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Blasfémias

Após o debate de anteontem, tive o grato prazer de conhecer alguns dos rostos que fazem o Blasfémias, bem como os de alguns convivas que se juntaram à liça.
Excelentes anfitriões, apesar do café, que só se podia tomar no bonito espaço do último piso do Rivoli.
Quanto aos temas fracturantes, espero que continuem a ser debatidos nos blogues, com mais profundidade e de forma menos politicamente correcta.

Após o debate de ontem na Sic-Notícias, onde o próximo maire de Lisboa fez de MMC gato-sapato, não podia ter descido ao nível do seu oponente.
Perdeu uma soberana oportunidade de clarificar desde já porque o candidato socialista é um erro de casting em Lisboa.
Quando se detém este nível de responsabilidade, deve-se possuir poder de encaixe para estes golpes baixos; Se um dia fôr afrontado na rua por um cidadão, não vai certamente reagir assim, Professor!
Por isso – e só por isso – deve um pedido de desculpas.. Aos lisboetas!

Within the Realm of a Dying Sun

Força é pois ir buscar outro caminho!
Lançar o arco de outra nova ponte
Por onde a alma passe – e um alto monte
Aonde se abra à luz o nosso ninho.

Se nos negam aqui o pão e o vinho,
Avante! é largo, imenso, esse horizonte…
Não, não se fecha o Mundo! e além, defronte,
E em toda a parte há luz, vida e carinho!

Avante! os mortos ficarão sepultos…
Mas os vivos que sigam, sacudindo
Como o pó da estrada os velhos cultos!

Doce e brando era o seio de Jesus…
Que importa! havemos de passar, seguindo,
Se além do seio dele houver mais luz!

Antero de Quental

Ligações perigosas


The Rape of Ganymede, de Damiano Mazza – 1570-90

Ganymede, um belo pastor, foi arrebatado das colinas por Zeus – sob a forma de águia – e levado para o Monte Olimpo.

Objecto Astronómico do dia

O Buraco Negro

Ecos – A indústria dos incêndios

A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 – Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 – A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

3 – Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 – À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: “enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder”. Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 – Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime…

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 – Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 – Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 – Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 – Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 – Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 – E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação da SIC

In Praga

No Barock, restaurante que recentemente veio enriquecer a oferta na chique Pařížská, no centro de Praga, o ambiente é muito fashion, com a sala decorada de posters de supermodels ( a destoar está o poster à entrada do lado direito, com a foto de um senhor com ar abichanado, um tal de Brad não sei quê!). A música ambiente é buddahBar..


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Vamos ao que interessa. Seguindo a intuição, escolhi:
De entrada, mozzarella fresca e tomate, cobertos com molho balsâmico e manjericão.
A seguir, de confecção a condizer com a óptima apresentação, um Fettuccine com farripas de frango, manjericão, pinhões, pesto, tomate, tudo polvilhado com parmesão fresco.
Não conhecendo os vinhos e porque a água não era opção, escolhi a cerveja Urquell.

Recomendo este espaço – sem pretensiosismo – por ter a noção de que há muitos portugueses a viajar para estas paragens; Encontrei tugas em tudo o que era sítio: no metro, nas esplanadas, no museu..

A Falácia de Roma


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Tive esta semana oportunidade de deambular pelo Josefov O Bairro Judeu de Praga.
Naturalmente que as Sinagogas são hoje – mais do qualquer outra coisa – locais de interesse turístico.
No entanto, tocou-me particularmente o cemitério – sobre o qual tinha lido alguma coisa – onde pude confirmar o caos absoluto na colocação das lápides, distantes entre si apenas um palmo ou dois.
Confinados pelo Regime Alemão ao exíguo espaço que tinham para enterrar os mortos, aos judeus não restava senão a possibilidade de os sepultar em altura. Daí a disposição das lápides.

Mais do que a disposição das pedras, impressionou-me a sensação de resignação daquelas pessoas.

Por isso me irritou hoje ler o artigo da Visão, em que Bento XVI não faz mais do que dizer aquilo que “pensa” que as pessoas querem ouvir: a proverbial caridade, em que a Igreja é especialista!

Papa alerta para novos sinais de anti-semitismo, classificando-o como uma «ideologia racista demente de matriz neopagã» e alertou para a «emergência de novos sinais de anti-semitismo», durante a sua visita à sinagoga de Colónia, na Alemanha.
«No século XX, no tempo mais obscuro na história alemã e europeia, uma ideologia racista demencial, de matiz neopagã, esteve na origem da tentativa, planeada e realizada sistematicamente pelo regime, de exterminar o judaísmo europeu», afirmou o Papa, na sexta-feira, perante os líderes religiosos judeus de Colónia.

Bento XVI advertiu ainda para o surgimento de «novos sinais de anti-semitismo» e de «hostilidade generalizada contra os estrangeiros».

Considerando que este é um «motivo de preocupação», o Papa destacou que a «Igreja se compromete a lutar pela tolerância, pelo respeito, a amizade e a paz entre todos os povos, culturas e religiões».

Que fez a Igreja para minimizar os danos que os alemães nazis infligiram à Humanidade?
E que moral tem este homem para falar sobre o assunto?
A mim, esta conversa soa-me a expiação, tão somente!

Gran Corona em português

A Altadis – resultante da fusão entre a espanhola Tabacalera e a francesa Seita – facturou no ano passado 3,5 mil milhões de euros, dos quais 1,8 mil milhões em cigarros e 0,817 mil milhões em charutos e cigarrilhas; Este valor, mais coisa menos coisa, é o que o Governo diz ser o investimento público na OTA! É feito destes pequenos nadas o fosso que nos separa..

A Casa Havaneza está em negociações com o gigante dos tabacos, tendo em vista o reforço por parte daquele na participação que detém nesta.
A empresa portuguesa pode deste modo evitar o efeito TGV, ou seja, a entrada a alta velocidade das marcas representadas directamente no mercado nacional.
Ganha ainda capacidade de expansão no mercado interno.

A propósito de espanhóis, vou roer uns cohibas enquanto torço pelos hoquistas lusos no confronto com a armada espanhola, na meia-final do Mundial de Hóquei.
Olé!

De volta ao Novo Mundo de Dvorák

Chego domingo de manhã.
Como o Festival de Música de Praga termina sábado, não vou a tempo de voltar a este magnífico espaço.

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De manhã, irei visitar o Jewish Museum – que não conheço – e está incluído nos locais a (re)visitar.
Vou aproveitar o resto do dia para uma visita mais detalhada à zona do Castelo.
Para início de noite, estou a pensar ir ao Marie Teresie experimentar uma das especialidades do Chef.

Depois.. depois, logo se vê. Não me posso queixar (do frio)!

Queira desculpar a distracção!

Em mais um artigo de opinião, Mário SUMOLino vem chamar a atenção para a necessidade de os portugueses terem mais atenção ao que se passa na web.
Afinal, a fama do choque tecnológico já vem de trás!

Parece que os estudos preliminares – sobre o impacto ambiental – elaborados em 98-99!, têm estado disponíveis todo este tempo na NAER, sobejamente conhecida da opinião pública!

Ai! Ai! Onde é que tens andado com a cabeça, António?

Fico muito mais descansado com a informação dada por Mário SUMOLino de que os estudos de viabilidade económica dos projectos será disponibilizada nos próximos dois meses;

Isto, claro, depois de a decisão política de avançar com os projectos da Rede Ferroviária de Alta Velocidade e do Novo Aeroporto da Ota.. já estar tomada!
Iremos então ver mais um caso prático de uma máquina de torrar dinheiro, que é o Estado!

É uma solução.. como qualquer outra!

Haja decoro!

Porquê SUMOLino? Porque o artigo de duas páginas no Diário Económico faz-me lembrar aquelas bebidas gaseificadas que no final não matam a sede, ficando só as bolhinhas que fazem arrotar.