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Misteriosos são os caminhos da solidariedade!

A tragédia que ensombrou o Natal, ceifando milhares e milhares de vidas, está a provocar uma onda de solidariedade de tal dimensão no mundo, que é praticamente impossível encontrar paralelo noutra catástrofe natural, algo que se possa sequer comparar!

Quando penso ter uma visão próxima do poder devastador de que o mar é capaz, a brutalidade de cada imagem, de cada vídeo que vai surgindo.. é mais um murro no estômago!

A natureza pode de facto mudar o curso da história dos homens.

Mas os homens também podem mudar o curso da história!

As prometidas ajudas atingem valores inimagináveis!

E porquê?

Porque as imagens entram com tal violência pelos nossos olhos dentro, tão repetidamente, que quase conseguimos sentir o odôr a morte, o gemido sofrido dos que tudo perderam, para além das vidas dos seus..

Ninguém consegue ficar indiferente a isto, afirmamos..

Pois não!

Mas as imagens que não chegam até nós – e não consigo entender porquê!, das piores atrocidades que o homem é capaz de cometer contra o seu semelhante, espalhando o terror e morte numa espiral de violência tão brutal quanto desumana, dizimando aldeias inteiras – mulheres, velhos e crianças, gente que não sabe sequer quão ténue é a linha que os distingue dos outros seres humanos, pois nem chega a saber o que é ter esperança no futuro..

Não conseguem criar a mesma onda de solidariedade!

E falo de um assunto que parece gasto, o que se continua a passar no Sudão com os refugiados de Darfur, com as centenas de milhar de deslocados que neste momento estão na fronteira da vida!

Os refugiados sudaneses sofrem todos de sub-nutrição. Os mais fracos, em particular os doentes, as crianças e os velhos, percorrem o deserto até ao Chade.. os que conseguem!

Porque estes infelizes, de quem não temos uma imagem, um esgar de agonia, um corpo despedaçado, não conseguem chegar ao coração e à compaixão de todos os que valorizamos e prezamos a vida, em qualquer das suas formas..

corpo por enterrar.. em Jijira Adi Abbe, Darfur-Sudão

Porque as imagens não chegam até nós!

Os mais desprotegidos ficam no deserto.. e servem de alimento a outros!

A Luz da minha vida!

A Inês faz hoje 13 anos!



Posted by Hello

E eu sou um pai com muita sorte por ter uma filha como a Inês!

Como não frequentei nenhum curso para ser pai, tenho a felicidade de ir aprendendo contigo, todos os dias um pouco.. e assim enriqueces a minha vida!

Beijinhos do pai que te adora!

Exercício de estilo, ou O Tráfico das Ideias!

Duvido que consigamos acompanhar as próximas Eleições Legislativas em Portugal com o mesmo espírito crítico e a mesma vivacidade com que acompanhámos recentemente as dos EUA..

Não são comparáveis em termos de impacto internacional, obviamente!

Mas quem seguiu de perto na blogosfera nacional as discussões, muitas vezes interessantes do ponto de vista ideológico, com um conhecimento apreciável dos conteúdos programáticos das candidaturas, vê com algum desencanto o bater no ceguinho permanente através do comentário político nacional. É mais do mesmo!

Talvez a ausência de distanciamento nos tire o discernimento..

Seria um exercício interessante ver blogs portugueses – como o Blasfémias e o Barnabé, só para dar dois exemplos expressivos, publicarem posts bilingues sobre a actualidade política e campanha eleitoral que se aproxima..

Se conseguirmos captar a atenção da Europa para além do dia restrito das eleições , quem sabe.. podemos atingir um patamar de discussão política mais abrangente, para além da mediania dos discursos redondos com que os nossos políticos nos brindam, com slogans ridículos, sem nada de verdadeiramente novo! Podemos vencer este tédio!



As opiniões esclarecidas e bem estruturadas dos bloggers portugueses – porque há vida para além dos opinion makers e dos jornais!, poderão significar um contributo capaz de promover um debate refrescante na sociedade civil e despertar a atenção dos nossos concidadãos europeus de forma mais viva, mais inteligente!

E se estamos precisadinhos de ideias arejadas!

Haverá iniciativa para aceitar o desafio?

Les Aventures de Tintin au blog du Luminescent

Mas?! Com mil milhões de macacos!

Como raio é que se vai para esse 2005?!

Bom, vamos lá!

– Vamos! Rápido! Esse tratante não pode estar longe!

– Direi mesmo mais: Ele não pode estar longe!

– Ali! Lá está ele!

– Não há dúvida, é ele!

Yuupiiie!! Eureka!!



Viva 2005!


Então não era uma passagem de ano e.. renas?!

Quero lá saber dos 10º negativos..

Vá-se lá saber porque me lembrei de.. Kuusamo, Lapónia – cerca de 800 km a norte de Helsínquia, mesmo junto à fronteira com a Rússia.

Durante a Segunda Guerra, conjuntamente com Paris e Londres, Helsínquia foi uma das três capitais que não foram ocupadas, embora tenham sofrido na pele o efeito das ideias avançadas do senhor Estaline.. mas isso é outra história!





Posted by Hello

Só esta região tem cerca de 4000 lagos.. como este!

Uma manhã inteira a ripar em cima dum snowmobile neste cenário..

É um acontecimento, sem dúvida!



