Hoje vamos celebrar!
aqui – como convém aos mortais –
tudo é divino
e a pintura embriaga mais
que o próprio vinho
Sophia de Mello Breyner
Um grande vinho..

..Para um Grande Final!
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aqui – como convém aos mortais –
tudo é divino
e a pintura embriaga mais
que o próprio vinho
Sophia de Mello Breyner
Um grande vinho..

..Para um Grande Final!

target=”_blank”Francisco Goya, 1814
Museu do Prado
No início do século XIX, a expulsão dos invasores franceses inspirou Goya para executar esta obra.
Então perseguido por suspeição de simpatia para com o invasor, pretendeu assim afirmar a sua adesão ao povo espanhol.
O protagonista é o povo anónimo, herói colectivo, numa demonstração romântica de ver a guerra.
A resistência dos madrilenos e suas consequências – os fuzilamentos pelos ferozes guardas egípcios que integravam o exército francês, é expressa pela forma como os que vão ser executados olham de frente a morte, uns aterrorizados e abrindo o peito às balas, outros ocultando o rosto, compondo uma galeria de horror.
Aos seus pés jazem corpos; Ao lado, outros esperam pela sua hora.
Os soldados perfilados – personagens secundarizadas pelo patriotismo, estão de costas, pois são meros executantes de ordens superiores.
A atmosfera tétrica é acentuada pela luz que invade o peito dos que vão morrer..
Esqueçam o Tiago Monteiro!
Jovem e promissor piloto procura Patrocinador para o SnowmobileWorld Annual Ride em Ontario, Canadá.
Informações para o endereço electrónico do Luminescências.
Promising portuguese rider looking forward Sponsor for SnowmobileWorld Annual Ride in Ontario, Canada.
Reply for Luminescência`s e-mail, thanks.
Como encontrámos no mar
uma embarcação pequena
de pescadores, em que iam oito
portugueses(…)
e do mais que António de Faria
fez depois que houve esta vitória
e da liberalidade que aqui usou
com os portugueses de liampó
in Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto
Após as últimas eleições, este executivo tem condições únicas de governabilidade.
Porém, só o conseguirá de uma forma: se for competente.
É tremenda a expectativa de saber haverá capacidade de mobilizar os agentes económicos e a sociedade em geral, para enfrentar os desafios que se nos colocam.
Temos as mesmas condições dos nossos vizinhos espanhóis, ou mesmo dos irlandeses, não haja equívocos nessa matéria.
Temos vantagens competitivas, somos tão competentes como os nossos parceiros europeus, temos empresários com capacidade de investimento e ambição para o fazer.
Receio porém que o nosso governo não esteja à altura deste empreendimento.
Os nosso políticos são estruturalmente mauzinhos.

Temos sido (mal) governados por gente incapaz, que navega à vista. Precisamos de timoneiros que não se preocupem excessivamente em apetrechar a nau com lugares-tenente que mais não fazem do que estudar os mapas, sem saber qual o rumo a seguir.
E que não encham o porão com mantimentos para a engorda da tripulação, perdendo a noção básica e racional que é também a de levar espécies para as indispensáveis trocas comerciais.
Levar só o nome e a bandeira não chega.
É essencial, em lugar de conduzir uma Armada mal preparada, obsoleta nos processos de navegação para enfrentar os mais fortes, incentivar a construção de pequenos navios, mais fáceis de manobrar, com capacidade de navegar em rios onde as grandes embarcações não chegam.
Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.
Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.
Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera
Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Este senhor e este senhor colocaram nos seus blogs ligações para aqui.
Eu sei que não foi por mal!
Como já tive oportunidade de comentar no Blasfémias, uma lista de links deve reflectir escolhas pessoais.
Fazer copy-paste de uma lista.. just for fun?!

Em Novembro de 2001, Eduardo, aluno salesiano de catorze anos de idade, realizava o sonho de muitos portugueses: uma aventura em África.
Seria uma viagem sem regresso.
Angola, a quem João Paulo II havia dito em 1992 “Nunca mais serás chamada a Desamparada”, continuava em guerra.
As Forças Armadas Angolanas estavam a poucos meses de liquidar Savimbi.
A Grande Reportagem desta semana publica um trabalho de Felícia Cabrita, com os detalhes da operação conduzida pelo coronel “Regresso”, então oficial da Unita e agora integrado nas FAA, incumbido da missão de espalhar o terror em Luanda.
Eduardo, o pai e mais duas dúzias de pessoas foram mortos – alguns à catanada, esse sofisticado exercício da arte da guerra, muito comum na África que deixámos como herança às futuras gerações.
Estávamos então muito entretidos com a nossa Revolução para termos sequer a mínima noção do que deixávamos para trás!
“São coisas da guerra”, diz o coronel responsável pela matança.
Coisas da guerra?!
Só muitos meses mais tarde, após inúmeras mentiras e corpos trocados, a mãe de Eduardo pôde finalmente retomar as conversas com o filho, depois de muitas orações na campa errada.
O coronel Regresso não pode responder por estes crimes, graças à amnistia para os crimes de guerra acordada entre o governo angolano e a Unita.
Na nossa democracia responderia, certamente.
Mas as democracias africanas que decorrem da nossa trilham caminhos diferentes…

“Vengeance is a lazy form of grief”
No filme A Intérprete, a sul-africana Silvia Broome( Nicole Kidman), cuja família foi morta acidentalmente, é intérprete na ONU.
A dada altura, tem um curioso diálogo com o agente do FBI encarregue de investigar uma conversa que ela diz ter ouvido sobre os planos para assassinar um ditator de um país africano, em plena Assembleia das Nações Unidas.
Quando alguém mata um familiar teu e é capturado, é atado e atirado ao rio; a família decide se o deixa afogar-se ou salvá-lo. Se o deixar afogar, a vingança consuma-se mas o luto permanece; se o salvar, a família liberta-se do desgosto.
Eu não levaria os Regressos, os Eduardos dos Santos e os Ninos Vieiras para o Campo Pequeno.
Mas levá-los-ia a um passeio pelo Rio Tejo!
Il mio caro amico iluminado chiedero a me di prendere cura della sua fienile nella sua assenza…
se non c’è inconvenienza..!


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