Archive for the ‘ Uncategorized ’ Category

Prazeres do Estado Novo

Logo à entrada, percebe-se que o Grand Café Slavia em Praga, está impregnado de história.


Posted by Hello Grand Café Slavia, às oito da manhã

Deste local – mesmo em frente ao Teatro Nacional, temos uma vista fantástica para o castelo, com o rio Vltava pelo meio.

Do último quartel do século XIX, este magnífico espaço Art Déco – na linha do Café Nicola, no Rossio, também ele perto de um Teatro Nacional, ou do Majestic em Santa Catarina.


Posted by Hello Interior do Grand Café Slavia, ao pôr-do-sol

Embora nacionalizado(!) em 1948, sempre foi um espaço frequentado por livres pensadores.
Reminiscência desse período é a famosa “Table Kolar”, que faz lembrar a mesa do Martinho da Arcada onde se sentava Pessoa.

É nítida a semelhança com outros espaços europeus existentes na época, em pleno período liberal, de grande ebulição social e cultural.


Posted by Hello Grand Café Slavia, rua Narodni

As paredes, autênticas molduras das enormes janelas que transportam uma luminosidade fora de série para o interior do café, estão repletas de fotografias de visitantes ilustres, o último dos quais é o primeiro presidente, Vaclav Havel, que ali se sentava com frequência a tomar um expresso.


Posted by Hello Teatro Nacional, esquina com a rua Narodni


Posted by Hello Vista lateral do Teatro, com a entrada do Grand Café em fundo


En plus, le cafetier fit décorer l’intérieur d’une peinture à l’huile géante représentant Slavia, première mère des Slaves, recevant l’hommage des différentes nations slaves figurées par leurs représentants vêtus de costumes nationaux. Avec le temps, ce tableau a pris des couleurs sombres dans le local enfumé, de sorte que l’on ne regretta pas lorsque son nouveau gérant l’a offert à la Galerie municipale en 1932. La réplique du “Buveur d’absinthe” qui vint à sa place se trouve au café jusqu’à nos jours.


Posted by Hello Clique nas imagens para ampliar

Os blogs vão passar para a tv

Foi anunciada na semana passada a Current.tv, um projecto de televisão interactiva na internet, que absorve o videoblogging.
O target será a franja 18-34, os shots terão entre 15 segundos e 5 minutos(!) e serão desenvolvidos pela audiência, que veste a pele de jornalista.
Qualquer pessoa pode produzir um vídeo, que será arquivado no Google.. e logo se vê!

Le vin du solitaire


Jan Steen – A Man blowing Smoke at a Drunken Woman

Le regard singulier d´une femme galante
Qui se glisse vers nous comme le rayon blanc
Que la lune onduleuse envoie au lac tremblant,
Quand elle veut y baigner sa beauté nonchalante ;

Le dernier sac d´écus dans les doigts d´un joueur ;
Un baiser libertin de la maigre Adeline ;
Les sons d´une musique énervante et câline,
Semblable au cri lointain de l´humaine douleur ;

Tout cela ne vaut pas, ô bouteille profonde,
Les baumes pénétrants de ta panse féconde
Garde au coeur altéré du poète pieux ;

Tu lui verses l´espoir, la jeunesse et la vie,
Et l´orgueil, ce trésor de toute gueuserie,
Qui nous rend triomphants et semblables aux dieux.

Charles Baudelaire, Les Fleurs du Mal

Mira Vos ou A Caixa de Rapé de Gregório XVI

Os homens religiosos combatem a liberdade e os amigos da liberdade atacam a religião; espíritos nobres e generosos elogiam a escravatura e almas baixas e servis preconizam a independência; cidadãos honestos e esclarecidos são inimigos do progresso, enquanto homens sem patriotismo e sem costumes se tornam apóstolos da civilização e das Luzes! Será que todos os séculos se pareceram com o nosso? O homem teve sempre diante dos olhos, como tem nos nossos dias, um mundo onde a virtude não tem génio e o génio não tem honra; onde o amor da ordem se confunde com o gosto dos tiranos, e o culto sagrado da liberdade com o desprezo pelas leis humanas; onde nada parece proibido ou permitido, honesto ou desonroso, verdadeiro ou falso?

Alex de Tocqueville em A Democracia na América (1835) sobre a tensão no século XIX entre liberdade e religião


MichelangeloDying Slave, 1513

Sem papa, não há igreja;
Sem igreja, não há cristianismo;
Sem cristianismo, não há religião;
Sem religião, não há sociedade?

Fèlicité-Robert de Lamennais, padre francês do século XIX, filósofo, liberal e redactor da revista L`Avenir, que viria a ser proibida pelo Vaticano. Nela se defendia energicamente a separação entre a Igreja e o Estado.

L`Avenir é uma bela aventura do espírito, na qual se celebra a liberdade de consciência e de instrução – contra os monopólios, sejam da igreja ou do Estado, a liberdade das comunas, a liberdade de associação, contra o individualismo da Revolução e o egoísmo dos ricos. Denuncia a Concordata assinada por Napoleão e Pio VII:

Somos pagos por aqueles que nos olham como hipócratas ou imbecis e estão convencidos de que a nossa vida depende do dinheiro deles

Mãe D`Água das Amoreiras

O Aqueduto das Águas Livres alimentou chafarizes e fontes em vários bairros da cidade de Lisboa.
Foi construído durante o reinado de D. João V e encontra-se associado de forma indelével à história do abastecimento de água à capital.
Os trabalhos foram orientados inicialmente pelo arquitecto italiano António Canevari (1732), mais tarde substituído pelos arquitectos José da Silva Pais, Manuel da Maia e Custódio José Vieira.
O Aqueduto inicia-se na nascente das Águas Livres, lugar conhecido pela Mãe d´Água Velha, em Caneças, e tem um comprimento de 19 km até chegar à Mãe d´Água das Amoreiras, em Lisboa.
Possui um total de 109 arcos, 35 dos quais sobre o Vale de Alcântara e que constituem a parte mais imponente do conjunto – o maior tem 65 m de altura e 29 de largura!


