Arquivo de Junho, 2011

Llibre Vermell de Montserrat

El Llibre Vermell (Libro Rojo), es un manuscrito medieval conservado en el Monasterio de Montserrat (Barcelona), que constituye uno de los pilares de la música medieval española. Fue copiado en los últimos años del siglo XIV, y debe su nombre a su encuadernación en terciopelo rojo, hecha a finales del siglo XIX. Contiene una colección de cantos medievales, y otro contenido de tipo litúrgico, que data de finales de la Edad Media.
El propósito con que fue redactado el Llibre Vermell, lo explica con detalle una nota redactada en latín (fol. 22r), en la que se advierte a los peregrinos que debían evitar “las canciones vanas y los bailes poco honestos durante su viaje y estancia en Montserrat”. Cantar y bailar en la iglesia, era una costumbre medieval bien arraigada, frente a cuyos abusos reaccionaron múltiples sínodos y concilios.
Los cantos son en catalán, occitano y latín y son todos de autor desconocido. A pesar de que la colección fue copiada a finales del siglo XIV, la mayor parte de la música se cree que es anterior. Por ejemplo, el motete “Inperayritz de la ciutat joyosa”, posee un texto distinto para cada una de las dos voces, estilo que ya no se utilizaba cuando el manuscrito fue copiado. Via.

O vídeo completo, aqui.

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Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) – Modernidade e vanguarda

Exposição no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado
Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) – Modernidade e vanguarda | 30.06.2011 – 05.10.2011

Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960) é a segunda de três grandes exposições que, sucessivamente, assinalam as comemorações dos 100 Anos do MNAC – Museu do Chiado, proporcionando uma visão global do seu acervo. Este período que, corresponde aos primeiros 50 anos de existência do museu, constituiu um momento determinante na história da arte portuguesa.
Nas primeiras décadas, os ventos de liberdade da revolução republicana abrem caminho para a afirmação de frentes de vanguarda e para o dealbar da modernidade. A partir dos anos 30, o desenvolvimento dos modernismos por diferentes gerações de artistas opera-se no contexto adverso de um regime ditatorial que, ao longo de mais de 40 anos, se estabelece num crescendo de censuras, gerando por parte dos artistas diversas reacções e movimentos face às limitações sociais e culturais e à parca informação que penetrava do exterior.
O conjunto de obras que aqui se apresenta resultou das aquisições realizadas pelos dois directores do MNAC neste período, Adriano de Sousa Lopes (1929-44) e Diogo de Macedo (1944-59), bem como de posteriores aquisições, doações e depósitos que foram consolidando núcleos autorais e actualizando a colecção com trabalhos de artistas emergentes, dando corpo à designação de Museu Nacional de Arte Contemporânea. Ainda que, por diversas vicissitudes históricas, alguns artistas e movimentos estejam insuficientemente representados neste acervo, sendo o caso mais evidente Maria Helena Vieira da Silva, a exposição traça um panorama da época, dos seus criadores e das respectivas dinâmicas da arte portuguesa ao longo destas primeiras cinco décadas do século XX.
Adelaide Ginga, Curadora da Exposição.

Fundo do mar

Praia das Conchas

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

Sophia de Mello Breyner Andresen – Obra Poética I

Praia do Valmitão

Praia do Valmitão

Corpus Christi

Após completar a Sala da Assinatura, Rafael começou a decoração da contígua Sala de Heliodoro, o que decorreu entre 1511 e 1514. Originalmente concebida como sala de audiências privadas com o Papa Júlio II, que morreu entretanto, foi o seu sucessor, Leão X (Giovanni de Medici, filho de Lorenzo, o Magnífico) a concluir a escolha dos quatro temas que visavam documentar em diferentes momentos históricos, desde o Antigo Testamento até à Idade Média, a protecção milagrosa concedida por Deus à Igreja, ameaçada na sua fé: Missa de Bolsena,  Libertação de São Pedro,  Encontro de Leão O Grande com Átila e a Expulsão de Heliodoro do Templo.

A Missa de Bolsena, representada a seguir à Expulsão de Heliodoro do Templo, teve lugar em Bolsena, perto de Orvieto.
Em 1263, um sacerdote da Boémia, perturbado pela dúvidas sobre a doutrina da transubstanciação, ou seja, a transformação do pão e do vinho no sangue e no corpo de Cristo, iniciou uma peregrinação a Roma. De caminho, celebrou missa em Bolsena, onde, durante a consagração da Eucaristia começou, milagrosamente, a sangrar. De cada vez que limpava o sangue, aparecia uma cruz ensanguentada no pano utilizado, um milagre que dissipou as dúvidas do atormentado padre. O pano tornou-se uma relíquia venerada, tendo permanecido na Catedral de Orvieto para homenagear a ocasião.

Em Missa de Bolsena, tal como na representação anterior, Rafael fez do Papa Júlio II testemunha do milagre que teve lugar quase três séculos antes; Em Setembro de 1506, Júlio II havia parado na Catedral de Orvieto para ver o pano manchado de sangue ali depositado e assim demonstrar a sua ligação ao milagre pelo qual a Festa de Corpus Christi havia sido instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264.
Para ser celebrada na Quinta-Feira a seguir à Festa da Santíssima Trindade, que acontece no Domingo depois de Pentecostes, a Festa de Corpus Christi acontece 60 dias após a Páscoa, podendo ocorrer entre os dias 21 de Maio e 24 de Junho.

A Memória

A memória foi um género literário
quando ainda não tinha nascido a escrita.
Veio a ser depois crónica e tradição
mas já fedia como um cadáver.
A memória vivente é imemorial,
não surge da mente, não se enraiza nela.
Junta-se ao existente como uma auréola
de névoa na cabeça. Está já esfumada, é duvidoso
que regresse. Nem sempre tem memória
de si.
Poema de Eugenio Montale, extraído de «Caderno de Quatro Anos» (1960 e 1973-1977)
Gravura de William Blake, extraída do poema ilustrado “Jerusalém”

O verdadeiro museu está lá fora

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