Posted by Hello Hotel Rantasipi Rukahovi, Ruka

E o hotel não pode estar melhor localizado! É só atravessar a rua e.. pistas com eles!

Nem me quero lembrar.. ainda estou para saber como saí de lá inteiro!

Ranhoso!

Ranhoso.. porque estou desde sábado com uma grande carraspana..

Ranhoso.. porque tenho desde sábado uma Nikon 5700..



Posted by Hello

Vou ser um bom aluno e aprender a tirar partido desta dádiva da tecnologia..

Porque talento já tenho de sobra.. eheh!

Onde Nascem Os Sonhos

A estrela



Eu caminhei na noite

Entre silêncio e frio

Só uma estrela secreta me guiava

Grandes perigos na noite me apareceram

Da minha estrela julguei que eu a julgara

Verdadeira sendo ela só reflexo

De uma cidade a néon enfeitada

A minha solidão me pareceu coroa

Sinal de perfeição em minha fronte

Mas vi quando no vento me humilhava

Que a coroa que eu levava era de um ferro

Tão pesado que toda me dobrava

Do frio das montanhas eu pensei

«Minha pureza me cerca e me rodeia»

Porém meu pensamento apodreceu

E a pureza das coisas cintilava

E eu vi que a limpidez não era eu

E a fraqueza da carne e a miragem do espírito

Em monstruosa voz se transformaram

Disse às pedras do monte que falassem

Mas elas como pedras se calaram

Sozinha me vi delirante e perdida

E uma estrela serena me espantava

E eu caminhei na noite minha sombra

De desmedidos gestos me cercava

Silêncio e medo

Nos confins desolados caminhavam

Então eu vi chegar ao meu encontro

Aqueles que uma estrela iluminava

E assim eles disseram: «Vem connosco

Se também vens seguindo aquela estrela»

Então soube que a estrela que eu seguia

Era real e não imaginada

Grandes noites redondas nos cercaram

Grandes brumas miragens nos mostraram

Grandes silêncios de ecos vagabundos

Em direcções distantes nos chamaram

E a sombra dos três homens sobre a terra

Ao lado dos meus passos caminhava

E eu espantada vi que aquela estrela

Para a cidade dos homens nos guiava

E a estrela do céu parou em cima

de uma rua sem cor e sem beleza

Onde a luz tinha a cor que tem a cinza

Longe do verde azul da natureza

Ali não vi as coisas que eu amava

Nem o brilho do sol nem o da água

Ao lado do hospital e da prisão

Entre o agiota e o templo profanado

Onde a rua é mais triste e mais sozinha

E onde tudo parece abandonado

Um lugar pela estrela foi marcado

Nesse lugar pensei: «Quanto deserto

Atravessei para encontrar aquilo

Que morava entre os homens e tão perto»



Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto (1962)

Bloggers & Associados

Estamos no Natal, altura do ano em que o ritual da troca de prendas se confunde com os rituais religiosos!

Na impossibilidade de concretização do primeiro, uma vez que o segundo tem para mim valor meramente simbólico..

A todos os companheiros de viagem que têm tido a generosidade e simpatia de enriquecer o Luminescências, desejo aquilo que de bom quero para mim!

No Natal, não almejo uma rosa

nem desejo neve sobre a alegria de Maio.

Apraz-me em cada estação o que lhe pertence.




William Shakespeare

Se me esqueço de alguém nesta short list, desculpem qualquer coisinha!


Bairro Alto

Faz esta semana vinte anos que deixei o Bairro Alto.

Desde então, tenho assistido à progressiva recuperação deste bairro tão especial, cuja história se inicia no século XVI.

Foi talvez o primeiro onde as regras da arquitetura foram aplicadas de forma sistemática, numa lógica de uma cidade planeada, com ruas paralelas e, principalmente, perpendiculares ao rio, de modo a que os seus habitantes pudessem ter sol durante grande parte do dia..

É interessante ver durante a manhã o modo como as ruas estreitas aguardam calmamente que os raios de sol vão iluminando as varandas cheias de flores e roupa branca.



Posted by Hello

Quando deixei o Bairro Alto, ainda havia “meninas” na zona próxima do Jardim S Pedro de Alcântara, as tascas tinham como clientes os residentes na zona e o estacionamento era um caos – sempre pensei que se um dia houvesse um incêndio, o bairro transformar-se-ia numa gigantesca tocha, pois é óbvio que nenhum carro de bombeiros conseguiria entrar..

Com o desfiar dos anos, fui assistindo à vinda de novos habitantes. O Frágil trouxe novas caras, e essas caras novos hábitos (como os graffiti nas paredes dos prédios)

Hoje, o bairro conta com mais de duas centenas de restaurantes, as tascas tornaram-se espaços in, albergam miúdos que comem sardinhas no pão e bebem garrafas de litro de cerveja.

As mercearias como a que havia no r/c do meu prédio deram lugar a lojas de roupa, de ténis, de material de bodyboard, de piercings, e por aí adiante.



Posted by Hello

No prédio em frente havia um alfarrabista.

Mais tarde instalou-se lá o mítico El Dorado.. e hoje é uma loja de roupa infantil.

É curioso olhar para a mescla de culturas existentes hoje em dia no Bairro Alto.. e verificar como um dos bairros históricos de Lisboa não perdeu a sua identidade…

E está muito mais bonito!

Receita de Natal

Especialmente dedicada às meninas: