cosa!…

L’amore!.. cantado pela Diva!

La mamma morta, na voz de Maria Callas, é daquelas interpretações em que não é necessário gostar de ópera para nos emocionarmos.

Recordo a interpretação de Tom Hanks em Filadélfia, quando traduz para o seu advogado, Denzel Washington, o amor expresso naquelas palavras.

De ficar sem fôlego!

Andrea Chenier, de Umberto Giordano



Acto III



A Sala de tribunal do Tribunal Revolucionário, 24 de julho de 1794.

Mathieu tenta junto da multidão angariar doações para a causa. As pessoas não respondem até que aparece Gérard, o criado. Ele chama as pessoas para darem o que podem, até mesmo os filhos. Uma mulher cega aparece com um menino jovem. Diz-lhe que este é seu o neto e tudo o que tem no mundo. Implora para que Gérard o leve.

A multidão dispersa e chega L’Incredibile, o espião. Diz a Gérard que Chenier, o poeta, havia sido detido e que em breve também a jovem e nobre Maddalena terá o mesmo destino.

Apesar da indignação que sente pelas cínicas palavras que acaba de ouvir, Gérard obedece e denuncia Andrea para salvar Maddalena, que vem procurar o poeta, seu amado.

A amizade que o une a Andrea vale menos que o amor que nutre pela donnina innamorata.

Maddalena diz que morrerá a gritar o seu Amor nas ruas. Se o preço da vida de Chenier implica que o seu corpo seja de Gérard.. que assim seja.

Maddalena
conta como a sua família desapareceu num incêndio e como ficou só; fala sobre a morte de sua mãe e como trás a desgraça a todos os que a amam..

Porto sventura a chi bene mi vuole!

Grita que aquele Amor é vida. Um anjo chegou para a proteger, mas o beijo que recebeu era o beijo da morte.

Corpo di moribonda è il corpo mio!

Prendilo, dunque!… Io son già morta cosa!…

Maddalena oferece o seu corpo moribundo a Gérard.

La mamma morta (canta Maria Callas) – clique para ouvir



Maddalena:



La mamma morta

m’hanno alla porta

de là della stanza mia;

moriva e mi salvava!…

poscia – a notte alta – io con la Bersi errava,

quando, ad un tratto, un livido bagliore

guizza e rischiara innanzi a’ passi miei

la cupa via!

Guardo!… Bruciava il loco di mia culla!

Così fui sola!… E intorno il nulla!

Fame e miseria!…

Il bisogno e il periglio!…

Caddi malata!…

E Bersi, buona e pura,

(ed a narrarlo mancan le parole)


di sua belezza ha fatto un mercato,

un contratto per me!

Porto sventura

a chi bene mi vuole!

(Ad un tratto, nelle pupille larghe di Maddalena si effonde una luce di suprema gioja, una gran luce profonda come riflesso di splendore misterioso.)

Fu in quel dolore

che a me venne l’amore!…

(Maddalena rimane in silenzio meditabonda – un dolcissimo sorriso sulle labbra)

Voce gentile piena d’armonia

che mi sussurra: “Spera!”


e dice: Vivi ancora! Io son la vita!

Ne’ miei occhi è il tuo cielo!

Tu non sei sola! Le lacrime tue

io le raccolgo!… Io sto sul mio cammino

e ti sorreggo il fianco

affaticato e stanco!…

Sorridi e spera ancora!… Son l’amore!

Intorno è sangue e fango?… Io son divino!…

Io sono il paradiso!… Io son l’oblio!

Io sono il dio

che sovra il mondo scende da l’empireo,

muta gli umani in angioli,

fa della terra il ciel!…

Io son l’amore!

Io son l’amore!

L’amore!




(Ed essa pure, come già Gérard, rimane per un momento silenziosa, affannata da quel ricordo tumultuoso. – E poi con voce piena di immensa tristezza balbetta:)

L’angiol tremante allor le labbra smorte

della mia bocca bacia… E or vi bacia la morte!…

(un desolato singhiozzo la costringe ad interrompere, poscia affannosamente riprende:)

Corpo di moribonda è il corpo mio!

Prendilo, dunque!… Io son già morta cosa!…

À descoberta da Turquia.. (falta muito?!)

Caso as reuniões bilaterais conducentes ao início do processo de adesão da Turquia à União Europeia se eternizem – visto Ankara não querer abrir mão da recusa em reconhecer os cipriotas, o período previsto para o processo estar concluído pode transformar-se num gigantesco flop.

O presidente francês bem vai avisando:

Je suis convaincu que l’Union européenne et la Turquie parviendront à un mariage à l’issue des négociations, mais la route sera longue et difficile.

Je suis tout à fait certain de la force des idées que porte l’Europe..

Je ne mets pas en doute le fait que compte tenu des dispositions actuelles des Turcs, de leur histoire, de leur culture, nous arriverons au terme de ce chemin commun à un mariage qui sera favorable aux deux parties..

Tout le monde admet que ce processus durera probablement dix ou quinze ans.

Se este cenário se complicar, nessa altura, a chamada Reconciliação de Civilizações e as trocas culturais que imagino.. não deverão passar de uma miragem..!

Temos pena!

Insegurança Cósmica

Vivemos tempos de incerteza!

Precisamos de um líder que não seja egocêntrico! Haverá algum?

Não aconteceu.. mas podia ter acontecido!

Primeiro Ministro apresenta demissão:



A maioria estável no Parlamento não é condição suficiente para continuar em funções, pois de Belém têm vindo gestos que pouco favorecem a harmonia institucional, como a convocação de economistas e a chamada de um comentador a Belém, ou ainda as críticas sobre a política de Saúde.

O senhor presidente está a dar demasiada importância a incidentes protocolares, como a trapalhada das tomadas de posse, ou a água do bébé, em lugar de valorizar reformas estruturais e a estabilidade social.

