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Hugo Pratt e o universo musical de Corto Maltese

Hugo Pratt [15 Junho 1927 – 20 Agosto 1995], autor de uma obra gráfica de grande envergadura, foi o criador de Corto Maltese, o maior aventureiro romântico da Banda Desenhada, de quem se destacam  A Balada do Mar Salgado e Fábula de Veneza.

Para aumentar a densidade das inúmeras aventuras, há um precioso livrinho – Notes De Voyage – Les Musiques De Corto Maltese (Casterman) recheado de ilustrações sonoras sobre as peregrinações de Corto à volta do mundo.
Do primeiro cd [1887-1917], dedicado à juventude, fica o vídeo La Petenera, uma forma de cante jondo flamenco que evoca uma bela prostituta cigana por quem Corto se perdeu de amores e a quem Lorca dedicou uma suite no Poema del Cante Jondo.

Corto Maltese: Viagem à Aventura

Fórum Eugénio de Almeida – De 25 de julho a 2 de dezembro de 2012
Esta exposição dá a conhecer a enorme poética do ilustrador veneziano Hugo Pratt, através das viagens e histórias do seu personagem mais emblemático: Corto Maltese, uma das principais figuras da Banda Desenhada mundial e referência na literatura do século XX.
Corto Maltese é um viajante incansável sempre à procura de novos lugares longínquos, um anti-herói romântico e fiel aos seus ideais que cruza momentos da história como sua testemunha.
As 51 obras da exposição – aguarelas, tinta-da-china e guache – retratam uma das muitas aventuras do errante capitão maltês: de Veneza, passando por África, de Samarcanda à Polinésia, do Caribe à ilha de Escondida.

Aguarela de Pratt (II)

Corto Maltese cruzou-se com muitas mulheres durante as suas aventuras, embora nenhuma tenha influenciado de forma decisiva o seu temperamento de solitário.

Porque são as mulheres tão importantes na história deste marinheiro?

Talvez porque é um incorrigível romântico e não consegue resistir a uns olhos bonitos .

“C’est parce que tu ne ressembles à personne que j’aurais voulu te rencontrer toujours, n’importe où”

Aguarela de Pratt (I)

A actual República do Haiti, descoberta por Colombo, ocupa a parte ocidental da ilha.

Em 1884, a parte oriental tornou-se independente, passando a chamar-se República Dominicana.

Para Hugo Pratt, a lha do Haiti chama-se Grande Antilha.

Colonizada pela Espanha, é cedida à França em 1697, através do tratado de Ryswick.

Torna-se então a colónia mais próspera e uma das mais ricas do mundo, bem como o maior mercado de tráfico de escravos.

Enquanto dura a Revolução Francesa, os escravos africanos, que tinham substituído a população indígena, dizimada pelos espanhóis, revoltam-se.

Toussaint L`Ouverture, escravo até aos quarenta e cinco anos, lidera o único caso de revolta de escravos com êxito em toda a História.

Em 1793 é abolida a escravatura.

Dessalines, em 1804, lidera a revolução haitiana e derrota o mais poderoso exército colonial da época, enviado por Napoleão.

O Haiti torna-se o primeiro Estado independente na América Latina.

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