Posted by Hello Clique nas imagens para ampliar

Entre dois dos arco finais situa-se a Capela de Nossa Senhora de Monserrate – anterior à construção do Aqueduto; Possui também painéis de azulejos alusivos à entrada das águas livres na cidade.



O
Grande Arco das Amoreiras inicia a secção final de 10 arcos, que terminam na Casa da Água ou Mãe d´Água. Este troço foi construido entre 1745 e 1756 e comemora a chegada da água a Lisboa.



Imediatamente antes do Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, datado de 1834 foram colocados estes três painéis de azulejos – alusivos ao tema água, entretanto retirados da Igreja de S. Lourenço de Carnide.


Posted by Hello

Paixão pela música eterna

JOHANN SEBASTIAN BACHSacred Choral Works

Choir – The Monteverdi Choir
Orchestra – The English Baroque Soloists
Conductor – John Eliot Gardiner

Bach: Christmas Oratorio BWV 248
Soprano – Ruth Holton
Contralto – Anne Sofie von Otter
Tenor – Anthony Rolfe Johnson
Bass – Olaf Bär
Soprano – Nancy Argenta
Tenor – Blochwitz, Hans Peter
Soprano – Katie Pringle

Bach: St. Matthew Passion BWV 244
Soprano – Barbara Bonney
Contralto – Anne Sofie von Otter
Tenor Chance, Michael
Baritone – Andreas Schmidt
Bass – Cornelius Hauptmann
Soprano – Ann Monoyios
Tenor – Anthony Rolfe Johnson
Tenor – Howard Crook
Baritone – Olaf Bär

Bach: St. John Passion BWV 245
Soprano – Nancy Argenta
Contralto – Ruth Holton
Tenor – Anthony Rolfe Johnson
Countertenor – Michael Chance
Bass – Stephen Varcoe
Bass – Cornelius Hauptmann

Bach: Mass in B minor BWV 232
Soprano – Nancy Argenta
Tenor – Wynford Evans
Bass – Morgan Lloyd
Soprano – Jane Fairfield
Soprano – Jean Knibbs
Contralto – Patrick Collin
Contralto – Ashley Stafford
Tenor – Andrew Murgatroyd
Bass – Stephen Varcoe
Soprano – Mary Nichols
Tenor – Howard Milner

CD – DDD 469 769-2
9 Compact Discs
ARCHIV Produktion
Collectors Edition

Track List: CD 1CD 2CD 3CD 4CD 5CD 6CD 7CD 8CD 9

Em Busca da Luz


Posted by Hello clique na imagem para ampliar

O Conhecimento de hoje permite-nos afirmar que a Luz tem origens longínquas – milhões de anos-luz, afirmam os cientistas.

Sabemos também que a sua radiação tem origem num Tempo Astronómico que o homem não consegue medir. Questionamos o Efeito Doppler? Muitos de nós não!

Mas questionamo-nos sobre a sua Origem, construindo diversos modelos cosmológicos.
Os cientistas adoptam limites temporais do Universo para descrever a realidade.

Porém, existem outras realidades que vão para além dos limites temporais e que são ditadas pela vontade, pelo desejo íntimo de cada ser humano, em busca da sua própria Luz.
Atribuir-lhe um significado, sentir o seu calor.

É isso que por estes dias muitos milhões de crentes buscam. Sem limites!

Leitura recomendada (post editado)

Marionetas com vida própria

America – The Land of Opportunities!
Mas nem sempre é assim. Quando os sonhos se diluem na realidade por vezes cruel, muitas vezes cruel, as verdades adquiridas transformam-se numa coisa desprovidada de sentido crítico.
A frustação dá lugar à revolta, e esta ao sentimento insane de vingança.
Contra nada. Contra tudo.

Estamos em 1974. O Presidente Nixon personifica o ideal americano.
Será nele que Samuel Bicke tentará descarregar a sua frustração, depois de um casamento falhado, de uma carreira profissional na qual se não revê.. e por fim, o colapso!

A densidade da personagem possibilita mais uma vez a Sean Penn a oportunidade de um desempenho notável, quase asfixiante.



Slavery never really ended in this country.
They just gave it another name. Employee.


Posted by Hello
Certainty is the disease of kings.

The Assassination of Richard Nixon, de Niels Mueller
Sean Penn – Samuel Bicke
Naomi Watts – Marie Bicke
Don Cheadle – Bonny Simmons

declaração de interesses

Autenticidade precisa-se!


Aquilino, de Artur Bual

O Mestre Artur Bual será homenageado na terceira edição da Feira de Arte Contemporânea do Estoril, que decorrerá entre 14 e 18 de Abril no Centro de Congressos. A não perder!

Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou ainda ama .
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos a oportunidade, para os amores impossíveis tentativa.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas a realizar do que a sonhar… A fazer que planear… A viver do que a esperar…
Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernando Veríssimo