Por todo um conjunto de circunstâncias nada favoráveis ao governo, apresento por isso a demissão!

Presidente da República dissolve o Parlamento e convoca eleições:



Os sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar foram interpretados como geradores de instabilidade à volta do executivo.

Claro que não fiquei surdo às vozes que defendem que o Orçamento para 2005 não responde satisfatoriamente às exigências de efectiva consolidação orçamental, condição necessária para se prosseguir o esforço de redução do défice público que os nossos compromissos internacionais e as necessidades do nosso desenvolvimento futuro tornam indispensável.



As quatro condições que, ao dar posse ao XVI Governo, considerei fundamentais para o prosseguimento das políticas externa, de defesa, de justiça e de finanças públicas não foram seguidas.



A culpa da crise política é do Executivo de Santana Lopes, que não deu garantias de estabilidade e credibilidade e também se revelou incapaz de levar adiante as reformas necessárias ao desenvolvimento do País.



Devo reconhecer que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência, e que se esgotou a capacidade da maioria parlamentar para as conter e inverter, no fundo, gerar novos governos.

A dissolução do Parlamento é um poder discricionário do Presidente da República.

Não me resta por isso alternativa senão aceitar o pedido de demissão do Primeiro Ministro, dissolver a Assembleia da República e convocar eleições!

Espero assim que o próximo Governo – que quero de quatro anos – encare com mais determinação o grave problema orçamental.

Os portugueses entendem o que quero dizer com isto!



Acabou-se o sossego no bairro!

Após um ano de exílio, estes três sinos – de um total de doze, regressam hoje ao local do crime!

Estavam um pouco desafinados, é certo! Sim, que de sinos percebo eu!

Pelo menos, gostava de os ouvir – a cada quinze minutos, afugentar os pombos para o Largo da Estrela e refugiarem-se nas árvores do jardim em frente.. talvez o mais bonito que conheço!

Há muito, muito tempo…
Ia no eléctrico 28 para os Prazeres, para os Salesianos.. e durante anos passei diariamente à porta da Basílica.
A minha filha cantou no coro do colégio, e íamos lá por altura do ritual da primeira Comunhão dos colegas.
Recordo também os minutos que lá estive, sentado, a olhar para Amália!



Posted by Hello Clique na imagem para ampliar

Os sinos da Basílica da Estrela têm mais de 200 anos!

Foram colocados cerca de um ano antes desta Basílica Neo-Clássica ser inaugurada por D.Maria, em 1789.. e onde a senhora agora repousa !

A Basílica possui no seu interior um presépio lindíssimo, que merece ser visitado!

Estes imponentes sinos são constituidos em bronze; Suportados por cabeçalhos de madeira e ferro, ostentam escritos em Latim, pequenas esculturas, data e assinatura do autor.

Cada sino é dedicado a uma figura da igreja, como S. António, Santo Elias, Sta. Teresa ou Sta. Bárbara.



Posted by Hello

A restauração durou sensivelmente um ano, para resolver o problema de oxidação, tapar fissuras e afinar.

Serão colocados ao longo do mês de Dezembro, em duas fases: a primeira, relativa à torre nascente e a segunda à torre poente.

Foi criado um sistema computorizado, para accionar os instrumentos da torre poente, que tocarão melodias seleccionadas.

Modernisses!

Super.. califragilisticexpialidociousism



Posted by Hello

I wonder why Miss Edna Mode,

a superhero fashion designer whose attributes include excellent taste and super attitude..

reminds me Miss Vitriolica?



The extraordinary The Incredibles!..

In a theater near next to me.. this weekend!

Meanwhile, just for fans.. visit the Blog da Pixar!

Aquele que contempla a beleza está condenado a morrer

Nunca deves sorrir assim..

Nunca deves sorrir assim para ninguém..

kunaaaaami… fresquinho! *



Posted by Hello

Está frio, mas o colorido da Baixa nesta altura do ano transmite o calor próprio do Natal!

O Chiado está cheio de gente apressada..



.. e muitos, muitos turistas!

Para quem tenha disponibilidade, decorre uma Feira do Livro até dia 8 no Largo de Camões, onde serão colocados à venda, a preço de conveniência, títulos alusivos à Cidade e à História de Lisboa, títulos de História de Portugal Contemporâneo, Livros de Arte..

* “olha a bela da castanha assada!”

Extraído de uma rábula do Gato Fedorento

Vantagens competitivas



Posted by Hello

Já aqui tinha citado Clara Ferreira Alves quando afirmou que jeito dá ter um blog

É normal hoje em dia que, tendo um pc alimentado por banda larga e uma placa de captura de tv, se consiga colocar um post dois ou três minutos após a divulgação de uma notícia!

Daí que, blogs como o Blasfémias, o Barnabé, o Abrupto, etc, vocacionados para a actualidade, concorram com os sítios da internet no mesmo mercado!

No Diário de Notícias de ontem, é curiosa a referência ao post de JPP no Abrupto, em que criticou o cinismo de alguns jornalistas!



Mais curiosa é a caixa do artigo onde, sob a forma de comparação entre blogosfera e imprensa digital, Marina Almeida escreve Criatividade ‘vs’ rigor…!

Temos então rigor no processamento da informação por parte das redacções e espírito de aventura nos blogs?

Não creio! Os blogs em questão estão muito bem estruturados e possuem uma linha editorial bem definida!

Não são de forma alguma descomprometidos, pelo contrário, apresentam os seus argumentos desabrida e frontalmente … o que nos jornais só conseguimos obter em alguns artigos de opinião!

E claro, os blogs têm a vantagem competitiva de possuirem caixas de comentários muito mais activas que, por exemplo, O Expresso!